Para salvar a floresta tropical do Brasil, aumente sua ciência

25 de outubro de 2019 Por (Manuella Caputo para Ascom ABC)

Cientista do clima no Instituto de Estudos Avançados na Universidade de São Paulo (IEA/USP), o Acadêmico Carlos Nobre se mostra preocupado com a situação atual da Floresta Amazônica e da ciência brasileira. Em artigo para a revista Nature, publicado em 22 de outubro, ele afirmou que, apesar do bom caminho que o país vinha percorrendo, entre 2005 e 2014, quanto ao desmatamento e a produção agrícola, o governo atual de Jair Bolsonaro relaxou a aplicação de leis que proíbem a maior parte da limpeza e queima da Amazônia.

Para o Acadêmico, a solução para a mediação entre os que advogam a retirada de grandes áreas para conservação e aqueles que defendem o desenvolvimento intensivo de recursos está na construção de um paradigma diferente e sustentável, no qual a floresta contribua para o bem-estar. Uma das iniciativas possíveis, é a Amazônia 4.0, após a Quarta Revolução Industrial de biotecnologias, tecnologias digitais e ciência dos materiais. Mas para a execução desse plano, cientistas e engenheiros serão mais necessários do que nunca.

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