Leia o artigo do estatístico Gauss Moutinho Cordeiro, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e membro titular da ABC, para a Folha de Pernambuco.
A demência não é uma doença isolada, mas um espectro de sintomas caracterizado pela deterioração progressiva de funções cognitivas essenciais, como memória, raciocínio, linguagem e comportamento. O cuidado de pacientes com quadros demenciais impõe um desgaste avassalador ao núcleo familiar, culminando, não raramente, em esgotamento extremo, depressão e no declínio da saúde física e psíquica dos cuidadores (síndrome do cuidador).
A natureza progressiva da condição, que conduz inevitavelmente à dependência funcional, gera desafios multifatoriais que exigem vigilância ininterrupta, elevando o risco de colapso do sistema de suporte informal.
Embora existam mais de 140 etiologias para a demência, a Doença de Alzheimer permanece como a principal causa global, respondendo por 60% a 70% dos casos. Em 2020, estimava-se que 55 milhões de pessoas conviviam com demência no mundo; projeções estatísticas indicam que este número dobrará a cada duas décadas, atingindo a marca alarmante de 139 milhões em 2050. Anualmente, cerca de 10 milhões de novos diagnósticos são realizados, configurando uma emergência de saúde pública global.
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