Ciências do Mar

Apresentação

Quatro milhões e meio de km2 de território brasileiro, uma área quase do tamanho da Amazônia Legal, estão sob as águas do Oceano Atlântico. A exploração desse imenso território, entretanto, foi iniciada de forma consistente há menos de 40 anos. Atualmente, a pesquisa científica no mar brasileiro passa por uma expansão sem precedentes, resultado da crescente importância dos recursos marinhos na economia do País. Essa expansão tem exigido o desenvolvimento de ferramentas de fomento e capacitação de recursos humanos cada vez mais abrangentes, resultando na multiplicação de cursos de graduação e programas de pós-graduação voltados para as ciências do mar.

Este documento visa contribuir para tornar o Brasil uma nação reconhecida internacionalmente, pelo seu elevado desempenho científico nos Oceanos, com reconhecida liderança no Atlântico Sul e Tropical. Para tal, propõe-se a implementação de programas temáticos, de forma sustentável, sobre os seguintes temas: processos ambientais e climáticos e suas relações e tendências atuais, pretéritas e futuras, nas áreas de oceanografia física, química, biológica e geológica; interação oceano-atmosfera; pesca e aquicultura; engenharia costeira e submarina; instrumentação submarina; energia renovável dos oceanos; biotecnologia e biodiversidade marinha. Desta forma, será possível prover a sociedade do conhecimento, compreensão e capacidade de previsão, itens necessários para avaliar, antecipar e responder às pressões e impactos que determinam as mudanças ambientais sobre os oceanos e suas consequências para o bem-estar social. Não se deve ignorar que as mudanças climáticas resultam em mudanças no padrão dos ventos (direção e intensidade) as quais se traduzem em mudanças no ambiente físico, e consequentemente na biologia e nos processos biogeoquímicos em geral, com significativas consequências para a sociedade. Alterações no clima de ondas e no nível do mar resultam em impactos diretos na linha de costa causando erosão, elevação das marés meteorológicas que causam inundações, com prejuízos para as populações costeiras. Tais mudanças já acontecem ao longo do litoral brasileiro.

Fatores conjunturais e históricos demonstram que a oceanografia brasileira concentrou, durante décadas, seus estudos em regiões estuarinas e costeiras deixando em segundo plano as questões voltadas ao oceano profundo. Entretanto, questões relacionadas às mudanças climáticas, a própria previsão de desastres naturais e mais recentemente, a necessidade de conhecimento para exploração de recurso do mar profundo (e.g. o cenário aberto pelo pré-sal) evidenciam a necessidade de o país olhar para o sistema oceânico em grande escala, e as interações do oceano profundo com as regiões costeiras. Com a introdução progressiva de plataformas embarcadas capazes de projeção no oceano global, é urgente o planejamento estratégico das ações a serem implementadas no âmbito da Ciência.

Uma melhor interpretação do comportamento do sistema terrestre em um cenário de mudanças globais requer observações integradas ao nível de ecossistema; a disponibilização de dados assim como a operacionalidade dos mesmos; a necessidade de incentivo a participação de áreas básicas (matemática, física, química, biologia e geologia) para a oceanografia; a manutenção de bases operacionais, continuidade de sistemas de observação, capacitação na calibração de sensores no desenvolvimento de sensores, e instrumentação remota; entre outras.

Baseado no descrito, o presente documento, pretende apresentar de forma resumida proposta para o desenvolvimento da Ciência oceanográfica no Brasil para avançar o conhecimento do Sistema Terrestre e sua modelização, e assim aumentar nossa capacidade de gerenciamento. Deve ter por estratégia disponibilizar o conhecimento gerado não só para a comunidade científica, mas também para a sociedade em geral e em particular para os tomadores de decisão e formuladores de políticas públicas.
Os principais tópicos a serem detalhados incluem:

  1. A contribuição terrígena e a produtividade da plataforma continental
  2. Escalas aplicáveis às interações Oceano-Plataforma Continental-Continente
  3. A circulação oceânica em larga escala e as interações atmosfera oceano
  4. Os impactos de variabilidades e mudanças no Atlântico Sul no clima regional
  5. Cooperação Internacional
  6. Institucionalização

Quatro milhões e meio de km2 de território brasileiro, uma área quase do tamanho da Amazônia Legal, estão sob as águas do Oceano Atlântico. A exploração desse imenso território, entretanto, foi iniciada de forma consistente há menos de 40 anos. Atualmente, a pesquisa científica no mar brasileiro passa por uma expansão sem precedentes, resultado da crescente importância dos recursos marinhos na economia do País. Essa expansão tem exigido o desenvolvimento de ferramentas de fomento e capacitação de recursos humanos cada vez mais abrangentes, resultando na multiplicação de cursos de graduação e programas de pós-graduação voltados para as ciências do mar.

Este documento visa contribuir para tornar o Brasil uma nação reconhecida internacionalmente, pelo seu elevado desempenho científico nos Oceanos, com reconhecida liderança no Atlântico Sul e Tropical. Para tal, propõe-se a implementação de programas temáticos, de forma sustentável, sobre os seguintes temas: processos ambientais e climáticos e suas relações e tendências atuais, pretéritas e futuras, nas áreas de oceanografia física, química, biológica e geológica; interação oceano-atmosfera; pesca e aquicultura; engenharia costeira e submarina; instrumentação submarina; energia renovável dos oceanos; biotecnologia e biodiversidade marinha. Desta forma, será possível prover a sociedade do conhecimento, compreensão e capacidade de previsão, itens necessários para avaliar, antecipar e responder às pressões e impactos que determinam as mudanças ambientais sobre os oceanos e suas consequências para o bem-estar social. Não se deve ignorar que as mudanças climáticas resultam em mudanças no padrão dos ventos (direção e intensidade) as quais se traduzem em mudanças no ambiente físico, e consequentemente na biologia e nos processos biogeoquímicos em geral, com significativas consequências para a sociedade. Alterações no clima de ondas e no nível do mar resultam em impactos diretos na linha de costa causando erosão, elevação das marés meteorológicas que causam inundações, com prejuízos para as populações costeiras. Tais mudanças já acontecem ao longo do litoral brasileiro.

Fatores conjunturais e históricos demonstram que a oceanografia brasileira concentrou, durante décadas, seus estudos em regiões estuarinas e costeiras deixando em segundo plano as questões voltadas ao oceano profundo. Entretanto, questões relacionadas às mudanças climáticas, a própria previsão de desastres naturais e mais recentemente, a necessidade de conhecimento para exploração de recurso do mar profundo (e.g. o cenário aberto pelo pré-sal) evidenciam a necessidade de o país olhar para o sistema oceânico em grande escala, e as interações do oceano profundo com as regiões costeiras. Com a introdução progressiva de plataformas embarcadas capazes de projeção no oceano global, é urgente o planejamento estratégico das ações a serem implementadas no âmbito da Ciência.

Uma melhor interpretação do comportamento do sistema terrestre em um cenário de mudanças globais requer observações integradas ao nível de ecossistema; a disponibilização de dados assim como a operacionalidade dos mesmos; a necessidade de incentivo a participação de áreas básicas (matemática, física, química, biologia e geologia) para a oceanografia; a manutenção de bases operacionais, continuidade de sistemas de observação, capacitação na calibração de sensores no desenvolvimento de sensores, e instrumentação remota; entre outras.

Baseado no descrito, o presente documento, pretende apresentar de forma resumida proposta para o desenvolvimento da Ciência oceanográfica no Brasil para avançar o conhecimento do Sistema Terrestre e sua modelização, e assim aumentar nossa capacidade de gerenciamento. Deve ter por estratégia disponibilizar o conhecimento gerado não só para a comunidade científica, mas também para a sociedade em geral e em particular para os tomadores de decisão e formuladores de políticas públicas.
Os principais tópicos a serem detalhados incluem:

  1. A contribuição terrígena e a produtividade da plataforma continental
  2. Escalas aplicáveis às interações Oceano-Plataforma Continental-Continente
  3. A circulação oceânica em larga escala e as interações atmosfera oceano
  4. Os impactos de variabilidades e mudanças no Atlântico Sul no clima regional
  5. Cooperação Internacional
  6. Institucionalização

Participantes

Coordenadores
Edmo Campos 
Luiz Drude 

Participantes
Andrei Polejack
José Muelbert
Michel Mahiques
Paulo Nobre
Segen Estefen

Técnica responsável
Fernanda Wolter

Coordenadores
Edmo Campos 
Luiz Drude 

Participantes
Andrei Polejack
José Muelbert
Michel Mahiques
Paulo Nobre
Segen Estefen

Técnica responsável
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