O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) se uniu A Academia Brasileira de Ciências (ABC), no projeto “Ciência gera Desenvolvimento”, que foi criado pela ABC em 2017, com foco na produção de vídeos curtos de animação. O tema é a vida e obra, em 2 minutos, de cientistas brasileiros que se dedicaram a pesquisas com forte impacto no desenvolvimento do país. “Nosso objetivo é colaborar para que toda a sociedade possa conhecer e reconhecer as contribuições da ciência para a soberania nacional, no passado e no presente”, afirma a diretora da ABC e idealizadora do projeto, Marcia Cristina Bernardes Barbosa.

 

Marcia Barbosa e Stevens Rehen falam sobre 3º vídeo do #CiênciaGeraDesenvolvimento

Você conhece o #CiênciaGeraDesenvolvimento? É um dos projetos de divulgação científica da ABC e consiste na criação e divulgação de vídeos curtos com exemplos reais de como a ciência pode ser traduzida em benefícios palpáveis para todo o país 👏Nós já publicamos 3 vídeos e a grande novidade é que amanhã, 03/12, divulgaremos mais um vídeo do projeto.O Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino é o nosso parceiro nesse lançamento e, por isso, convidamos o professor Stevens Rehen, diretor de comunicação da instituição, para falar um pouco sobre o projeto 🤩A diretora da ABC, Marcia Barbosa, também gravou uma mensagem com mais algumas informações sobre o protagonista da vez!Spoiler: para contribuir com as reflexões do dia da Consciência Negra (20/11), resolvemos homenagear um grande geógrafo negro, que fez a diferença na ciência brasileira! 🇧🇷👨🏿‍🏫🌎Para assistir ao vídeo novo, acompanhe nossas redes sociais e o site www.cienciageradesenvolvimento.com!

Publicado por Academia Brasileira de Ciências em Segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

 

A série já contava com três vídeos: um sobre a engenheira agrônoma Johanna Döbereiner, cujo trabalho sobre bactérias fixadoras de nitrogênio foi crucial para que o Brasil se tornasse o segundo maior produtor de soja do mundo. Outro, sobre o médico Marcos Luiz dos Mares Guia, que criou um método para produzir insulina humana e fez do Brasil o líder dessa produção: antes dele, a insulina usada no tratamento de diabetes era tirada de bois e porcos. E um terceiro vídeo mostra a contribuição do almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, primeiro presidente da ABC e do CNPq, que além de pesquisar na área nuclear foi uma referência na institucionalização da ciência brasileira.

O professor da UFRJ e diretor de comunicação do IDOR, Stevens Rehen, considerou a parceria no projeto imprescindível ao Instituto, que é comprometido com o avanço científico e a disseminação do saber. Além disso, o pesquisador acredita que há uma necessidade de estabelecer novos canais de comunicação com a sociedade, para dar mais visibilidade à ciência nacional. “O ‘Ciência Gera Desenvolvimento’ é fascinante, uma maneira bastante criativa de contar a história da ciência brasileira”, comentou Stevens, que aposta na forma leve e lúdica das animações para atrair o interesse dos jovens. “A expectativa é que o público jovem descubra a importância do desenvolvimento científico nacional. Queremos informar e, também, inspirar crianças e adolescentes para que se interessem por assuntos das ciências, sejam exatas, biológicas, humanas ou translacionais”, afirma.

A proposta de abordar a história do geógrafo Milton Santos foi contribuição da equipe do IDOR, nesse primeiro vídeo em parceria, que agregou a perspectiva das ciências humanas e maior representatividade ao Ciência Gera Desenvolvimento. “O maior geógrafo nosso e da América Latina era negro, mas poucos sabem disso”, destaca Rehen. A pesquisa de Milton Santos uniu a geografia aos estudos de urbanização em países em desenvolvimento. Sua obra “O espaço dividido”, de 1979, é considerada um clássico mundial, apresentando sua teoria sobre os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos. Milton foi o único representante da América Latina a receber o prêmio Vaudrin Lud, considerado o Nobel da geografia.

Além da representatividade negra e latino-americana, o geógrafo também é importante personalidade científica no Nordeste e na Bahia, estado onde nasceu e estudou até a sua primeira graduação. “O geógrafo Milton Santos foi além do seu tempo e do ‘espaço’ na geografia: a sua obra representa novas dimensões do urbanismo. E sem perder a baianidade!”, informa Jailson Bittencourt de Andrade, principal apoiador do vídeo, que além de professor e pesquisador em química na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e vice-presidente Regional da ABC-NE & ES, compartilha a origem baiana com o geógrafo.

O lançamento do vídeo ocorreu na terça-feira do dia 3 de dezembro, ainda salientando o tema da Consciência Negra, que foi trazido fortemente no mês de novembro. O conteúdo é uma forma de destacar que, para além das questões culturais, a população negra também é marcante e ativa na constituição do patrimônio científico brasileiro.

Veja a nova animação sobre Milton Santos!

Ciência Gera Desenvolvimento 4 | Milton Santos

Está no ar o mais novo vídeo do projeto #CiênciaGeraDesenvolvimento! E o protagonista da vez é #MiltonSantos: um geógrafo, negro, de origem humilde, que é, até hoje, o único intelectual da América Latina a receber o Prêmio Vautrin Lud, conhecido como o Nobel da Geografia. 👏🏆Graças a ele, a #Geografia é utilizada como uma ferramenta para planejar não apenas cidades, mas políticas públicas para a redução das desigualdades. 🌎Ao conhecer a história dele, é possível confirmar a mensagem do projeto Ciência Gera Desenvolvimento: a ciência pode ser traduzida em benefícios palpáveis para todo um país. 🤩Compartilhe essa ideia!👉 http://www.cienciageradesenvolvimento.com.br 👈#ABCiências #TodosPelaCiência #CientistasBrasileiros #Ciência #Tecnologia #Inovação #Educação #Pesquisa

Publicado por Academia Brasileira de Ciências em Terça-feira, 3 de dezembro de 2019

 

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