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Ângelo Barbosa Monteiro Machado (MACHADO, A. B. M.)

Ciências Biológicas
Membro Titular
Ingresso em 27 de mar de 1973
Currículo
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Filho de Paulo Monteiro Machado e Laura Barbosa Machado, ANGELO BARBOSA MONTEIRO MACHADO nasceu em Belo Horizonte em 1934. Desde criança manifestou grande interesse pela História Natural. Ainda estudante (Colégio Loyola), conheceu o entomólogo Pe. Francisco Silvério Pereira, que o introduziu no estudo dos insetos e com quem participou de várias expedições à Amazônia. Em 1952, sob a orientação do Prof. Newton Dias dos Santos, do Museu Nacional, iniciou seus estudos sobre os insetos da ordem Odonata (libélulas), assunto sobre o qual publicou seu primeiro artigo científico, em 1953. Quando estudante de Medicina, na Universidade Federal de Minas Gerais, estagiou no laboratório do Dr, Wladimir Lobato Paraense , com quem aprendeu as técnicas básicas de pesquisa histológica. O convívio com Lobato Paraense e o ambiente de pesquisa de seu laboratório marcaram profundamente sua formação científica.
Formou-se em Medicina em 1958, mas nunca exerceu a profissão. Dedicou-se sempre ao ensino e à pesquisa, inicialmente no Departamento de Anatomia da Faculdade de Medicina da UFMG, onde, a convite do catedrático Prof. Liberato DiDio, assumiu a disciplina de Neuroanatomia. Como "hobby", entretanto, continuou suas pesquisas sobre libélulas. Em 1963, doutorou-se pela UFMG e, a seguir, fez pós-doutorado na Northwestern University em Chicago, dedicando-se ao estudo da Microscopia Eletrônica. De volta ao Brasil, foi responsável pela criação do Centro de Microscopia Eletrônica do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Juntamente com a Profª Conceição R. S. Machado, criou também o Laboratório de Neurobiologia do mesmo Instituto, onde trabalhou durante vários anos em problemas relativos à glândula pineal e ao sistema nervoso autônomo. Nessa área fez uma de suas descobertas mais relevantes: a formação das vesículas sinápticas de noradrenalina a partir do retículo endoplasmático liso, nos terminais axônicos. Segundo a idéia corrente na época, elas se formariam exclusivamente no pericário a partir do aparelho de Golgi.
Em 1987, aposentou-se como Professor Titular de Neuroanatomia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e submeteu-se a novo concurso, tornando-se Professor Adjunto de Entomologia no Departamento de Zoologia do mesmo Instituto. Assim, seu "hobby", o estudo dos insetos, tornou-se profissão, o que o levou a iniciar um novo "hobby": escrever livros e peças de teatro para crianças sobre temas de interesse na área de educação ambiental. Tem três peças de teatro encenadas, cinco livros infantis publicados e seis no prelo. Entre os livros publicados, destacam-se O velho da montanha: uma aventura amazônica (Prêmio Jabuti de 1993) e Chapeuzinho Vermelho e o Lobo-Guará (Prêmio Adolfo Aisen, da União Brasileira de Escritores, 1995).
Como ambientalista, tem participado dos principais movimentos para a conservação da natureza no Brasil, sendo fundador e atual Presidente da Fundação Biodiversitas. Estava na presidência da Comissão de Meio Ambiente da SBPC quando esta propôs vários itens ao capítulo de Meio Ambiente da Constituição Federal, alguns dos quais estão hoje nela incorporados. Seu interesse pela divulgação científica levou-o a participar, desde o início, dos conselhos editoriais das revistas Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças, sendo também Coordenador da Sucursal de Belo Horizonte dessas revistas. Exerceu vários cargos em sociedades científicas e agências de fomento, destacando-se os seguintes: Vice-Presidente da SBPC; membro dos Conselhos da FINEP, SBPC, Sociedade Internacional de Odonatologia e Sociedade Brasileira de Zoologia. Nesta última, coordenou o grupo de trabalho que elaborou a atual lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Foi ainda Consultor da CAPES e membro da Comissão de Sociedades Científicas. No CNPq, onde exerce funções no Comitê Assessor Especial (interdisciplinar), foi membro do Conselho Deliberativo, do Comitê Assessor de Biologia, Genética e Morfologia e do Comitê Editorial. É também membro do Conselho Técnico - Científico do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Tem 165 publicações científicas (85 trabalhos, a maioria em revistas internacionais e 80 resumos) e um livro didático (Neuroanatomia Funcional). Já orientou oito teses de mestrado e quatro de doutorado. De todos os alunos que orientou, a mais brilhante foi Conceição Ribeiro da Silva, hoje a acadêmica Professora Conceição Ribeiro da Silva Machado , sua colaboradora em vários projetos de pesquisa. Os resultados mais importantes dessa colaboração foram Lúcia, Flávia, Paulo Augusto e Eduardo.




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