CNPq 75 anos: uma jornada estratégica para o Brasil

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Leia artigo assinado pelos ex-presidentes do CNPq, inclusive sete Acadêmicos, publicado na Folha de S. Paulo em de abril:

A criação do CNPq, em 1951, foi um dos movimentos mais visionários da história do Brasil. Em um país que ainda engatinhava na organização de seu sistema científico, a decisão de instituir uma agência nacional dedicada à ciência e à tecnologia revelou uma compreensão precoce de que o conhecimento seria peça-chave para o desenvolvimento.

Idealizado pelo Almirante Álvaro Alberto e impulsionado por lideranças científicas e instituições como a Academia Brasileira de Ciências e a SBPC, o então Conselho Nacional de Pesquisas nasceu ligado diretamente à Presidência da República. Desde o início, sua missão foi clara: formar pessoas, apoiar a pesquisa e estruturar a ciência brasileira.

(…)

Celebrar os 75 anos do CNPq é reconhecer que não há desenvolvimento sustentável sem investimento contínuo em ciência, tecnologia e educação. Em um mundo cada vez mais baseado no conhecimento, a previsibilidade e a estabilidade do financiamento científico não são um custo, mas um investimento estratégico — condição indispensável para que o Brasil possa competir, inovar e responder aos desafios econômicos, sociais e ambientais do século XXI. É também fundamental reconhecer que a inovação, em suas múltiplas dimensões — científica, tecnológica, social e empresarial — nasce desse ecossistema de pesquisa apoiado pelo CNPq, convertendo conhecimento em soluções concretas, geração de riqueza e respostas efetivas aos grandes desafios nacionais.

Nós, que tivemos a honra de presidir o CNPq em diferentes momentos de sua história, testemunhamos de perto o impacto transformador dessa instituição. Sabemos que seus resultados não se constroem no curto prazo, mas ao longo de décadas, com continuidade de políticas públicas, compromisso institucional e confiança na ciência.

O CNPq foi, é e continuará sendo uma agência estratégica para o país. Que as próximas décadas sejam marcadas por ainda mais investimento, estabilidade e visão de longo prazo — condições indispensáveis para que a ciência brasileira siga contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil.

Assinam este artigo:

José Galizia Tundisi, Marco Antonio Zago, Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, Glaucius Oliva, Hernan Chaimovich, Mario Neto Borges, João Luiz Filgueiras de Azevedo, Evaldo Ferreira Vilela, Ricardo Galvão, Olival Freire Junior

O artigo na íntegra pode ser lido no site da Folha de S. Paulo

(Ex-presidentes do CNPq para Folha de S. Paulo, 1 de abril)