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Simpósio Internacional sobre Zika

Entre 7 e 10 de novembro de 2016, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Academia Nacional de Medicina (ANM) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promoveram um simpósio internacional sobre Zika. O evento também teve a participação do IAP For Health (parceria internacional das academias de ciência para a saúde) e outras instituições.

O simpósio foi realizado na sede da ANM, no Rio de Janeiro, onde diversos especialistas brasileiros e estrangeiros se reuniram para discutir sobre o vírus que rapidamente se tornou uma epidemia em várias partes do mundo.

O encontro foi dividido em dois momentos. No primeiro, nos dias 7 e 8, foram abordados os desafios e perspectivas do vírus Zika para as Américas. No segundo, entre os dias 8 e 10, os debates foram em torno das lições, conquistas e obstáculos (científicos, econômicos, sociais ou políticos), mas também dos desafios a serem superados no Brasil e no mundo. As apresentações foram realizadas em inglês com disponibilização de equipamento para tradução simultânea.

Um ano depois
O encontro aconteceu um ano após o Ministério da Saúde declarar situação de emergência em saúde pública de importância nacional devido ao aumento dos casos de microcefalia, que assolavam principalmente os estados da Região Nordeste. As causas da malformação congênita eram ainda desconhecidas. A principal suspeita recaiu sobre o Zika, um vírus que emergia em território nacional.

Simultaneamente, complicações neurológicas em adultos começavam a ser diagnosticadas em elevados índices, incluindo a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença de natureza autoimune que ataca os nervos e músculos. Pouco tempo depois, em 1º de fevereiro de 2016, foi a vez da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a microcefalia associada ao Zika uma emergência de saúde pública de importância internacional.

"Estamos diante de um vírus com características peculiares, de grande relevância para a região dos trópicos, incluindo o Brasil. Além de ter sido relacionado a diferentes alterações neurológicas em crianças e adultos, o Zika pode ser transmitido por mosquito e por via sexual. A realização do simpósio vai ao encontro dos esforços da comunidade científica brasileira e internacional em torno de um vírus que já alcançou um grande número de países", destacou Wilson Savino , diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e um dos organizadores do encontro.

Programação


(ABC/Fiocruz)


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