Leia artigo dos Acadêmicos Jorge Almeida Guimarães, professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e João Batista Calixto, diretor-presidente do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), para o The Conversation.
Nas últimas duas décadas, a humanidade registrou avanços extraordinários na pesquisa científica sobre temas sensíveis como a genética e a biologia molecular. Em poucos anos, esses avanços resultaram na integração da ciência básica com a pesquisa translacional. Uma evolução que gerou produtos inovadores, que revolucionaram o processo de desenvolvimento de novos medicamentos, Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e vacinas.
Doenças até então consideradas incuráveis passaram a ser tratáveis, através de novos processos e procedimentos clínicos e terapêuticos. As tecnologias de edição gênica aplicável à terapia celular e às plataformas de produção de vacinas baseadas em RNA mensageiro são exemplos de avanços que colocaram em evidência a aplicação da biotecnologia no desenvolvimento de biofármacos indispensáveis para o tratamento das doenças raras e crônicas.
Contudo, o sucesso no desenvolvimento de projetos voltados à criação de medicamentos inovadores, especialmente em áreas de maior complexidade clínica, representa uma atividade de alto risco, que demanda investimentos substanciais e requer políticas públicas de longo prazo e recursos humanos altamente qualificados presentes em toda a cadeia de desenvolvimento. Esta cadeia engloba desde a pesquisa básica e pré-clínica até as etapas de pesquisa clínica e os processos regulatórios.
Fragilidades estruturais do sistema brasileiro
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