A Academia Brasileira de Ciências (ABC) está promovendo campanha intitulada “Vacina é Ciência”, para esclarecer o público sobre o valor que a imunização tem para a saúde pública e como ela tem sido desenvolvida com base em princípios científicos.

A ideia é combater as notícias falsas sobre vacinas, que adicionada à baixa incidência das doenças – graças às vacinas, é claro – tem reduzido drásticamente a vacinação das crianças.

Saiba mais pela voz de especialistas

Jorge Elias Kalil Filho é professor titular de imunologia clínica e alergia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração e ex diretor do Instituto Butantan. Graduou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), obteve o mestrado em imunogenética e imunopatologia e o doutorado em biologia humana, ambos pela Universidade de Paris VII.

Vacina é Ciência

#VacinaÉCiência | "Vacinar é o ato médico perfeito, porque ele evita a doença" diz Jorge Kalil, membro da Academia Brasileira de Ciências e Professor Titular da Faculdade de Medicina da USP – Universidade de São Paulo.O novo projeto da ABC, Vacina é Ciência, quer conscientizar a população sobre a importância dessa prática, que beneficia não só o indivíduo, mas toda a sociedade. Acesse a página do programa: www.abc.org.br/vacinaeciencia#ABCiencias #CiênciaGeraDesenvolvimento #TodosPelaCiência ┉┉┉┉┉┉┉┉┉WWW.ABC.ORG.BR• Facebook: www.facebook.com/abciencias• Twitter: www.twitter.com/abciencias• Instagram: www.instagram.com/abciencias/• Canal da ABC: www.youtube.com/academiabrasciencias• Anais da Academia: www.facebook.com/aabcjournal

Publicado por Academia Brasileira de Ciências em Quarta-feira, 15 de agosto de 2018


Luisa Lina Villa
é diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo.
Graduada em ciências biológicas pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e doutorada em Ciências (Bioquímica e Biologia Molecular) pelo Instituto de Química da USP. Desenvolveu pesquisas no Imperial Cancer Research Fund, em Londres; no National Cancer Institute do NIH, EUA; e na Universidade Nacional de Cingapura.

Luisa Lina Villa – Vacina é Ciência

#VacinaÉCiência | "Ao se vacinar, vacinar os seus próximos e a família, toda a comunidade pode se beneficiar" diz Luisa Lina Villa, membro da Academia Brasileira de Ciências e Professora Livre Docência da Faculdade de Medicina da USP – Universidade de São Paulo .O projeto Vacina é Ciência, quer conscientizar a população sobre a importância dessa prática, que beneficia não só o indivíduo, mas toda a sociedade. Acesse a página do programa: www.abc.org.br/vacinaeciencia#ABCiencias #CiênciaGeraDesenvolvimento #TodosPelaCiência ┉┉┉┉┉┉┉┉┉WWW.ABC.ORG.BR• Facebook: www.facebook.com/abciencias• Twitter: www.twitter.com/abciencias• Instagram: www.instagram.com/abciencias/• Canal da ABC: www.youtube.com/academiabrasciencias• Anais da Academia: www.facebook.com/aabcjournal

Publicado por Academia Brasileira de Ciências em Quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Breve histórico da vacina

A vacina foi descoberta em 1789 pelo naturalista e médico britânico Edward Jenner, que clinicava em Berkeley. Ele observou que as vacas tinham as tetas feridas iguais às provocadas pela varíola no corpo de humanos. Os animais tinham uma versão mais leve da doença, a varíola bovina, ou bexiga vacum.

Em 1796, resolveu pôr à prova a sabedoria popular que dizia que quem lidava com gado não contraía varíola. Ao observar que as mulheres responsáveis pela ordenha quando expostas ao vírus bovino tinham uma versão mais suave da doença, ele então conduziu sua primeira experiência com James Phipps, um menino de oito anos. Usando pus das bolhas das mãos de Sarah Nelmes, uma leiteira que adquiriu a varíola bovina através do contato com gado, Jenner inoculou o menino, que teve um pouco de febre e algumas lesões, mas não desenvolveu a infecção da varíola completa, tendo uma recuperação rápida.

A partir daí, Jenner pegou o líquido da ferida de outro paciente com varíola e novamente expôs o garoto ao material. Semanas depois, James Phipps não desenvolveu varíola. Estava descoberta assim a propriedade de imunização.

Saiba mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Jenner

 

A vacinação no Brasil

Em 1897, o médico Oswaldo Gonçalves Cruz viajou para Paris, onde permaneceu por dois anos estudando microbiologia, soroterapia e imunologia, no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia. De volta ao Brasil, o jovem médico e cientista passou a conduzir a Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP) em 1902, onde teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. Com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença, conseguiu reduzir significativamente a incidência de peste bubônica.

Ao combater a febre amarela, na mesma época, ele enfrentou grandes dificuldades. Acreditava que o transmissor da febre amarela era um mosquito, enquanto a crença da época era de que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular.

Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. Houve uma rebelião popular que durou uma semana, mas foi derrotada pelo Governo. A obrigatoriedade da vacina foi suspensa, mas mesmo assim, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro em 1907. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a própria população procurou os postos de vacinação.

A luta contra as doenças ganhou reconhecimento internacional em 1907, quando Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro.

Saiba mais no portal da Fiocruz.

 

(Fontes: Wikipedia e Fiocruz)