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POSSE 2009

Ministros e governador prestigiam a posse

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Publicado em 10/05/2009

A cerimônia de posse dos novos Acadêmicos da ABC ocorreu na noite de 5 de maio no Copacabana Palace, abrangendo a entrega do Prêmio Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia ao Acadêmico José Murilo de Carvalho  e dos títulos de Membro Institucional da Academia Brasileira de Ciências aos presidentes da Fapemig, Mario Neto, e da Faperj, Rui Marques. O governador Sérgio Cabral recebeu o título de Membro Benemérito da ABC.

A mesa de abertura foi composta pelo presidente da Anatel e ex-ministro de C&T, Ronaldo Sardenberg; o presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp; o presidente da Finep, Luis Fernandes; o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso; o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; o governador Sérgio Cabral; o presidente da ABC, Jacob Palis ; o ministro da Educação, Fernando Haddad; o presidente do CNPq, Marco Antônio Zago; o presidente da Fundação Conrado Wessel, Américo Fialdini; o presidente da Capes, Jorge Guimarães.


Ronaldo Sardenberg, Marco Antônio Raupp; Luis Fernandes; Alexandre Cardoso;
Sérgio Rezende; Sérgio Cabral; Jacob Palis; Fernando Haddad;
Marco Antônio Zago; Américo Fialdini; Jorge Guimarães

O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, destacou as mudanças que ampliaram o alcance e a abrangência da instituição, desde a sua posse em 2007. A reforma do Estatuto, que contou com o apoio maciço dos membros, promoveu a instalação de seis vice-presidências regionais nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. "Nós trabalhamos em sintonia, com harmonia e agilidade. É necessário saber ousar, com a consciência de que a ABC deve estar presente em todo o território nacional", acentuou. Outra inovação ressaltada foi a seleção regional de jovens membros afiliados, que, segundo Palis, estimula e dá visibilidade aos novos talentos da ciência no Brasil. Além das parcerias tradicionais, o presidente deu ênfase à extensão dos convênios com as fundações Conrado Wessel (FCW) e Getúlio Vargas (FGV). De acordo com ele, a FGV oferece apoio jurídico à Academia e irá estudar o funcionamento da ABC, com a proposta de aperfeiçoar a estrutura interna da instituição.

Na ocasião, Palis declarou que a Academia irá ganhar um novo espaço de trabalho, uma nova sede conquistada com o auxílio do governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, da Assembléia Legislativa, dos secretários de Ciência e Tecnologia (C&T), Alexandre Cardoso, e da Fazenda, Joaquim Levy. A aproximação deste último com a ABC foi promovida pelo Acadêmico Aloísio Pessoa de Araújo . O presidente da ABC afirmou que o ministro de C&T, Sérgio Rezende, foi o responsável por acompanhar de perto todo o processo. "O sonho de gerações de Acadêmicos se tornou realidade. Agora a ABC terá uma sede digna. Ainda não estamos de posse dela, mas posso assegurar a todos que foi amor à primeira vista", garante. Palis relatou que o governo do estado esteve atento à questão por mais de um ano e meio, com a preocupação de oferecer à instituição um espaço adequado. "Hoje, nós vamos partir para uma nova era. A Academia precisa ser fortalecida, contamos com a ajuda de todos vocês", finalizou.


Sérgio Rezende, Sérgio Cabral e Jacob Palis

Durante a cerimônia, foi assinado um protocolo de intenções entre o Estado do Rio de Janeiro e a Academia Brasileira de Ciências, através da Secretaria de Ciência e Tecnologia, para promover o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado do Rio de Janeiro. Assinaram esse convênio o governador Sergio Cabral, o secretário de Ciência e Tecnologia Alexandre Cardoso e o presidente da ABC, Jacob Palis.

Ao receber de Palis o título de Membro Benemérito da Academia Brasileira de Ciências, o governador declarou-se honrado. "Nós temos feito uma parceria muito grande com a ABC", disse Cabral, reafirmando a transferência da Academia Brasileira de Ciências para a nova sede, na Rua da Alfândega nº 42, onde hoje ainda está instalada a Secretaria de Fazenda, que deixará o prédio em novembro. Declarou-se orgulhoso em poder dizer que seu governo, finalmente, realiza o que está determinado na Constituição do Estado, que estabelece 2% da arrecadação das receitas do Estado para o apoio à pesquisa. "Isso significou uma mudança importante de recursos para a Faperj da ordem de mais de 100%. Em valores absolutos, passamos de R$ 89 milhões anuais em 2006 para algo em torno de R$ 250 milhões em 2008. Isso tem permitido o apoio a uma série de parceiros e pesquisadores nas diversas áreas, com um resultado extraordinário, que beneficia a população do Estado do Rio de Janeiro",

Sérgio Cabral elogiou o trabalho dos ministros Fernando Haddad e Sérgio Rezende. "Eles têm feito trabalhos extraordinários, desde o Ensino Fundamental até o Pós-Doutorado. É importante otimizar os recursos para avançar nessa área e é o que estão fazendo esses dois ministros, contando com a sensibilidade política do presidente Lula, que assumiu cerca de 100 escolas técnicas no Brasil e vai dobrar esse número, aumentando o número de universidades brasileiras, criando o programa ProUni, criando as Olimpíadas de Português e de Matemática", destacou o governador, que afirmou ser a participação da sociedade fundamental nesse processo.

O ministro Fernando Haddad iniciou seu discurso comemorando o fato de o Brasil, ter superado duas posições no ranking mundial de produção científica no ano de 2008, superando Holanda e Rússia e atingindo a 13ª colocação. Ele atribuiu este novo dado ao investimento que vem sendo feito no desenvolvimento humano, científico e tecnológico, que conta com o apoio da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), do CNPq, da Capes, da Finep, do Ministério da Ciência e da Tecnologia, do Ministério de Educação "e ao trabalho de todos os professores, pesquisadores das nossas universidades, institutos, enfim, todos que trabalham na produção de novos conhecimentos."

O Brasil aumentou em apenas um ano a sua produção de papers publicados nos registros internacionais indexados em mais ou menos 50%. "É evidente que isso não é mérito do Governo Federal ou dos governos estaduais", acentuou Haddad, enfatizando que esse resultado é fruto do esforço nacional em proveito da ciência, da expansão das universidades públicas e das bolsas de mestrado e doutorado por todo o país, da contratação de doutores, do compromisso dos jovens professores com o novo horizonte que se descortina para as universidades brasileiras, para os institutos de pesquisa e para os agentes de fomento.

O ministro acrescentou que hoje se torna possível conceber um momento, num futuro próximo, em que o Brasil esteja entre os dez maiores produtores de ciência no mundo. "Esse dado nos enche de esperança, sobretudo porque há ainda muitos outros desafios a enfrentar. Precisamos traduzir conhecimento em ciência aplicada e direcioná-lo em proveito da educação básica, esse talvez seja o maior desafio brasileiro."

Haddad destacou que uma das determinações do Ministério da Educação é investir na formação de recursos humanos de nível superior para todos os níveis de ensino, o que, evidentemente, inclui a educação básica. "Porque em termos de educação básica estamos muito mal posicionados no ranking mundial. A União assumiu uma responsabilidade com a formação de professores que não pode ser só dos governadores e prefeitos", observou o ministro, congratulando a todos os gestores e cientistas presentes pela nova posição brasileira.

O último a discursar no evento foi o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, que concordou com as afirmações de Palis sobre a atual sede da ABC. "É um espaço muito tímido para uma Academia de Ciências de um país influente como o Brasil, onde o setor se desenvolve e avança com rapidez. É uma enorme satisfação ver a instituição progredir junto com a ciência brasileira", entusiasmou-se. De acordo com ele, a conquista de um novo local é resultado de uma luta incansável, que começou há algum tempo, com o presidente anterior da Academia, Eduardo Krieger . Rezende conta que buscava uma sede para a instituição em Brasília, capital da República, quando Palis tomou posse e declarou que a instituição não sairia do estado do Rio de Janeiro. "Procuramos prédios federais, fizemos algumas tentativas, até que conseguimos com o governo do estado esse belo edifício histórico. Agora, vamos acelerar as obras para que possamos inaugurar a nova sede em 2010", promete.

Em complemento ao discurso do ministro da educação, Fernando Haddad, Rezende ressaltou o progresso da produção científica brasileira em revistas indexadas, que ultrapassou a Holanda e a Rússia - países com tradição na ciência e na tecnologia. "Essa vitória não seria possível sem os fundos setoriais, implementados na gestão do ministro anterior, Ronaldo Sardenberg. A sua incorporação ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnólogico possibilitou a criação das ações transversais, o que garantiu o estabelecimento de uma política de ciência e inovação bastante abrangente", explica. O lançamento do programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), no ano passado, foi outro assunto destacado. "Por conta das inovações dos INCTs, de grande articulação nacional, temos hoje o mecanismo de subvenção econômica para os estabelecimentos empresariais, com o objetivo de estimular o trabalho de pesquisa e de inovação", acentua Rezende.

Durante a cerimônia, o ministro apresentou um programa descentralizador, que incentivará empresas incubadoras de todo o território nacional a gerar novos produtos e processos. Segundo ele, até 2011, o projeto apoiará quatro mil novos empreendimentos do ramo da tecnologia que tenham menos de dois anos de criação. "Já recebemos mais de 3.500 propostas. Nós temos certeza que, nos próximos dez anos, teremos muitas empresas brasileiras competitivas, que irão contratar pesquisadores, mestres e doutores. Veremos a ciência resultar em riquezas que contribuirão para o progresso do país", comemora. Apesar de considerar consistente a política científica do Brasil, o ministro não esconde que o país ainda percorrerá um longo caminho. "A Academia Brasileira de Ciências é fundamental e continuará a ser muito importante para que possamos vencer os desafios que aparecerão pela frente", concluiu.




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