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José Moacyr Vianna Coutinho (COUTINHO, J. M. V.)

Ciências da Terra
Membro Titular
Ingresso em 26 de mar de 1974
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José Moacyr Vianna Coutinho  descende pelo lado paterno de família ilustre do Minho, norte de Portugal. Seu avô, Miguel, militar miguelista expatriado durante perseguições políticas do século XIX, fixou-se em Avaré como fazendeiro e político. Seu pai, Ulysses, ali também fez breve carreira como advogado criminalista e político, elegendo-se vereador e Vice-Prefeito. Sua mãe, Nancy, era filha de Cristiano Vianna, empresário paulista que adquiriu, na década de 30, a Fazenda Rodeio nas fraldas da Serra do Itapeti, Mogi das Cruzes.
Parte da infância e juventude do Prof. Coutinho e de seus nove irmãos transcorreu em fazendas, sítios e chácaras de seus pais e avós. Nestes locais, sua vocação naturalística foi despertada e alimentada por incessante curiosidade.
Sua passagem pelo Colégio São Luiz e cursos pré-universitários não foi brilhante. As médias obtidas em Física, Química e Matemática poderiam ser classificadas como medíocres. Esta inabilidade no trato das Ciências Exatas dificultou-lhe a passagem por vestibulares. Finalmente ingressou na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, onde cursou História Natural. Bacharel em 1945, o Prof. Rui Ribeiro Franco  convidou-o para ingressar na carreira universitária como Assistente no Departamento de Mineralogia e Petrologia da mesma Faculdade. Sob a orientação daquele mestre, o Prof. Coutinho adquiriu o "know-how" para a docência e pesquisa. Na Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA, cursou matérias de pós-graduação em 1952-1953 e, sob a orientação de seu amigo e grande petrólogo Francis J. Turner, especializou-se em pesquisas e técnicas petrográficas para exame de paragêneses minerais em rochas ígneas e metamórficas. Ainda nos Estados Unidos, o Prof. Coutinho pesquisou na Universidade da Georgia em Athens como "research associate" (1972-1973). No Gemological Institute of America, em Santa Mônica, permaneceu por seis meses a fim de tomar conhecimento de novas técnicas de exame de diamantes e pedras coradas e transferi-las para laboratório brasileiro.
Em sua carreira como cientista, o Prof. Coutinho demonstrou talento fora do comum na identificação de gemas, minerais e rochas através de técnicas laboratoriais em especial as microscópicas. Por outro lado, sua paixão pela natureza o atraía continuamente para o campo. Explicam-se desta maneira muitos trabalhos publicados, em que o estudo de minerais e rochas particulares era precedido de minucioso mapeamento ou levantamento das condições de ocorrência no campo. Assim nasceram suas teses de doutoramento ("Petrologia da região de São Roque", 1950), livre-docência ("O gnaisse alcalino da Serra do Matola", 1963) e de cátedra ("Petrologia do Pré-cambriano em São Paulo e Arredores", 1968).
Ao final dos anos 50, o Prof. Coutinho foi um dos responsáveis pela formação do curso de Geologia e, durante a reforma universitária do fim da década de 60, foi uma das lideranças do então instaurado Instituto de Geociências da USP.
O Prof. Coutinho tem mais de 120 trabalhos publicados em periódicos nacionais e estrangeiros, participou de mais de vinte reuniões, simpósios ou congressos internacionais e é membro titular da subcomissão de sistemática das rochas metamórficas da International Union of Geological Sciences (IUGS).
Aposentado na USP em 1978, foi por algum tempo Professor Visitante na UNICAMP e atualmente (1995) presta serviços ao IPT de São Paulo como pesquisador.
À época da redação desta biografia o Prof. Coutinho, com 71 anos, era casado com a bióloga Lila e o orgulhoso pai do empresário Mauro, do cartunista Laerte, da fotógrafa Helena e da socióloga Marília. É vaidoso avô de 10 netos e tornou-se, neste ano, o encantado bisavô de Diana.




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