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"Quando crescer, quero ser cientista"

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Publicado em 21/07/2017

Descobrir a natureza, conhecer o funcionamento de máquinas e até a história dos cientistas. Esses eram alguns dos interesses prioritários na infância de Luciano Andrey Montoro . Desde os sete anos ele sabia o que seria quando crescesse: cientista. "Sempre tive muito interesse por projetar, construir coisas e realizar experimentos. Minha família foi determinante no estímulo a esses interesses, sempre incentivando estas aptidões e criando, na medida do possível, condições para o seu desenvolvimento", diz Luciano.

O apoio ao jovem curioso foi completo ao longo de sua infância e adolescência. Aluno de colégios estaduais, conta que teve excelentes professoras, em escolas com laboratórios e bons materiais didáticos. "Meus interesses se alternavam entre química, biologia, física e eletrônica. A minha paixão era a química, mas a física e os experimentos na área de eletricidade e magnetismo sempre me fascinaram. Durante um certo período na adolescência me envolvi com a montagem e construção de circuitos e dispositivos eletrônicos, o que me levou a considerar estudar engenharia elétrica; mas mudei de ideia em pouco tempo", conta o Acadêmico.

O mercado de trabalho em química pareceu a Luciano mais promissor. Foi assim que ele decidiu pela graduação em química na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, onde cursou também o mestrado e o doutorado. No começo da graduação ele participou de atividades de iniciação científica, em um projeto na área de educação para a implementação de clubes de ciência. Logo depois, começou a se envolver em projetos de pesquisa nas áreas de materiais e armazenagem de energia em baterias. "São áreas de pesquisa que realmente me fascinaram e estimularam, pelos desafios científicos no desenvolvimento de novos materiais para dispositivos de enorme importância tecnológica", conta Montoro.

Com o passar do tempo, as áreas de energia e materiais se mantiveram como o seu principal interesse, direcionando suas escolhas quanto à formação acadêmica e linhas de pesquisa. Entre 2007 e 2010, Montoro fez estágios de pós-doutorado no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano).

Hoje, Montoro é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde se dedica ao desenvolvimento de novos materiais para armazenagem de energia em baterias recarregáveis. O pesquisador explica que as baterias de lítio, amplamente utilizadas em eletrônicos, são atualmente o exemplo mais comum de baterias recarregáveis. No entanto, segundo ele, este tipo de tecnologia já está sendo explorada em uma condição muito próxima do seu limite físico-químico para fornecimento de energia. "Há uma necessidade crescente para a obtenção de novos materiais com melhor desempenho energético para estes dispositivos, assim como o desenvolvimento de novas tecnologias, como as baterias de sódio ou alumínio", ressalta.

Como membro afiliado da ABC, eleito para o período 2017-2021, Luciano Montoro espera participar do desenvolvimento de políticas públicas para melhoria da qualidade do ensino superior, bem como da interação entre a academia, indústria e sociedade. "E tenho interesse em compreender e atuar nas políticas para a gestão de recursos públicos dedicados ao fomento da pesquisa e da divulgação científica", diz.


(Ascom ABC)


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