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4ª edição do Prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas 2017

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Publicado em 3/10/2017

Já estão abertas as inscrições para a quarta edição do Prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas, uma iniciativa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) que pretende estimular o debate público sobre políticas e legislação relacionadas às drogas. Os interessados podem inscrever reportagens feitas exclusivamente para mídia impressa ou internet do Brasil através do site até o dia 05 de novembro. Serão aceitas reportagens publicadas entre 1º de novembro de 2016 e 5 de novembro de 2017.

Primeira premiação jornalística dedicada ao tema no Brasil, o Prêmio Gilberto Velho tem apoio da Open Society Foundations e parceria com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Coordenadora do projeto junto à jornalista Anabela Paiva, Julita Lemgruber acredita que a imprensa vem demonstrando interesse cada vez maior em aprofundar o debate sobre políticas e legislação sobre drogas e seu impacto social.

"Desde o lançamento do Prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas, em 2014, muita coisa mudou. Não na política de drogas do país, que continua na vanguarda do atraso, mas na cobertura da mídia sobre o tema. A percepção do quanto precisamos mudar e a crítica do que acontece no país passou a fazer parte das preocupações de jornalistas que se envolvem com o tema. E o Prêmio Gilberto Velho certamente contribuiu para isto, o que nos deixa absolutamente recompensados", diz Julita.

Os inscritos no Prêmio concorrerão a três prêmios pecuniários: o primeiro, de R$ 7 mil; o segundo, de R$ 3 mil; e o terceiro, de R$ 2 mil. Além disso, o júri também poderá conferir até duas menções honrosas, no valor de R$ 1 mil cada uma.

Na seleção dos premiados, o júri levará em conta o ineditismo das informações divulgadas; as abordagens que contribuam para desafiar ideias pré-concebidas em relação ao tema das drogas; a ênfase nos direitos humanos; a diversidade de fontes e ângulos; a qualidade do texto e sua capacidade de comunicar ao leitor reflexões críticas e visões inovadoras sobre as políticas públicas e legislação na área de drogas no Brasil.

Em 2016, a jornalista Débora Melo, da Carta Capital, ganhou o prêmio principal pelas três reportagens que inscreveu: “O Brasil entra no mapa da medicina psicodélica”; “Osmar Terra e o retrocesso na política de drogas” e “A cracolândia no centro da disputa política em São Paulo” (esta última em colaboração com o jornalista Tadeu Amaral). O segundo lugar foi destinado à jornalista Alessandra Mendes pela reportagem “100% irregulares: vistorias em 42 comunidades terapêuticas apontam violações de regras e direitos”, publicada pelo Jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte. Para o terceiro lugar, levando o prêmio no valor de R$ 2 mil, foi escolhida a jornalista Ana Luiza Voltolini Uwai, com a reportagem “Nosotras: Quem são as bolivianas presas em São Paulo”, publicada pela edição brasileira do periódico Le Monde Diplomatique.

Como ocorreu em 2015, o júri decidiu conceder duas menções honrosas, ambas no valor de R$ 1 mil. Os vencedores foram as reportagens “Maconha: não basta ser contra ou a favor, é preciso entendê-la”, de autoria da jornalista Fernanda Teixeira Ribeiro, publicada pela revista Mente e Cérebro; e “Drogas: Os caminhos das políticas públicas no Brasil”, assinada pelo jornalista Juliano Amengual Tatsch, e veiculada pelo Jornal do Comércio, de Porto Alegre.

Esse ano, os jurados responsáveis pela análise e avaliação das reportagens este ano são: Silvia Ramos, Coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) e doutora pela Fundação Oswaldo Cruz na área temática Violência e Saúde; Maurício Fiore, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap); Luciana Boiteux; doutora em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e professora adjunta de Direito Penal e Criminologia da UFRJ; Natalia Viana, diretora da Agência Pública, primeira agência de jornalismo investigativo do país; Cristiane Costa, professora e coordenadora do curso de Jornalismo da UFRJ; e Angelina Nunes, mestra em comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-RJ).

Criado em 2010, o CESeC se dedica à produção de análises e dados relacionados à criminalidade e segurança pública. O Centro desenvolve pesquisas aplicadas, consultorias, monitoramento de projetos de intervenção, fóruns, seminários, e atividades de ensino, capacitação e difusão de informações nas áreas de segurança, justiça, sistema penitenciário e prevenção da violência.

Mais informações em www.premiogilbertovelho.com.br




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