Leia artigo do Metrópoles, com participação do Acadêmico Paulo Artaxo, publicada no Metrópoles em 8 de março:
Em meio às tensões protagonizadas pelos Estados Unidos, Irã e Israel no final de semana, aumentam os rumores de uma possível Terceira Guerra Mundial. Algumas correntes geopolíticas defendem que um conflito de tal magnitude pode estar próximo de ocorrer, a depender dos próximos passos tomados pelas nações envolvidas.
Caso se confirme o início de uma disputa armada global, para os especialistas entrevistados pelo Metrópoles, o cenário em relação ao combate às mudanças climáticas seria desastroso e o aquecimento global teria grandes chances de evoluir com ainda mais rapidez.
“No curto prazo, haveria aumento imediato das emissões, devido a incêndios, destruição e maior uso de combustíveis fósseis. No longo prazo, a destruição de infraestruturas essenciais dificultaria a implementação de políticas fundamentais, como a transição energética. Isso comprometeria ainda mais a capacidade global de enfrentar as mudanças climáticas”, exemplifica o cientista Paulo Artaxo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
A indústria militar é uma das mais dependentes de combustíveis fósseis, tanto para o desenvolvimento de armas quanto para o transporte de veículos, como navios de guerra, tanques e jatos de caça. Em meio a um conflito, o uso seria ainda maior e, consequentemente, as emissões de gases de efeito estufa aumentariam.
Além da produção maior de gases, uma guerra poderia destruir ecossistemas importantes, o que impactaria diretamente a absorção de carbono da Terra e devastaria solos e nascentes pelo mundo. Haveria a possibilidade de um inverno nuclear, em que a fuligem dos incêndios sobe para a estratosfera e bloqueia a luz solar.
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