Reuniões

Simpósio Água e Saúde Humana

Atualmente, segundo a publicação Progress on Drinking Water and Sanitation (UNICEF/OMS-2012), 2 bilhões de pessoas não têm saneamento básico em suas moradias e 780 milhões permanecem sem acesso à água potável. Entre os Objetivos do Milênio, aquele que diz respeito ao aumento do acesso ao saneamento básico é um dos que estão mais distantes de serem atingidos, de acordo com A New Global Partnership: Eradicate Poverty and Transform Economies Through Sustainable Development (ONU-2013). Diante deste cenário, é amplamente reconhecido que doenças infecciosas e não infecciosas são grandes ameaças à saúde pública nas próximas décadas, e um exemplo disso é a estatística da OMS de que, todos os anos, 760.000 crianças menores de 5 anos morrem por causa de diarreia crônica.

Apesar do crescimento econômico dos últimos anos, a adoção de estratégias mais efetivas para proteger as populações do fardo de doenças de veiculação hídrica é um desafio decisivo que precisa ser enfrentado globalmente. Uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos pode garantir que tenhamos água suficiente para todas as demandas e uma distribuição mais eficiente entre indústria, energia, agricultura, cidades e famílias. Os desafios que esta crise apresenta precisam de ações científicas, tecnológicas e gerenciais para promover um melhor uso dos suprimentos existentes, para recuperar superfícies degradadas e reservas de água, e para garantir os recursos hídricos necessários para as próximas gerações.

Pensando nisso e buscando estimular o fortalecimento da gestão de águas e da ciência brasileira nesta questão, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) decidiu organizar, em parceria com a Universidade Feevale, nos dias 9, 10 e 11 de setembro de 2013, em Novo Hamburgo (RS), o Simpósio "Água e Saúde Humana". A reunião tratou de questões prioritárias no tema de água e saúde, incluindo: a importância de gastroenterites virais; o impacto das mudanças ambientais globais na transmissão de doenças de veiculação hídrica; poluentes orgânicos persistentes; monitoramento da qualidade microbiológica da água; e alternativas para gestão de recursos hídricos.




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