O Conselho Deliberativo da Fiocruz aprovou, em reunião nos dias 26 e 27 de maio, a concessão do título de Pesquisador Emérito ao coordenador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), Carlos Médicis Morel, membro titular da ABC. A defesa da homenagem foi apresentada pela pneumologista Margareth Dalcomo, que é pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).
O CD também aprovou, por unanimidade, a concessão do título de Pesquisador Emérito póstumo a Walter Oswaldo Cruz, que foi membro da ABC, e aos nove pesquisadores cassados pela ditadura militar (Augusto Cid Mello Perissé, Tito Arcoverde Cavalcanti de Albuquerque (ABC), Haity Moussatché (ABC), Fernando Braga Ubatuba (ABC),, Moacyr Vaz de Andrade, Hugo de Souza Lopes (ABC),, Massao Goto, Sebastião José de Oliveira e Domingos Arthur Machado Filho). A defesa da homenagem foi conduzida por Gilberto Hochman e Renato Cordeiro, pesquisadores da Fiocruz. O cientista Herman Lent (ABC),, integrante do grupo, já havia sido homenageado com o título.
Ao comentar a aprovação, Rivaldo Venâncio, chefe de Gabinete da Presidência, destacou que o reconhecimento rememora um período de intensa polarização política no país e representa mais um marco no processo de reparação e reintegração dos pesquisadores cassados, que, em 2026, completa 40 anos.
Na sequência, o presidente da Fiocruz Mario Moreira agradeceu a presença de Gilberto Hochman e Renato Cordeiro e ressaltou a importância da apresentação do legado desses pesquisadores para a história da instituição.