A Sessão Solene da Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências 2026, realizada na noite de 7 de maio na Escola Naval, reuniu a diplomação dos novos membros titulares e correspondentes da Academia com a entrega do Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia 2026 e homenagens do CNPq, com apoio da Fundação Conrado Wessel e da Marinha do Brasil.
Compuseram a mesa a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos; a presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Bonciani Nader; o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Arthur Bêttega Corrêa, representando o comandante da Marinha, almirante Marcos Ôlsen; o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), professor Olival Freire Jr.; o vice-presidente da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), Acadêmico Aldo Zarbin; a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Acadêmica Denise Carvalho, representando o ministro da Educação, Leonardo Barchini; o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos, Professor Luiz Antonio Elias; a diretora científica da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, Acadêmica Eliete Bouskela, representando a presidente Caroline Costa; da membra do Conselho Curador da FCW, professora Soraya Smaili, representando o presidente da Diretoria Executiva, professor Carlos Vogt.

Homenagem do CNPq: Menção Especial de Agradecimento
A Menção é concedida anualmente em reconhecimento à significativa contribuição de instituições e personalidades para o desenvolvimento, o aprimoramento e a divulgação do Conselho.
Foram homenageados na ocasião o professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Márcio de Araújo Pereira, ex-presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); a embaixadora Mitzi Gurgel Valente da Costa, diretora-geral do Instituto Rio Branco; e à Embaixada da França no Brasil, representada pelo cônsul-geral da França no Rio de Janeiro, Eric Tallon; e o Ministério das Mulheres, representado pela chefe de gabinete da ministra, Carolina Busch Pereira.
Homenagem do CNPq: Pesquisadores Eméritos
O título de pesquisador emérito do CNPq é um reconhecimento a cientistas brasileiros ou radicados no brasil há pelo menos 10 anos pelo conjunto de sua obra científico-tecnológica e seu renome junto à comunidade científica.
Dentre os titulados estavam o presidente da Embrapii, diretor da ABC e ex-reitor da UFSC, Alvaro Toubes Prata, nas ciências da engenharia, por seus estudos sobre transferência de calor e mecânica dos fluidos; e a Acadêmica Aldina Maria Prado Barral (UFBA/Fiocruz BA), na área de ciências da saúde, por suas pesquisas sobre parasitologia, com ênfase em estudos sobre a leishmaniose.

Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia 2026
O Prêmio Almirante Álvaro Alberto é a mais importante honraria em ciência e tecnologia do país. Criado em 1981, com o nome de Prêmio Nacional de Ciência e Tecnologia, foi rebatizado em 1986 e é entregue anualmente em reconhecimento a pesquisadores e pesquisadoras por sua relevante contribuição à ciência e à tecnologia brasileiras ao longo de toda a carreira.
O prêmio, oferecido em parceria pelo MCTI, CNPq e pela Marinha do Brasil, contempla a cada ano, alternadamente, uma das três grandes áreas: ciências humanas e sociais, letras e artes; ciências exatas, da terra e engenharias; e ciências da vida, selecionada para a edição deste ano. A premiação consiste em diploma e medalha; premiação em dinheiro, concedida pelo CNPq; visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, oferecida pela Marinha.
A premiada neste ano foi a Acadêmica Maria Teresa Piedade, pesquisadora titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Há quase 50 anos, ela se dedica a estudar a Amazônia, onde desenvolve pesquisas sobre ecossistemas de áreas alagáveis e espécies arbóreas e plantas aquáticas.
Ela é docente dos Programas de Pós-Graduação em Ecologia e Botânica do INPA e líder do grupo Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (MAUA), que deu origem ao programa ecológico de longa duração Peld Mauá, fonte inestimável de dados sobre a biodiversidade e os impactos das mudanças climáticas e da ação antrópica na Amazônia.
Ao longo de toda uma vida dedicada à principal floresta do planeta, ela implantou e coordenou projetos nacionais e internacionais e participou de ações de longa duração, especialmente as ligadas à cooperação Brasil–Alemanha, que coordenou ao longo de três décadas.

Muito emocionada, a premiada Maria Teresa Piedade agradeceu a escolha de meu nome para receber esta inesperada e enormemente elogiosa honraria. Destacou os impactos das mudanças climáticas nos ambientes em geral e nos amazônicos em particular, associadas a eventos antrópicos deletérios. “Incêndios, derrubada de florestas marginais, grandes empreendimentos e poluição, entre outros, colocam em risco esses ecossistemas vitais, e a água a eles associada, cuja escassez e até falência vem sendo motivo de grande preocupação nacional e mundial”, ressaltou. “Obviamente estamos em uma encruzilhada onde decisões críticas devem ser tomadas com brevidade e a ciência e educação são o caminho para orientá-las. Sem uma sociobioeconomia inclusiva e que comtemple todos os segmentos da sociedade não é possível vislumbrar um futuro otimista, especialmente para a Amazônia.”
Piedade agradeceu ao seu grupo de trabalho MAUÁ/CNPq, “sem o qual as árduas campanhas de campo seguidas de análises laboratoriais e outras, jamais seriam possíveis”, assim como as pessoas sem muita ou nenhuma visibilidade – ribeirinhos, auxiliares, mateiros –que, são, de fato, fundamentais para as descobertas científicas. Agradeceu ainda à família, incluindo seu pai científico, Professor Junk. “Eles são minha força. Obrigada por apoiarem e compreenderem minhas ausências em viagens, por vezes longas, para os vários rincões da Amazônia e outros locais, essa jornada que divido com muitos outros cientistas, especialmente mulheres. Ajudo a buscar e propor, em última instância, um desenvolvimento para a região que permita deixar para as próximas gerações um ambiente verdadeiramente habitável e digno.”
O almirante Bêttega destacou o quanto a Marinha se sente honrada por terem o almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva entre os precursores dessa construção da ciência nacional. “Sua visão estratégica e sua ação institucional traduzem o compromisso do Brasil com a ciência como instrumento de autonomia, desenvolvimento e afirmação soberana.” Em nome da Marinha do Brasil, parabenizou a Acadêmica Maria Tereza Fernandes Piedade. “Receba nossa admiração pela trajetória construída, pelo inestimável serviço prestado à ciência brasileira e pelo exemplo oferecido ao país.”
O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, contou que o prêmio mais importante da ciência brasileira ganhou o nome de Álvaro Alberto quando da instauração do regime democrático no país, em 1986. “Não surpreende, porque ele foi um destacado cientista, militar e homem de estado, fervoroso na defesa da soberania nacional, convicção reforçada pela experiência da 2ª Guerra, quando o Brasil amadureceu a ideia de que soberania e desenvolvimento requerem ciência e tecnologia”, ressaltou.
Não por acaso, de acordo com Olival, a maior obra do Almirante, a criação do CNPq, ocorreu em tempos de projetos de desenvolvimento nacional, na mesma época em que foram criados o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Petrobras e o então Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE).
“Sabemos bem que ciência requer liberdade e valorização, continuidade e financiamento público. Ciência mais diversa é ciência de melhor qualidade. A ciência brasileira deve ter compromisso com a integridade, inclusão e diversidade”, afirmou Olival. Ele citou o fortalecimento de iniciativas já existentes de sucesso, como o novo edital par aINCTs e a realização regular de editais universais, e as iniciativas recentes do Conselho, como o Programa Conhecimento Brasil, o PROFIX Conhecimento Brasil, Meninas na Ciência e o Programa Beatriz Nascimento, que levou mulheres negras e indígenas a estágios de doutorado sanduiche e de pós-doutorado no exterior, este ano em sua segunda edição.
Finalizou afirmando a presença do CNPq na busca de um novo projeto de desenvolvimento econômico para um país soberano, em busca de equidade social e preocupado com a sustentabilidade, em um cenário de fortalecimento da democracia.
Apresentação da Estratégia Nacional de CT&I
A ministra Luciana Santos aproveitou a ocasião da Sessão Solene, onde se envcontravam, segundo ela, “a nata da ciência brasileira”, para fazer o lançamento oficial da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A ENCTI é um instrumento de Estado, define os grandes temas, diretrizes e prioridades da ciência tecnologia e inovação no país para os próximos dez anos. Já o Plano de Ação (PACTI) detalhará ações, cronogramas, metas intermediárias, fontes de financiamento, responsabilidades institucionais e mecanismos de monitoramento e avaliação.
Os eixos estruturantes da ENCTI apresentada pela ministra envolvem a expansão, consolidação e integração do Sistema Nacional de CIência, Tecnologia e Inovação (Eixo 1), inovação empresarial e reindustrialização em novas bases tecnológicas (Eixo 2), projetos estratégicos para a soberania nacional (Eixo 3) e CT&I para o desenvolvimento social (Eixo 4).
“A ENCTI articula ciência, tecnologia, indústria, território e sociedade em uma agenda integrada de desenvolvimento nacional”, explicou Santos. A nova ENCTI (2024-2034) tem por lema “CT&I para um Brasil justo, desenvolvido e soberano”. “Ela é resultado da maior conferência em CT&I [5a CNCTI] que o país já teve, precedida de encontros municipais, estaduais, regionais, temáticas e livres. Houve a participação de mais de 100 mil pessoas em todo o país, com 270 eventos; a publicação de três e-books e os livros Lilás e Violeta; e a constiuição do Grupo de Trabalho para a consolidação de recomendações, além da realização de consulta pública”, ressaltou a ministra Luciana Santos.
Resumindo, Santos apontou o desafio fundamental apresentado pela ENCTI, que é alcançar 2% do PIB em investimentos em P&D até 2034. “Investir mais para posicionar ciência, tecnologia e inovação no centro do desenvolvimento do Brasil”, finalizou.
Diplomação dos Novos Membros da Academia Brasileira de Ciências
Eleitos na Assembleia Geral de 19 de novembro de 2025, foram empossados 18 cientistas de excelência como membros titulares e cinco como membros correspondentes.
Os membros titulares diplomados foram Altigran Soares da Silva (UFAM), Ana Maria da Costa Ferreira (USP), Ana Paula Sales Moura Fernandes (UFMG), Antônio Carlos Pedrosa Soares (UFMG), Antonio Ferreira da Silva (UFBA), Hermi Felinto de Brito (USP), Ildeu de Castro Moreira (UFRJ), Jacinta Enzweiler (Unicamp), Jorge Sidney Coli Junior (Unicamp), Josefa Salete Barbosa Cavalcanti (UFPE), Leticia Veras Costa Lotufo (USP), Lydia Masako Ferreira (Unifesp), Marilene Henning Vainstein (UFRGS), Marley Maria Bernardes Rebuzzi Vellasco (PUC-Rio), Mônica Alonso Cotta (Unicamp), Paulo César de Faccio Carvalho (UFRGS), Raul Narciso Carvalho Guedes (UFV) e Russolina Benedeta Zingali (UFRJ).
Já os novos membros correspondentes foram Adilson Enio Motter (Northwestern University, EUA), Albert Icksang Ko (Universidade Yale, EUA), Donald Bruce Dingwell (Universidade de Munique, Alemanha), Jorge Eduardo Marcovecchio (Universidade de Mar del Plata, Argentina) e Sean Mckees (Strathclyde, Escócia)

Em seguida, foi feito um minuto de silêncio pelos Acadêmicos falecidos no período compreendido entre a Sessão Solene de 2025 e a Sessão Solene de 2026. Foram eles Andre Boischot (1925-2025), Artur Beltrame Ribeiro (1945-2025), Chen Ning Yang (1922-2025), Fernando Cláudio Zawislak (1940-2025), Henrique Krieger (1939-2025), Herbert Rabin (1928-2025), José Israel Vargas (1928-2025), Maria Aparecida Soares Ruas (1948-2025), Martin Tygel (1946-2025), Niéde Guidon (1933-2025), Oswaldo Ubríaco Lopes (1937-2025), Roberto Kant de Lima (1944-2025), Sergio Miceli Pessôa de Barros (1945-2025) e Victor Nussenzweig (1928-2025).
O presidente da FCW, Carlos Vogt, em viagem, enviou um vídeo cumprimentando os novos membros da ABC e os homenageados do CNPq, em especial a premiada maior da noite, Maria Teresa Fernandez Piedade. “Reafirmo a importância da parceria da Fundação Conrado Wessel com a Academia Brasileira de Ciências, com o CNPq e com a Marinha reafirmando também o apoio já histórico da Fundação a essas instituições”, declarou Vogt.
Saudando os colegas empossados, a vice-presidente regional da ABC para o Centro-Oeste e Minas Gerais Mercedes Bustamante destacou que em 2026, como parte das atividades dos 110 anos da ABC, foi lançado o Centro de Memória da ABC José Murilo de Carvalho, como resgate e compartilhamento do acervo documental da história da Academia. Ela destacou a iniciativa visionária e as realizações desses cientistas do século passado na construção e condução dessa instituição centenária. “Eles compreenderam algo fundamental: que a ciência avança não apenas através do gênio solitário, mas precisa da comunidade, do rigor e do dever imperativo de passar o testemunho.”
Bustamante destacou que hoje, a eleição para a Academia não é uma recompensa por uma carreira concluída. É um apelo a um dever maior. “Não os elegemos apenas pelas suas citações ou descobertas, mas por sua curiosidade, sua integridade e sua vontade de desafiar o desconhecido. Ao assumir o seu lugar entre nós, lembrem-se: estão aceitando uma missão. Uma missão de defender a verdade em detrimento do conforto. A evidência em detrimento da ideologia. A colaboração em detrimento do ego.”
Nos próximos anos, Mercedes apontou que a Academia lhes pediria três coisas: “Primeiro, façam ouvir a sua voz. A Academia precisa de sua visão para aconselhar governos, orientar educadores e inspirar a próxima geração. Segundo, defendam o método. Numa era de polarização, a ciência é a prova de que são as evidências, e não as opiniões, que resolvem os debates. Defendam esse princípio, mesmo quando for desconfortável. E, em terceiro lugar, olhem para os lados. Os maiores avanços do próximo século não se darão dentro de uma única disciplina. Estarão nas interseções. Estendam a mão aos seus novos colegas de diferentes áreas.”
Por fim, a Acadêmica destacou que sim, os novos membros seguem os passos dos gigantes que fundaram a Academia. “Mas hoje, não pedimos que olhem simplesmente para trás com reverência. Pedimos que olhem para a frente com coragem e resolução. Que os próximos 110 anos desta Academia sejam escritos, em parte, por suas mãos. Bem-vindas e bem-vindos à casa.”
O Acadêmico Altigran Soares da Silva falou em nome dos recém-empossados. “Matemáticos, físicos, químicos, geólogos, biólogos, médicos, agrônomos, engenheiros, cientistas sociais, cientistas da computação. Pessoas que passaram décadas fazendo perguntas diferentes, em lugares diferentes do Brasil, sobre problemas que raramente aparecem juntos. E que estão aqui, esta noite, sob o mesmo teto, recebendo o mesmo diploma”, disse ele. Destacou então que o que os une não é o objeto de estudo, nem o método, nem sequer a linguagem. “O que nos une é uma atitude diante do mundo: a disposição de perguntar de novo, a recusa em aceitar o evidente apenas porque ele parece evidente, e a confiança de que a evidência deve pesar mais do que a autoridade. É essa atitude que a Academia Brasileira de Ciências reconhece hoje. E é em nome dela que agradeço, em nome de todos nós.”
O novo Acadêmico evidenciou o momento da ciência, que é da inteligência artificial. “A inteligência artificial não é simplesmente menor ou maior. Ela é diferente. Sua força está na amplitude: processar volumes imensos, percorrer padrões em escalas que nenhum ser humano alcança, conectar problemas que raramente são vistos em conjunto. A força humana está na profundidade: escolher as perguntas certas, julgar o que importa, reconhecer o que ainda não foi formulado, agir quando os dados são incompletos, ambíguos ou insuficientes”, sentenciou o cientista.
Ele apontou o quanto todos os novos membros são diferentes entre si. “E é exatamente por isso que somos mais fortes juntos do que cada um sozinho — e mais necessários, coletivamente, do que qualquer um de nós imagina individualmente. “Recebemos hoje este diploma não como ponto de chegada, mas como compromisso: com a ciência, com a ABC e com o país. Que este reconhecimento nos lembre não apenas do que fizemos, mas do que ainda nos cabe fazer.”

A presidente da ABC, Helena Bonciani Nader, saudou todas as autoridades presentes e agradeceu a todos os discursos inspiradores. Agradeceu em especial aos parceiros e patrocinadores Capes, CNPq, Finep, Fundação Corrado Wessel e Marinha do Brasil e dedicou sua gratidão à equipe de funcionários da ABC pela absoluta dedicação que torna momentos como aquele possíveis.
Nader agradeceu à ministra Luciana Santos pela honra de lançar a ENCTI naquela ocasião e destacou que o passo é partir rapidamente para a elaboração do Plano Quinquenal, dado que é a primeira vez que a estratégia nacional de ciência, tecnologia e inovação é pensada para dez anos.
Compartilhou então com todos o Manifesto dos 110 anos da ABC, “que é a nossa visão de legado e do futuro que queremos construir juntos. Será a nossa declaração conjunta de compromisso com o próximo século da ciência no Brasil.”
Leia aqui o Manifesto dos 110 anos da Academia Brasileira de Ciências.
Encerrando a cerimônia, a ministra Luciana Santos destacou a força das mulheres na ciência brasileira expressada na cerimônia. “Somos a maioria das acadêmicas, só somos minoria ainda nas áreas das engenharias, das ciências exatas e da ciência da computação, mas somos a maioria nas áreas de conhecimento, no número de mestres e doutoras. No entanto, nas bolsas de produtividade afunilamos para 30% da presença feminina. Significa que a permanência e a ascensão das mulheres na ciência ainda é um grande desafio. Eu, como primeira mulher ministra da Ciência e Tecnologia, quero, de fato, realçar cada vez mais o compromisso que devemos ter nessa perspectiva de estabelecer programas e políticas públicas que fortaleçam essa diversidade. Celebrar esses 110 anos da ABC é reconhecer esse legado e reafirmar a importância das instituições fortes comprometidas com o futuro do Brasil. Então, vida longa à ABC. E obrigado a todos que fizeram e fazem parte dessa trajetória.”
Acesse as fotos da cerimônia aqui, na galeria do FLICKR da ABC, aberto a todas e todos.
