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Do despertar tardio para a ciência ao voo para a pesquisa internacional

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Publicado em 21/07/2017

A identificação com a área de exatas e o gosto por mecânica levaram Roberto Braga Figueiredo  para a graduação em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concluída em 2004. Hoje professor do Departamento de Engenharia de Materiais e Construção da UFMG, ele conta que os primeiros semestres na graduação de engenharia foram bem difíceis. "Quase desisti do curso", lembra ele. Mas com determinação e a ajuda da iniciação científica, onde começou como voluntário, ele ganhou motivação para seguir na carreira como pesquisador. "Acredito que foi neste período, através da leitura de artigos científicos, que o meu interesse pela ciência despertou", diz.

Nesta fase, Roberto realizou sua própria pesquisa experimental e modelagem computacional de processos de deformação de metais, assim como auxiliou trabalhos de estudantes de pós-graduação. "Continuei na iniciação científica por três anos até a conclusão do curso e fiz mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Metalúrgica, Materiais e de Minas da UFMG logo em seguida", afirma.

Uma bolsa de estudos Capes-Fulbright levou Roberto a alçar novos voos. O apoio financeiro o levou ao doutorado na Universidade do Sul da Califórnia, onde estudou o uso da deformação plástica severa para refino da microestrutura de ligas de magnésio. O cientista diz que o uso da deformação plástica para melhorar propriedades dos metais é conhecido desde a antiguidade e um exemplo popular é a produção de espadas mais resistentes por meio de técnicas que envolviam grandes deformações do aço. Na década de 90 essa técnica reemergiu, quando trabalhos na Rússia mostraram que ela permite a produção de metais nanoestruturados com propriedades superiores.

"Meus trabalhos em pesquisa mostraram que a deformação plástica severa é capaz de produzir metais mais duros e resistentes a esforços mecânicos e/ou metais extremamente maleáveis que esticam como chiclete. O entendimento do comportamento da estrutura do material permite prever e controlar suas propriedades", relatou Roberto. Sua linha de pesquisa possui potencial para aplicação no desenvolvimento de materiais mais leves e resistentes para produção de peças de veículos e máquinas, de implantes biológicos e até para armazenamento de energia.

O novo membro afiliado da ABC para a Região MG&CO (2017-2021) vê na colaboração com diferentes grupos uma das características mais marcantes de sua atuação como pesquisador. A primeira colaboração aconteceu ainda na iniciação científica, quando teve oportunidade de realizar experimentos no Centro Tecnológico de Minas Gerais, fundação pública vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas. Durante o doutorado, Roberto trabalhou integrado a grupos de pesquisa da UFMG e de diferentes partes do mundo - Laboratório Nacional de Los Alamos, Instituto de Tecnologia da Califórnia - Caltech, Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, e na Universidade de Southampton, no Reino Unido. Nestas duas últimas instituições, ele fez estágios de pós-doutorado. "Estas colaborações permitem ganho de experiência na realização de experimentos e uso de novos equipamentos", ressalta o pesquisador.


(Ascom ABC)


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