pt_BR

Está em curso projeto para criar o acervo digital da Academia Brasileira de Ciências

Como parte das comemorações do centenário da Academia Brasileira de Ciências (ABC), em 2016, o historiador e membro titular José Murilo de Carvalho coordenou um projeto de pesquisa sobre o passado da instituição. Com colaboração do paleontólogo e Acadêmico Diógenes de Almeida Campos e do físico e historiador da ciência Ildeu de Castro Moreira, o resultado final foi materializado na exposição “100 Anos da Academia Brasileira de Ciências” – montada nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Porto Seguro – e na publicação de um livro comemorativo com o mesmo nome.

Detalhes da exposição “100 Anos da Academia Brasileira de Ciências”, no Museu do Amanhã, em 2016 | Acervo ABC

Outras publicações também foram lançadas, são elas: a revista de divulgação científica Academia Brasileira de Ciências e os Caminhos da Pesquisa Científica no Brasil – Uma História Entrelaçada, o gibi 18 Cientistas Brasileiros e suas Contribuições e o e-book 100 Anos da ABC, estes dois últimos voltados ao público infanto-juvenil. Para além dos produtos finais, o projeto trouxe à tona o acervo riquíssimo da ABC, formado por documentos, correspondências, publicações e manuscritos de acadêmicos vivos e falecidos, além de gravações de entrevistas, conferências, palestras e atividades realizadas por personalidades célebres da ciência, tecnologia e educação do país e do mundo.

José Murilo de Carvalho | Universidade Federal de Santa Maria/Reprodução

José Murilo de Carvalho faleceu em 2023, aos 84 anos, deixando um legado grandioso na forma como o Brasil compreende sua própria história. No que diz respeito à ABC, as descobertas trazidas por sua pesquisa serão agora eternizadas na forma de um acervo digital que levará seu nome. No mesmo ano, foi criada uma comissão organizadora sob coordenação dos membros titulares Patrícia Torres Bozza e Diógenes de Almeida Campos. A equipe científica conta ainda com os Acadêmicos Débora Foguel (UFRJ) e Paulo Cruz Terra (UFF) e com os pesquisadores Luisa Massarani (Fiocruz) e Ildeu de Castro Moreira (UFRJ).

Foi assim que, em 2024, a partir de uma parceria firmada com o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) e com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), começaram os trabalhos para a criação do Centro José Murilo de Carvalho de Memória Histórica da ABC.

O termo de acordo para dar o pontapé inicial foi assinado durante a Reunião Magna de 2024, evento mais importante do calendário da ABC. O projeto prevê que a documentação dos Acadêmicos vivos e dos projetos em curso ficarão na sede da Academia, no Rio de Janeiro, enquanto documentos ligados aos acadêmicos já falecidos e aos projetos já concluídos irão juntar-se à Biblioteca Henrique Morize do MAST – onde já estão os livros e publicações da Biblioteca Aristides Pacheco Leão, da ABC, desde 2007.

Helena Nader assina termo de cooperação para criação de acervo histórico da ABC | Foto: Marcos André Pinto

Primeira etapa já começou

O trabalho envolve a recuperação, organização e catalogação e digitalização do acervo da ABC, composto de documentos em diversos formatos produzidos desde 1916. O objetivo final é compor uma base de dados, com a descrição de cada documento, que permita o acesso público, de forma digital, por pesquisadores, estudantes e qualquer outra pessoa interessada na história da ciência brasileira. O acervo será hospedada no site da ABC e será inspirado na base de dados Zenith do Arquivo de História da Ciência (AHC) do MAST.

A primeira etapa foi iniciada e envolve a higienização, recuperação e organização do acervo, com base nas diretrizes do Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos em Papel (Lapel/MAST), e ocorre sob a supervisão de seus especialistas. Está etapa será seguida pela identificação, seleção e organização dos documentos, que terá curadoria dos historiadores Moema Rezende Vergara (MAST e Unirio) e Paulo Cruz Terra (ABC e UFF).

O acervo terá uma linha do tempo da história da ABC em paralelo com a da ciência brasileira; uma galeria de ex-presidentes; uma página especial sobre a criação da Rádio Sociedade, primeira emissora de rádio do país; destaques para cientistas históricos que se tornaram membros correspondentes, como Marie Curie e J. Robert Oppenheimer; visitantes ilustres; posicionamentos políticos históricos da ABC; colaborações com outras academias e instituições ligadas à ciência, tecnologia, inovação e educação nacionais e internacionais; eventos; prêmios, medalhas e muito mais. Como parte de seu compromisso com a pesquisa brasileira, a ABC acredita que o acervo será de valor inestimável para o campo de estudo em História da Ciência no Brasil.

Visita de Einstein ao Observatório Nacional, em que estavam presentes o presidente da ABC e diretor do Observatório Nacional à época, Henrique Morize, e os Acadêmicos José Frazão Milanez, Lelio Itapuambyra Gama, Domingos Fernandes da Costa, Alix Corrêa Lemos, Alfredo Lisboa e Ignacio Manoel Azevedo do Amaral | Acervo ABC

Em um momento tão delicado para a ciência nacional, em que pesquisadores e instituições sofrem ataques e o negacionismo científico cresce, a ABC também se dispõe a pensar ações mais amplas para divulgação científica. Para valorizar o presente é preciso conhecer o passado, e, para isso, é preciso memória.

Diretoria da ABC em 23/11/2022 visita obra do Museu Nacional: 11 dos 13 membros da Diretoria da ABC foram recebidos pelo diretor do museu, o Acadêmico Alexander Kellner, para uma visita guiada. À esquerda, o diretor Álvaro Prata; o vice-presidente regional para o NE e ES, Anderson Gomes; o vp regional para SP, Glaucius Oliva; o vp regional para o Sul, Ruben Oliven; o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner; a presidente da ABC, Helena Nader; o diretor Roberto Lent; a vp regional para o RJ, Patricia Bozza; o vice-presidente da ABC, Jailson Bittencourt; agachadas, a diretora Maria Vargas e a vp regional para MG e CO, Mercedes Bustamante | Acervo ABC

Oppenheimer e a Academia Brasileira de Ciências, por Ildeu Moreira

O físico e historiador da Ciência Ildeu de Castro Moreira escreveu o ensaio a seguir sobre as visitas do físico norte-americano J. Robert Oppenheimer à Academia Brasileira de Ciências (ABC) em 1953 e 1961. Ildeu é voz proeminente no estudo sobre a história da ciência brasileira e recebeu a Medalha Henrique Morize da ABC em 2022 por suas contribuições.

 

Oppenheimer e a Academia Brasileira de Ciências

Ildeu de Castro Moreira

Instituto de Física – UFRJ

ildeucastro@gmail.com

 

O físico norte-americano Julius Robert Oppenheimer esteve por duas vezes no Brasil. Na primeira vez, em 1953, veio a convite do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), em uma viagem que durou cerca de seis semanas. Fez seminários e palestras, visitou muitas instituições científicas no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte e concedeu diversas entrevistas. Havia grande interesse da mídia e do público, naquele momento, sobre os avanços na área da física atômica e nuclear e sobre a produção de armas atômicas. Na Academia Brasileira de Ciências (ABC), Oppenheimer fez uma comunicação científica sobre “Megalomorfos” (partículas atômicas pesadas), em uma sessão ordinária, e, no CNPq, discutiu a questão da ciência e da educação no Brasil. Ele retornou ao Brasil em 1961, em viagem patrocinada pela OEA, após a tormenta política que o atingiu e quatro anos antes de seu falecimento. Nesta visita, bem mais curta, deu seminários e palestras, concedeu entrevistas e foi condecorado pelo governo brasileiro com a comenda Cruzeiro do Sul. Foi homenageado pela ABC com uma sessão extraordinária e ali fez uma interessante conferência sobre Cultura e Ciência. (1)

I – A primeira ida de Oppenheimer à ABC em 1953

No dia 14 de julho de 1953, Oppenheimer fez uma comunicação científica na ABC, em uma sessão ordinária que ocorreu no prédio da Escola Politécnica (atual IFCS), uma vez que a ABC não tinha sede própria naquele momento. A recepção na ABC contou com a presença de cerca de 40 acadêmicos e convidados, inclusive Katherine Oppenheimer. Ela foi presidida por Artur Moses, presidente da ABC, e teve entre seus assistentes a presença de Guido Beck, Costa Ribeiro, Bernard Gross, Fritz Feigl, Carlos Chagas Filho e Aristides Leão. Nela, o físico norte-americano foi saudado por José Leite Lopes – que já interagira anteriormente com ele, em um período em que esteve em Princeton a convite do próprio Oppenheimer – que destacou suas importantes contribuições para a física e, também, o seu papel como professor universitário na formação da escola norte-americana de físicos. Posteriormente, Leite Lopes escreveu um artigo para homenagear Oppenheimer, em nome da ABC, em dezembro de 1967 (2).

i – Saudação de Leite Lopes a Oppenheimer na ABC

“O nosso presidente Artur Moses pediu-me que dissesse algumas palavras esta noite, dando-lhe as nossas boas-vindas a esta reunião. É evidente que o seu nome não necessita de apresentação aos nossos físicos. Conhecemos todos os seus trabalhos, que o distinguiram como um dos físicos teóricos proeminentes de seu país, os quais trouxeram importantes contribuições ao progresso dos nossos conhecimentos no campo correspondente: a teoria quântica das moléculas, problemas na teoria das colisões atômicas, problemas e discussão das dificuldades na teoria do pósitron, o teorema de Oppenheimer-Ehrenfest sobre a estatística dos núcleos atômicos, o processo Oppenheimer-Phillips, a teoria da forte interação das forças nucleares, a teoria da produção múltipla de mésons, eletrodinâmica.

Temos também notícia, através de seus discípulos e de seus trabalhos científicos de vigorosa contribuição que deu, como professor universitário, à formação da escola norte-americana de físicos. Este é um aspecto da sua experiência de particular interesse para nós, pois começamos hoje, neste país, a enfrentar o problema de atrair Jovens para a carreira cientifica e de formá-los bem, a fim de que o desenvolvimento da ciência seja assegurado por um tal crescimento de valores humanos. Nos dias presentes, é sob a sua inspiração que uma grande soma de pesquisas em física teórica é realizada no Instituto de Altos Estudos de Princeton, que teve suas atividades consideravelmente aumentadas desde que o Professor Oppenheimer assumiu sua direção. Por estes motivos, estamos felizes em tê-lo esta noite em nossa companhia. Um tal intercâmbio de ideias com colegas do exterior é indispensável se desejarmos contribuir aos progressos de conhecimento e partilhar dos seus benefícios. É meu privilégio dar-lhe as boas-vindas a esta Academia.”

Figura 1. Assinaturas de Katerine Oppenheimer e Robert Oppenheimer no livro de Atas da ABC

ii – A comunicação de Oppenheimer na ABC

Em seguida, Oppenheimer agradeceu a saudação de Leite Lopes, exprimindo sua satisfação em ser recebido pela Academia Brasileira de Ciências, que conhecia de longa data, à distância, acompanhando os trabalhos publicados nos seus Anais. Abordou, então, o tema de sua comunicação: “Megalomorfos”.

”Propunha este nome para designar as partículas pesadas, recentemente descobertas, instáveis, dando ao desintegrar-se, outras partículas de massa menor e energia sob a forma de fótons ou neutrinos. As propriedades dessas partículas são ainda pouco conhecidas e ignoramos ainda a razão profunda de sua existência e as interconexões que existem entre elas. O cálculo teórico de sua vida média, segundo dados provisórios, dá resultados em desacordo com a experiência. Existe a indicação de regras de seleção que proíbem certas desintegrações e dificultam outras tornando-as mais lentas.

Em 1932 as partículas conhecidas eram o elétron e o próton, que são constituintes fundamentais da matéria e, por sinal, os únicos estáveis. Naquele ano, foi descoberto o nêutron, que também é constituinte dos núcleos atômicos. Quando está isolado, o nêutron é instável e desintegra-se dando como produtos um próton, um elétron e um neutrino. Neste processo, a vida média do nêutron é de cerca de 10 minutos. É uma transformação lenta, quando está em núcleos atômicos pesados, e é esta desintegração que torna o elemento radioativo com emissão de raios beta. Em núcleos leves a transformação não ocorre; é preciso que haja conservação de energia.

Em 1935, um físico teórico japonês, Yukawa, pouco conhecido na época, propôs que as forças de atração entre os constituintes do núcleo atômico — os prótons e nêutrons – eram devidas a uma nova partícula, de massa entre a do nêutron e a do elétron. Estas novas partículas foram chamadas mésons. Deveriam também ser instáveis. Foi notável a concordância qualitativa entre algumas propriedades das forças nucleares e algumas propriedades de tais mésons. Estes mésons de Yukawa foram descobertos somente em 1948 e hoje são chamados de mésons “pi”. Outra variedade, denominada mésons “mi”, mais leves que os primeiros, já havia sido detectada na radiação cósmica em 1936. Desintegram-se em méson “mi” e neutrino, com vida média de dez elevado a menos oito segundos.

Os mésons “mi”, por sua vez, se decompõem em um elétron e dois neutrinos e a vida média desta transformação é dez elevado a menos seis segundos. Existem também mésons “pi” sem carga elétrica, também preditos teoricamente, e mais tarde descobertos no laboratório. Decompõem-se em dois raios gama, com uma vida média de dez elevado a menos quinze segundos. É notável a propriedade chamada de “independência da carga”: nêutrons e prótons e mésons pi positivos, negativos e neutros apresentam entre si propriedades de atração, de produção e absorção de partículas, que não dependem da carga das partículas consideradas. Estas propriedades de simetria e invariância, gostaríamos de relacionar com propriedades mais profundas, de estrutura espaço-temporal, analogamente às leis de conservação de energia e momentum que resultam da inexistência de pontos privilegiados no espaço e no tempo.

Ultimamente, novas partículas mais pesadas foram descobertas por vários físicos, usando câmaras de Wilson e chapas fotográficas nucleares. São megalomorfos sobre os quais conhecemos hoje pouca coisa e compreendemos menos. A partícula V, assim chamada porque a sua descoberta foi feita ao detectarem-se traços em forma de V originando-se de um único traço em câmara de Wilson. A partícula V neutra é mais pesada que o próton e o nêutron e se decompõe num próton e um méson pi negativo. Tem uma vida média de dez elevado a menos dez segundos. Foram descobertas também partículas V carregadas.

Outros corpúsculos, recentemente batizados com as letras gregas tau, qui e kapa, têm massa maior que a do méson “pi” e menor que a do próton. Desintegram-se dando como produtos mésons “pi” e “mi”. Desejamos compreender estes megalomorfos, mas muito pouco progresso temos feito neste sentido. No Instituto de Altos Estudos de Princeton um jovem físico, Pais, fez recentemente um trabalho, que me parece um bom passo na direção correta. Ele formula novas ideias sobre a estrutura espaço-temporal dessas partículas que me parecem de grande interesse. Pretendo expor estas ideias de Pais no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Mais uma vez senhor Presidente, os meus agradecimentos por esta oportunidade honrosa de falar perante esta Academia”.

Durante a discussão, Leite Lopes solicitou esclarecimentos sobre as partículas V. Oppenheimer respondeu que foram produzidas artificialmente no bevatron de Brookhaven. A outra pergunta de Leite Lopes, respondeu que não foram observados prótons negativos nessas experiências.

Nesta mesma sessão da ABC houve a apresentação de uma comunicação de Carlos Chagas Filho, trabalho feito em cooperação com Lauro Sollero e Maury Miranda, sobre “Utilização da acetilcolina durante a descarga da Narcinea brasiliensis”. Em seguida, Sergio Mascarenhas, então um pesquisador iniciante do grupo de Costa Ribeiro, apresentou a comunicação: “Interpretação do efeito Costa Ribeiro pela teoria da colisão molecular”, que foi comentada por Costa Ribeiro, Peter Weyl e Oppenheimer. Poucos anos antes de seu falecimento, Sergio Mascarenhas, em uma conversa particular, me declarou que havia ficado particularmente satisfeito com a intervenção positiva de Oppenheimer sobre seu trabalho, assim como ficara incomodado com a crítica que Feynman fez a aspectos do trabalho de pesquisa do grupo. Os comentários críticos de Feynman ocorreram em uma outra sessão da ABC, no dia 25 de agosto de 1953, quando Armando Dias Tavares apresentou resultados experimentais relacionados com o efeito Costa Ribeiro e com o trabalho de Sergio Mascarenhas.

II – A segunda visita de Oppenheimer à ABC e a conferência sobre Cultura e Ciência

O retorno de Oppenheimer ao Brasil se deu em 1961, vindo da Argentina, e sob o patrocínio do Programa da Cátedras da OEA, em articulação com o CBPF e a Universidade do Brasil. Foi uma visita bem mais curta, na qual permaneceu no Rio de Janeiro entre 17 e 22 de setembro de 1961. Fez seminários no CBPF, visitou novamente o Instituto de Biofísica, fez palestra no Instituto de Pesquisas da Marinha e foi recepcionado no CNPq. Oppenheimer foi também condecorado, na ocasião, pelo governo brasileiro com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no grau de Comendador.

Figura 2. Oppenheimer e San Tiago Dantas no Itamaraty, em 1961

Nesse mesmo dia, 20/09, foi homenageado com uma sessão extraordinária da ABC, muito concorrida, à qual comparecerem cerca de 150 acadêmicos e convidados. Ali fez a interessante conferência “Reflexões sobre cultura e ciência”, cujo conteúdo foi publicado no Jornal do Commercio (outubro de 1961) e, no ano seguinte, na revista Ciência e Cultura da SBPC [vol. 14, n. 2, 1962, p. 87 a 94] (3).

Figura 3. Jornal do Commercio, 16 de setembro e 08 de outubro de 1961

A cobertura da imprensa local a esta segunda visita de Oppenheimer, especialmente do Rio de Janeiro, foi novamente intensa. Em sua entrevista coletiva, no final de sua viagem, fez uma apreciação geral sobre a educação e a ciência no Brasil, insistindo sobre a “prioridade para o talento do homem”, ou seja, a importância da formação de pessoas qualificadas, e defendeu enfaticamente o uso pacífico da energia atômica.

Referências:

  1. As principais fontes de informação para este artigo são as Atas da ABC de 1953 e 1961 (Acervo da ABC) e os periódicos que fizeram a cobertura das visitas de Oppenheimer ao Brasil e que podem ser encontrados na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Não conseguimos localizar fotos de Oppenheimer nas suas idas à ABC.
  2. Leite Lopes, J. Oppenheimer: Contrastes e Conflitos e de uma Nova Era. Ciência e Sociedade (CBPF) 04, 1996.
  3. Disponível em: https://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=003069&pasta=ano%20196&pesq=oppenheime r&pagfis=3816

61ª Reunião Anual da SBPC – Manaus, AM, 2009

61a Reunião Anual da SBPC

No ano de 2009, a 61a Reunião Anual foi realizada em Manaus, Amazonas. Veja as matérias relacionadas à participação de membros da ABC na Reunião.

Abertura da SBPC 2009 leva oito mil pessoas à praça em Manaus
Hora de mandar doutores para a Amazônia
Rios que voam
Como voam os rios
Queimadas alteram ciclos biogeoquímicos e clima da Amazônia
Serviços ambientais em discussão
Cientistas se enfrentam sobre o clima
Histórico do estudo das plantas amazônicas no Brasil
A Química e as plantas da Amazônia
Glaucius Oliva fala de abordagens integradas
Amazônia: visões construídas pela mídia
Estereótipo sobre Amazônia no exterior atrapalha
Isaac Roitman diz que conhecimento científico é o capital mais importante do mundo
Divulgação científica: uma roda movida por várias mãos
Brasil ganhará agência de notícias em C&T para impulsionar jornalismo científico

62ª Reunião Anual da SBPC – Natal, RN, 2010

62a Reunião Anual da SBPC

Veja as matérias relativas à participação de membros da ABC no encontro realizado em Natal, no Rio Grande do Norte. Pela primeira vez, a ABC participou da ExpoT&C, a mostra de ciência, tecnologia e inovação, com um estande informativo.

Abertura da 62ª Reunião Anual da SBPC em Natal
Avaliação da 4ª CNCTI na SBPC
De Kirimurê à Baía de Todos os Santos
Aziz AbSaber sugere código da biodiversidade no lugar do florestal
Processo de internacionalização da ciência brasileira precisa ser acelerado

ABC e SBPC: de olho nas políticas públicas de CTI&E

Veja os principais temas sobre os quais a ABC e a SBPC estabeleceram parcerias durante o ano de 2010.

O Código Flerestal e a Floresta
Relatório Técnico “O Código Florestal e a Ciência: Contribuições para o Diálogo”
Carta da SBPC e ABC sobre as mudanças no Código Florestal
SBPC e ABC: sobre mudanças no Código Florestal
ABC e SBPC manifestam preocupação com mudanças propostas ao Código Florestal

Educação
Carta compromisso pela Educação

Para os Presidenciáveis
SBPC e ABC entregam propostas para CT&I ao candidato José Serra
Marina Silva também recebe carta da ABC e SBPC
ABC e SBPC entregam a Dilma carta com propostas para CT&I

63ª Reunião Anual da SBPC – Goiânia, GO, 2011

63a Reunião Anual da SBPC

Saiba como foi a participação da ABC e dos seus membros no encontro realizado em Goiânia, Goiás, onde a Academia participou da ExpoT&C com um estande interativo.

Especial: ABC na SBPC 1
Especial: ABC na SBPC 2

ABC e SBPC: de olho nas políticas públicas de CTI&E

Veja os temas que uniram as duas maiores representantes da comunidade científica brasileira em 2011 e suas ações.

Código Florestal
SBPC e ABC divulgam novo estudo sobre o Código Florestal
SBPC e ABC respondem às críticas atribuídas ao deputado Aldo Rebelo
Comunicado da SBPC e ABC sobre a decisão da Câmara dos Deputados em relação ao Código Florestal
Lançamento de avaliação científica sobre o Código Florestal
Grupo de Trabalho da ABC e SBPC sobre o Código Florestal conclui trabalho

Educação
ABC e SBPC assinam moção contra PLS 518 que transfere para o MCTI competências do MEC
SBPC e ABC mobilizam parlamentares para incluir educação e C,T&I no bolo do pré-sal
ABC e SBPC lutam por um milhão de assinaturas
Novos signatários para o Manifesto sobre o Decreto Legislativo 800/2003

Organizações Sociais
ABC e SBPC em defesa das Organizações Sociais

64ª Reunião Anual da SBPC – São Luis, MA, 2012

64a Reunião Anual da SBPC

Saiba mais sobre a participação da ABC no maior encontro científico da América Latina, que em 2012 aconteceu em São Luís, no Maranhão.

Abertura da 64ª Reunião Anual da SBPC
Ciência Sem Fronteiras: conquistas obtidas e ajustes necessários
Apesar dos cortes, grandes planos
Especial: ABC na SBPC

ABC e SBPC: de olho nas políticas públicas de CTI&E

Em 2012, as duas instituições estiveram juntas na defesa da ciência, tecnologia, inovação e educação em diversas frentes.

Código Florestal
SBPC e ABC divulgam carta sobre o Código Florestal
SBPC e ABC se pronunciam sobre o Código Florestal

CT&I no Centro de Políticas Controversas
Ato público em defesa de recursos dos royalties do petróleo para Educação e C,T&I
Membros do CCT apoiam manifesto da ABC e SBPC contra corte no orçamento do MCTI
ABC e SBPC contra os cortes do MCTI e do FNDCT

Educação
Senadora atende pleito da SBPC e ABC e adia votação do PL sobre revalidação de diplomas estrangeiros
Manifesto ABC / SBPC sobre o PL 4368, que redefine a carreira docente nas Universidades Federais
Manifestação conjunta da ABC e SBPC contra o PL 180/2008, sobre adoção de quotas para ingresso em universidades públicas

Pesquisas Clínicas com Seres Humanos
Comunidade científica envia carta ao ministro da Saúde

65ª Reunião Anual da SBPC – Recife, PE, 2013

65a Reunião Anual da SBPC

Em 2013, o encontro aconteceu em Recife (PE) e teve como tema “Ciência para o novo Brasil”. Veja as matérias publicadas nas Notícias da ABC.

Ciência para o novo Brasil
Sessão discute preparativos para o Fórum Mundial de Ciência
Inpa coordenará sessão paralela sobre a Amazônia durante WSF
Presidente de Honra da SBPC recebe título de Honoris Causa da UFPE
Vencedor do Prêmio José Reis fala sobre divulgação científica no Brasil
“O cientista não tem a formação necessária para fazer divulgação científica”
Pesquisa de qualidade, não de quantidade
Céu ainda nublado para a energia solar
Impactos das hidrelétricas são discutidos na SBPC
Mais competitividade para a ciência e indústrias brasileiras
Mais divulgação
Inovação em fármacos exige multidisciplinaridade, diz Acadêmico
Bolsistas do Ciência sem Fronteiras contam suas experiências
Brasil terá navio para pesquisa de ponta na área de hidroceanografia

ABC e SBPC: de olho nas políticas públicas de CTI&E

Em 2013, a parceria já tradicional se tornou ainda mais forte, com a manifestação das duas instituições sobre temas de grande relevância.

Código Florestal
ABC e SBPC defendem vetos da Presidente Dilma Rousseff no Código Florestal

Experimentação com Animais
ABC e SBPC se manifestam contra a invasão do Instituto Royal

Educação
Cientistas se articulam contra o PL 4699/2012
ABC e SBPC contestam reportagem da Folha sobre programa CsF
Carta da ABC e SBPC ao COB repercute na mídia
SBPC e ABC se manifestam em carta encaminhada ao COB

Políticas de CTI&E
Acadêmica participa de discussão sobre o Código Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação
SBPC e ABC enviam carta a parlamentares defendendo maior parcela dos royalties do pré-sal para educação, ciência e tecnologia

66ª Reunião Anual da SBPC, Rio Branco, AC, 2014

66a Reunião Anual da SBPC

Em 2014, o encontro aconteceu em Rio Branco (AC) e teve como tema “Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras”. Veja as matérias publicadas na edição especial do boletim Notícias da ABC sobre o evento, que aconteceu pela primeira vez no Acre.

ESPECIAL: ABC NA SBPC 2014

ABC e SBPC: de olho nas políticas públicas de CTI&E

Em 2014, as duas instituições se manifestaram sobre alguns temas de grande relevância. Confira, abaixo, as notícias:

ABC e SBPC enviam carta ao governador do DF em prol da Embrapa Cerrados
ABC e SBPC enviam carta pedindo audiência pública
SBPC e ABC se manifestam contra projeto que proíbe órgãos públicos de comprar publicações estrangeiras

teste