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3ª Edição do Prêmio Carolina Bori para Mulheres Cientistas está com inscrições abertas

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), cujo novo vice-presidente é o Acadêmico Paulo Artaxo, abriu hoje (1 de setembro) as indicações para a 3ª edição do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher. A premiação busca homenagear mulheres cientistas de instituições nacionais que tenham notórias contribuições para o avanço da ciência brasileira. Serão três vencedoras, de cada uma das grandes áreas do conhecimento: Humanidades; Biológicas e Saúde; e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra.

O Prêmio Carolina Bori carrega o nome da primeira mulher presidente da SBPC e visa prestigiar todas as mulheres que foram protagonistas na história da Sociedade e da ciência nacional. A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 11 de fevereiro, Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela Unesco. A princípio o evento será virtual, porém se as condições de segurança sanitária forem reestabelecidas, ocorrerá no Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antonia da USP, em São Paulo.

As indicações podem ser feitas através das Sociedades Científicas Afiliadas à SBPC até o dia 31 de outubro. As submissões devem conter (I) uma pequena biografia da candidata (até 500 caracteres, com espaços), (II) currículo Lattes atualizado e (III) carta de recomendação justificando a indicação (até 2000 caracteres, com espaços), a serem enviadas para o e-mail premiocarolinabori@sbpcnet.org.br.

As vencedoras serão anunciadas no dia 20 de janeiro.

Confira o edital da premiação.

Encontro Espaço para Mulheres está com inscrições abertas

 

 

Nos dias 21 e 22 de outubro ocorrerá presencialmente o “Encontro Espaço para Mulheres: Iniciativas, desafios e oportunidades para as mulheres no espaço” em Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU). O evento é uma iniciativa das Nações Unidas, Brasil e EAU e estava programado para ocorrer em 2020, tendo sido adiado por conta da pandemia. 

O encontro visa discutir como as pesquisas espaciais podem alcançar as mulheres e garantir que elas possuam um papel ativo e igualitário em suas diversas áreas. As participantes terão a oportunidade de acompanhar aulas, apresentações, discussões e fortalecer redes de contato internacionais. As atividades tem como objetivo promover a participação feminina na ciência, de acordo com o que propões os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs, da sigla em inglês) 4 e 5, respectivamente, Igualdade de Gênero e Educação de Qualidade.  

O Brasil é representado no evento pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Agência Espacial Brasileira (AEB) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

As inscrições estão abertas até 31 de agosto, e podem ser feitas por aqui. 

Saiba mais sobre a iniciativa Espaço para Mulheres das Nações Unidas. 

Últimos dias de inscrições do programa Para Mulheres na Ciência 2021

Atenção, mulheres cientistas! As inscrições do programa Para Mulheres na Ciência 2021 estão abertas até o dia 10 de junho.

O programa, desenvolvido pela L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências, tem o objetivo de favorecer o equilíbrio de gênero, incentivando a entrada de jovens mulheres no universo científico. A premiação contemplará 7 pesquisadoras com incentivos de 50 mil reais cada para suas pesquisas.

Nessa 16ª edição, as entidades reforçam o compromisso de promover a inclusão de mulheres na ciência e, principalmente, de mães cientistas. Para isso, ajustamos o nosso regulamento e ampliamos o prazo de conclusão de doutorado para as pesquisadoras com filhos.

Para conferir o regulamento e realizar a inscrição, clique aqui.

Se inscreva, compartilhe com a sua rede de contatos e venha com a gente para tornar o ambiente científico cada vez mais inclusivo. Afinal, o mundo precisa de ciência. E a ciência precisa de mulheres!

‘Curiosidade é a chave para ciência’, diz cientista que ganhou Nobel por pesquisa com alzheimer

Leia a entrevista de Ana Botallo com a nobelista May-Britt Moser, palestrante do evento ABC-Fundação Nobel em 8 de abril, para a Folha de S. Paulo,  publicada no dia do evento:

Quando iniciou sua trajetória acadêmica, há 31 anos, a norueguesa May-Britt Moser não pensava em responder por que os portadores de mal de Alzheimer perdem o senso de direção. Seu interesse era desvendar os processos básicos do cérebro de roedores, estudá-los e entender sua biologia fundamental.

Quando, em 2005, ela e o então marido Edvard Moser descobriram um tipo de célula cerebral —as chamadas células de grade— que funcionam como uma espécie de GPS cerebral, guardando pontos como em um mapa, sua pesquisa atraiu atenção mundial.

“Nós começamos a entender esses mecanismos e compreender o que acontece se essas células morrem e como isso traz consequências ao estudo de doenças neurológicas”, disse Moser em entrevista à Folha.

pesquisa rendeu ao ex-casal o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2014, compartilhado também com um pesquisador norte-americano que descobriu a localização no hipocampo desse sistema.

Para ela, a ciência básica é fundamental, sem a qual não existiria a ciência aplicada. Talvez a maior descoberta em 2020 da ciência tenham sido as vacinas contra Covid-19 de mRNA (tecnologias usadas por Pfizer e Moderna), fruto de mais de três décadas de estudo. “Isso é o importante de ciência básica, porque estamos hoje criando os fundamentos para a pesquisa aplicada de amanhã”, diz.

Moser é uma das convidadas do evento “O Valor da Ciência”, promovido pela Academia Brasileira de Ciências e pela Nobel Prize Outreach, em colaboração com o Instituto Serrapilheira, e tem a participação do também laureado com o Nobel de Física, Serge Haroche. A conversa com 40 universitários brasileiros selecionados de todas as regiões do país ocorrerá nesta quinta (8), às 10h, e pode ser acompanhada pelo canal do Nobel Prize no YouTube.

Sua pesquisa nos últimos 20 anos se concentrou em entender conceitos de biologia nos animais, principalmente roedores, e não exatamente em buscar aplicações diretas da pesquisa, como o desenvolvimento de novas drogas para tratamento de doenças neurológicas. Sua descoberta, porém, é de extrema relevância para a medicina. Como a senhora vê o papel da ciência básica hoje?

Fico muito feliz de responder essa pergunta. É evidente que a ciência básica é muito importante porque sem ela não há nada para traduzir ou aplicar. Na minha pesquisa, eu tive a sorte de estudar células do cérebro de roedores e descobrir questões de relevância para nós, mas a minha pergunta inicial era entender como funcionam os cérebros de ratos, tão rudimentares em comparação aos nossos, mas em outros aspectos, como o de locomoção espacial, muito superiores aos dos humanos.

Começamos a entender esses mecanismos e a compreender o que ocorre quando essas células são danificadas, pois um desdobramento da nossa pesquisa foi descobrir que as células de grade são as primeiras a morrer com o mal de Alzheimer. É claro que houve muito questionamento no início, uma vez que recebíamos financiamento para estudar cérebros de rato e algumas pessoas perguntavam quando iriam aparecer os benefícios para humanos. Hoje está clara a relevância, mas não sabíamos nada disso há 30 anos.

(…)

Como os mais jovens podem se sentir estimulados pela ciência básica?
Eu acredito que, assim como eu era curiosa, eles devem ser também. Todas as crianças são curiosas por natureza, mas às vezes essa curiosidade é combatida por algum adulto sem paciência para as perguntas. Se as pessoas esperam que as crianças sigam um caminho ou façam escolhas pré-determinadas em vez de se deixar levar por essa curiosidade, elas não serão estimuladas.

(…)

A pandemia da Covid-19 escancarou a importância da ciência, principalmente para as políticas de saúde pública. Com isso, acredita que a ciência terá mais atenção global?

Eu espero, e eu rezo, e imploro todos os dias para que sim. Mas não sabemos. Hoje estamos em casa e em alguns países houve uma melhora nas condições climáticas. Mas essas ações são como pêndulos, elas vão e voltam. Nós devemos pressionar e fazer demandas, de apoio à ciência, de apoio às causas ambientais, a tudo aquilo que é importante para o futuro, e para nós mesmos.

(…)

Vêm crescendo também os movimentos negacionistas da ciência, inclusive em posições de líderes de nações. O que acha dessa aparente contradição? Onde os comunicadores da ciência e a comunidade científica como um todo estão errando?
Eu não acho que devemos receber a culpa. Acho que todos os dias o processo de comunicação da ciência e o processo científico são feitos de maneira séria e não devemos desistir. Devemos resistir e pensar que há pessoas ruins, políticos ruins, mas há também aqueles que fazem o certo.

Uma das principais críticas de cientistas contra a divulgação de suas pesquisas é a simplificação excessiva de conceitos complexos, mas em uma sociedade tão heterogênea de educação de ciência, como é o caso do Brasil, às vezes é preciso adequar a linguagem para a base. Quais são as suas sugestões para melhorar a educação da ciência no ensino público?

Falando pela minha experiência, eu me interessava muito por excursões, elas são muito versáteis. As crianças fazem muitas perguntas malucas, e as respostas podem ser estimulantes. Nem sempre a escola com a melhor educação em ciência é aquela que tem como pagar por uma espaçonave, mas aquela com os alunos e professores mais curiosos. Quem sabe daqui a alguns anos o Brasil possa ter seu primeiro prêmio Nobel.

(…)

Raio-X
May-Britt Moser, 58, nasceu em Fosnavag, Noruega. Em 1990 graduou-se em psicologia pela Universidade de Oslo e, em 1995, obteve o título de doutorado em Neurofisiologia na mesma instituição. É atualmente professora titular de neurociência na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.

Leia a entrevista na íntegra na Folha Online.

Saiba como foi o Webinário “Genética, Vacina e COVID-19”

Ocorreu ontem, 09/03, o 32º Webinário da ABC, “Genética, Vacina e COVID-19”. Em comemoração ao Dia da Mulher, a Academia Brasileira de Ciências convidou grandes mulheres cientistas para fomentar o debate, sendo elas: Mayana Zatz (USP, membro titular da ABC), Mara Hutz (UFRGS, membro titular da ABC), Selma Bezerra Jerônimo (UFRN) e Leda Castilho (UFRJ, ex membro afiliado da ABC). O debate foi mediado pela biomédica Helena Nader, vice-presidente da ABC .

Antes mesmo do início, o Webinário já dava indícios de que seria um sucesso: bateu recorde de inscrições com mais de 1.700 registros. Durante a transmissão ao vivo no YouTube, houve picos de 900 pessoas assistindo simultaneamente. Vale ressaltar que o evento completo está disponível em nosso canal. 

O evento começou com uma breve introdução do presidente da ABC Luiz Davidovich, que apresentou a temática do Webinário e divulgou as recentes ações da ABC para a Semana da Mulher, incluido o vídeo de Veridiana Vitória Rossetti no Ciência Gera Desenvolvimento. O presidente aproveitou a oportunidade para divulgar o próximo webinário, que ocorrerá no dia 23 de março e contará com a presença do vencedor do prêmio Nobel de economia James Heckman falando sobre educação infantil. 

 

Duas pessoas vivem juntas, mas só uma tem COVID-19. Como isso é possível? A ciência quer entender!

A professora do Instituto de Biociências da USP Mayana Zatz apresentou sua palestra “Diferentes abordagens utilizadas para investigar quanto o genoma de pessoas infectadas pelo SARS-Cov-2 influencia a enorme variabilidade clínica da COVID-19”. 

Zatz mencionou dois estudos de caso que mais lhe chamaram a atenção: a análise de dois extremos, idosos resistentes e jovens letais; e os casais discordantes, ou seja, casais que vivem na mesma casa, estão expostos ao mesmo vírus, e apenas um se contaminou. A pesquisa busca descobrir qual o mecanismo imunológico que confere “proteção” e qual a frequência de pessoas assintomáticas e resistentes na população. No momento, os pesquisadores do projeto estão analisando os genomas coletados, porém, já é possível afirmar que 65% dos assintomáticos são mulheres. 

A pesquisadora adaptou um projeto antigo de pesquisa, sobre quais genomas tornavam possível uma pessoa viver mais de 100 anos, para a realidade da COVID-19: será que esse mesmo material genético pode conferir algum tipo de imunidade a nonagenários e centenários? A pesquisadora vem trabalhando com material genético de 13 centenários. Ela também destacou que visitou uma casa de repouso com 16 idosos assintomáticos com PGR positivo. 

Uma das dúvidas recorrentes no chat era sobre a possibilidade de o tipo sanguíneo A ser mais suscetível a  doença do que o grupo sanguíneo O. Zatz mostrou seus recentes estudos sobre o tema, que apresenta resultados inconclusivos. 

Entre os próximos objetivos da pesquisa, Zatz destacou que pretende investigar se pessoas soronegativas e assintomáticas desenvolvem anticorpos – porém, para isso, é preciso que o paciente esteja vacinado. 

Povos indígenas estão mais vulneráveis?

Mara Hutz, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Genética (SBG), tem como enfoque de pesquisa a suscetibilidade genética de distúrbios neuropsiquiátricos e doenças infecciosas em populações altamente miscigenadas. Foi sob esse ponto de vista sobre a pandemia de COVID-19 que ela fez sua apresentação, “Imunogenética e suscetibilidade ao Sars-Cov-2 em populações nativas sul-americanas”.

A pesquisadora iniciou sua apresentação se aprofundando sobre o tema da imunogenética de ameríndios, mencionando a distância genética entre esses povos, povos asiáticos e europeus, além da investigação dos genes. 

Como resultado de sua pesquisa, Hutz aponta que os indígenas nativos americanos são particularmente suscetíveis a contaminação e devastação pela COVID-19 devido às suas características imunológicas e vulnerabilidades epidemiológicas. Apesar de a modificação da exposição ambiental ser importante para melhoria da saúde dos povos indígenas, as diferenças genéticas também devem ser levadas em consideração, pois há a necessidade de um tratamento personalizado ao padrão imunológico observado nos indígenas.

Gripe espanhola x pandemia

Selma Bezerra Jerônimo iniciou sua apresentação “Pandemias em um mundo globalizado e de mídias sociais: o caso COVID” com uma breve comparação sobre a  gripe espanhola e a atual pandemia. A professora explicou detalhadamente a evolução da infecção por SARS-Cov-2, como a doença afeta o corpo em cada um de seus estágios e apontou a variação no número de casos nas principais cidades do Rio Grande do Norte, onde já há circulação das variantes P1 e P2.

Jerônimo traçou uma linha entre a associação de sintomas e o diagnóstico da doença. Ela afirma que um indivíduo que esteja com pelo menos um dos quatro principais sintomas – ou seja, tosse, dor de garganta, cefaleia e febre – tem 90% de probabilidade de estar infectado. 

Ela destacou os efeitos colaterais da pandemia, que incluem complicações cardiovasculares, neoplasias e doenças autoimunes.

Proteína S: de soro anti-COVID testado em equinos a remédio para humanos

A pesquisadora da UFRJ Leda Castilho apresentou seu projeto baseado na produção e nas aplicações da proteína spike de Sars-Cov-2, que atualmente está sendo produzida em escala piloto nos laboratórios da COPPE/UFRJ. 

Entre as aplicações da proteína S recombinante, Leda destaca as três principais: o teste sorológico S-UFRJ, os anticorpos de cavalos e a vacina candidata S-UFRJvac.

O teste sorológico S-UFRJ está em desenvolvimento e tem como objetivo aumentar a qualidade e a disponibilidade de kits de testagem no país, além de reduzir custos. O teste, também baseado na proteína S, está sendo desenvolvido em parceria com a FK Biotecnologia/Imunobiotech e tem como diferencial a dispensa do uso de sangue venoso. O teste possui sensibilidade maior que 90% já a partir de 10 dias após o início dos sintomas. 

 

Outro uso da proteína S recombinante é o soro anti-COVID feito com anticorpos de cavalos. Uma das mais citadas descobertas científicas para tratamento da COVID-19 nos últimos meses, o soro equino é feito da seguinte forma: os cavalos recebem seis doses de proteína S sob a pele e, com isso, começam a gerar anticorpos.  A resposta de neutralização do vírus é surpreendente: o número de anticorpos produzidos por equinos chega a ser até 150 vezes maior do que o produzido por humanos que contraíram a doença. O plasma coletado de apenas um desses animais é capaz de tratar centenas de pacientes.    

A terceiro principal aplicação da proteína é a Vacina S-UFRJvac está sendo idealizada junto com o INCA. A vacina também utiliza como base a proteína S recombinante e atua na formação de anticorpos estilo IgG. Os resultados obtidos com testes em camundongos são positivos, e destacam o potencial de neutralização do vírus. A vacina está caminhando para as fases de toxicologia antes de poder ser oficialmente apresentada à Anvisa. 

Há também o estudo do soro monoclonal humano recombinante anti Sars-Cov-2, um remédio biossimilar ao Actemra (Roche) para tratamento de artrite reumatoide. O remédio seria utilizado na fase inflamatória de casos graves de COVID.

As falas das palestrantes inspiraram o público, que enviou muitos elogios e perguntas. O webinário foi estendido por 30 minutos para que as pesquisadoras pudessem responder a mais dúvidas e interagir com os acompanhantes de todos os canais de transmissão (YouTube, Zoom e Facebook). As principais questões levantadas foram relativas aos cuidados éticos das pesquisas, o porquê de a maioria dos assintomáticos serem mulheres, o risco de disseminação das novas variantes da COVID. THouve, inclusive, interesse por parte de espectadores em participar dos estudos das pesquisadoras.

Este webinário foi planejado para exaltar as cientistas mulheres e ressaltar sua importância na pesquisa nacional. Atualmente, 18% dos membros da Academia Brasileira de Ciências são mulheres – é um número ainda pequeno, mas o dobro do que era 10 anos atrás. A ABC espera que o evento tenha inspirado universitárias e jovens pesquisadoras que desejem seguir na carreira científica. A todas, os sinceros votos de jornada de igualdade, sucesso e representatividade! 

Perdeu? Que rever? Assista o webinário na íntegra aqui.

Podfiction “A Ciência Como Ela é – A Saga de Carlota” estreia em 8 de março

No dia 8 de março foi a estreia da podfiction “A Ciência como ela é – A Saga de Carlota”, uma iniciativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com apoio do Instituto Serrapilheira. Dentre as roteiristas está a diretora da ABC Márcia Barbosa. A partir do dia 8, os episódios serão liberados semanalmente nas principais plataformas de podcast. Dois teasers já estão disponíveis no Spotify, no Podcasts Google e no AnchorFM.

Acesse aqui o Episódio1: As Memórias.

A série conta em dez episódios a história de Carlota, mostrando os desafios das pequenas cientistas desde a infância. A trama mostra a trajetória da personagem e como ela lida com pautas como preconceito na academia, o assédio de professores e colegas e a diversidade racial. Sua saga representa a trajetória de muitas mulheres na ciência.

A Saga de Carlota teve origem em uma peça teatral, lançada originalmente em 2017. O projeto “A ciência como ela é” foi criada por Carolina Brito e Márcia Barbosa visando objetivo de discutir os dados sobre o tema “Mulheres na Ciência”, utilizando uma linguagem lúdica, capaz de permitir que o tema fosse discutido não apenas no ambiente acadêmico, mas também em bares e ambientes descontraídos. A peça foi apresentada em diversos eventos, tanto no Brasil quanto em congressos científicos internacionais e foi gravada em estúdio. Há uma versão em inglês gravada em um congresso de física e outra em libras com legenda.

Assista o lançamento no site oficial de “A Saga de Carlota” e siga o projeto nas redes sociais: @asagadecarlota.

Amal Amin: “The challenges for women in science are very high”

Amal Amin

According to a Unesco global report, less than 30% of the total population inside scientific communities are women. Also, there is less females as awardees for prestigeous prizes as the Nobel Prize and others. Regarding to publication, about more than 60% of the work are signed by men. The situation is the same in case of patents and other achievements.

According to Egyptian chemist Amal Amin, founder of the Women in Science Without Borders (WISWB) movement, this inequality can be attributed to different and varied reasons depending on the country, including: family and societal commitments and culture; absence of successful networking which may help the participation and integration for women in science, especially during early career, when she needs more help and support; sometimes, the problems may refer to absence of effective cooperation between men and women in scientific communities which may help in further integration of women; absence of highlighting and amplification of success stories and role models which may help in sharing experiences to encourage young and mid career scientists or even students to complete their path way and scientific career; the education system and the common thought that women do not suit hard actions or fields whether in study or work; women might feel that they don’t need to chase their dreams; the expectation that they should form family and have children which are supposed to be their big priority and main target; sometimes women do not ask for their rights or the leadership positions and so on.

“The challenges are very high. Women in science should manage to cope with the difficulties inside the scientific communities which range between fighting for equal opportunities, funds and positions. Sometimes this is very hard to be achieved, and they have to keep struggling for better conditions and to be equal or even comparable to their males peers”, she said in an interview with ABC.

Amal Amin has extensive involvement with scientific research and seeks to do it globally, creating networks and partnerships. She highlighted the principles of the Women in Science Without Borders movement and spoke about the World Forum for Women in Science, first held in 2017 in Egypt, then in 2018 in South Africa, in Egypt again in 2019, and now in Brazil, in Rio de Janeiro, from 10 to 14 February.

She said that the situation in Egypt is much better than in other areas: the percentage of women in science reaches 46%, although this is related to the economic situation in which a large number of men prefer to work in the industry, because of the high wages.

The researcher explained the World Forum for Women in Science was originally founded to facilitate interaction between females and males (young and seniors) together with policy makers, NGOs, industry, all together to share in development of society and the globe with science for the sake of susainable development and its goals (SDGS), specifically SDG5 for gender equality.

“Our event is not just a conference but it is a science based-building community initiative to integrate science into society more effectively”, she said. The forum usually includes sustainable goals related fields, as water-food-energy-health-environment, and cutting edge researches are usually discussed at preconference workshops on training females on science communication and leadership skills.

According to Amal Amin, Brazil event was very precious for the development of the initiative, since for the first time it happened outside Africa.

“We need to expand women’s leadership in science. Sometimes, women scientists load are very high, as they are mothers and scientists, and you have to raise children in the right proper way and any defect may be referred to her busy schedule. However, now we have cooperation between spouses (wives and husbands) and good laws for maternity leaves and other matters. So we have to increase overall cooperation between males and females scientists and encourage mutual cooperation and joint projects to integrate both sides in scientific collaborations, shared projects for the sake of sustainable development and for sake of society ”, she said.

Read the text in portuguese:

Amal Amin: “Os desafios para a igualdade de gênero são enormes”

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