| Id | 182 |
| Nome Científico | Galembeck, F. |
| fernagal@iqm.unicamp.br; fernagal@abc.org.br | |
| Profissão | Professor , Químico |
| Área de Especialização | Ciências Químicas |
| Categoria | Titular |
| Data de ingresso na ABC | 17/12/1987 |
| Data | 21/01/1943 |
| Cidade | São Paulo |
| Estado/Província | São Paulo , SP |
Departamento de Físico-Química
Instituto de Química
Caixa Postal 6154
Cidade Universitária - Campinas - SP - 13083-970 - Brasil
Físico-química de soluções.
Físico-química de proteínas.
Físico-química coloidal e de superfícies.
Química de macromoléculas.
Morfologia e morfogênese químicas.
Membranas em separação química.
Partículas e pigmentos.
Adesão e adesivos.
Materiais de fosfatos.
Látex poliméricos.
Processos sol-gel.
Absorção e eletroquímica interfacial.
Microquímica e topoquímica de sólidos.
Interfaces de polímeros.
Partículas coloidais.
Morfologia de sólidos.
Formação de estruturas.
Bacharel - Universidade de São Paulo, USP - 1964.
Doutor (Ciências) - USP - 1970.
Livre-docente - USP - 1977.
Professor titular - Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP - 1988.
Nasceu em São Paulo, na Bela Vista, em 1943. Menino urbano, criado dentro das limitações e vantagens da cidade grande mas com direito à liberdade do mato e da praia nas férias, estudou (muito) no Colégio Santo Alberto e no Liceu Pasteur. Teve excelentes professores de Ciências. Este fato e o trabalho desde os onze anos no laboratório farmacêutico do pai determinaram o seu interesse pela Química.
Ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em 1960. Formado em 1964, obteve o doutorado em 1970. Teve o privilégio de estudar e trabalhar em um ambiente de grande seriedade, que refletia o que a Química brasileira foi, até o início dos anos 80: muito pequena, mas muito boa.
Iniciou o seu doutorado sob a orientação de Simão Mathias, mas a sua tese foi orientada por Pawel Krumholz. O tema era a dissociação de ligação metal-metal, estudada através dos equilíbrios de compostos de coordenação do pentacarbonífero, em meio aquoso. Após o doutorado, resolveu trabalhar em Físico-Química de sistemas biológicos, fazendo pós-doutorado nas Universidades do Colorado e da Califórnia, em Davis. Trabalhou então em interações protease-inibidor e em proteólise de proteínas quimicamente modificadas. O tema o interessou muito e ao voltar ao Brasil pode continuar nele, trabalhando junto ao grupo de Química de Proteínas da Escola Paulista de Medicina, em 1975.
Teve então uma grande oportunidade, que moldou a sua carreira: o Instituto de Química da USP, com apoio da Academia Brasileira de Ciências, da Royal Society e da Unilever decidiu instalar um grupo de química coloidal e de superfícies e ele foi convidado a organizar esse grupo. Depois de três meses na Inglaterra e Holanda iniciou projetos nessa área. Inicialmente, trabalhou na modificação de superfícies de polímeros, introduzindo métodos de sorção e reação in situ e utilizando o pentacarbonilferro, o que teve uma certa repercussão. No período de 1977 a 1979 descobriu a osmosedimentação, que talvez tenha sido o seu trabalho mais original e deu origem a uma linha de pesquisa sobre membranas, que se estendeu até os anos 90, com vários resultados interessantes. Destaca aí a descoberta da ultrafiltração centrífuga, da pervaporação pressurizada e da despolarização eletroforética tangencial. Hoje, estão à venda ultrafiltros centrífugos para laboratório, no mercado internacional.
Nos anos 80 e 90 manteve o trabalho em membranas e em superfícies de polímeros, iniciando projetos sobre partículas e sistemas sol-gel. Neste último caso, evitou o caminho usual, dos sistemas de alcóxidos, concentrando-se em acetatos e fosfatos. Este caminho mostrou-se compensador, porque apesar de ser muito original permitiu-lhe obter resultados que não tinham sido conseguidos pelas rotas mais exploradas. Os resultados mais promissores, neste momento, parecem ser os pigmentos brancos à base de fosfatos, que são atualmente o tema de um projeto de pesquisa e desenvolvimento de que participa uma empresa de porte, e que poderá levar a uma atividade industrial significativa.
Olhando para trás, vê que foi muito afortunado, em vários aspectos: primeiro, porque optou por uma carreira de pesquisa quando poucos jovens brasileiros se interessavam por este tipo de atividade, e viu a importância da pesquisa crescer muito durante o seu tempo de vida. Em segundo lugar, teve um bom começo e uma boa formação, em uma área cuja importância cresceu continuamente. Viu a Química crescer e diversificar-se, no Brasil e no mundo, tornando-se uma ciência central. Pode contribuir para um grande surto de crescimento da Química brasileira trabalhando na elaboração e implementação do PADCT. Finalmente, percebe que uma parte significativa dos cientistas brasileiros, na qual se inclui, cultivou no seu dia-a-dia práticas que hoje são essenciais à sobrevivência das pessoas, organizações e nações: o exercício da identificação de oportunidades, a resolução de complexidades, e a polivalência, tudo isto em um contexto globalizado.
Do lado das frustrações, a maior é a de ter pouco contribuído para uma mudança no ensino elementar deste país. Entretanto, há hoje para isto um novo clima, e iniciou trabalho nesta direção, em 1996.
Comissão de Seleção da ABC - 1993 até abril 1996.
Comissão Editorial dos Anais da ABC - biênio 1993/1995.
Membro Suplente do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia - 1996.
2º Secretário da ABC no biênio 1999/2001.
Diretor da ABC no triênio 2001/2004.
American Association for the Advancement of Science (AAAS).
International Association of Colloid and Interface Scientists.
Sociedade Brasileira de Química (SBQ) (Presidente de 1981 a 1984).
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) (Secretário-Geral de 1989 a 1991).
Diretor
Instituto de Química
Universidade Estadual de Campinas
jan/1994 - presente
Coordenador
Programa Nacional de Controle de Qualidade do Ar
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
jan/1983 - jan/1985
Coordenador
Grupo Técnico de Química e Engenharia Química
Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico
jan/1983 - jan/1987
Diretor Associado
Instituto de Química
Universidade Estadual de Campinas
jan/1981 - jan/1983
Bolsas
Bolsa de Reconhecimento Acadêmico Zeferino Vaz - Universidade Estadual de Campinas - 1993
Condecorações
Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - 1995
Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - jul/2000
Distinções
Troféu José Pelúcio Ferreira - FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos - dez/2006
Medalhas
Medalha 30 Anos - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Medalha Simão Mathias - Sociedade Brasileira de Química - 1997
Prêmios
2nd Prize Poster Contest - 7th International Conference on Colloid and Surface Science - 1991
Prêmio Destaque Técnico-Científico - Companhia Paulista de Força e Luz - 1993
Prêmio de Incentivo à Química - Union Carbide do Brasil S.A. - 1994
1º Prêmio do Concurso de Ciência de Tintas - Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas - 1994
Prêmio "Fritz Feigl" - Conselho Regional de Química - 1997
Prêmio Eloisa Mano - Associação Brasileira de Polímeros - nov/2003
Prêmio ABIQ - Associação Brasileira de Indústria Química - dez/2005
Prêmio Almirante Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia - Ministério da Ciência e Tecnologia - mar/2006
Prêmio Fernando Galembeck de Inovação Tecnológica - Sociedade Brasileira de Química - jun/2006
GALEMBECK, F. 1977 . Surface modification of teflon with iron oxide. J. Polym. Sci., Polym. Let. Ed. vol. 15 , p. 107 -
GALEMBECK, F. , ROBILOTTA, P. R. , PINHEIRO, E. A. , JOEKES, I. and BERNARDES, N. 1980 . Rapid sedimentation under gravity: basic theory and experimental demonstration. Journal of Physical Chemistry. vol. 84 , p. 112 - 115
MOITA NETO, J. M. , CARDOSO, A. L. H. , TESTA, A. P. and GALEMBECK, F. 1994 . Heterogeneity in polymer lattices: detection by zonal centrifugation. Langmuir. vol. 10 , p. 2095 -
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