Marcando o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado no 11 de fevereiro, a tradicional revista Forbes criou uma de suas listas, desta vez “10 cientistas brasileiras para conhecer”, entre as quais estão três Acadêmicas. Confira abaixo:
Márcia Cristina Bernardes Barbosa
Atual reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membra titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) desde 2014, a física Márcia Barbosa caminhou desde a graduação até o pós-doutorado na UFRGS, com experiências de pós-doutoramento também pelas universidades de Boston e Maryland, nos Estados Unidos. Ela desenvolve trabalhos sobre anomalias da água, área em que ganhou renome internacional. Foi vencedora do Prêmio L’Oréal-Unesco-ABC Para Mulheres na Ciência em 2013, além de outros reconhecimentos nacionais e internacionais. É uma das mais fortes vozes em defesa da igualdade de gênero e da valorização feminina na ciência no Brasil.
Médica imunologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ester Sabino foi escolhida para a lista ao lado da biomédica Jaqueline Goes. Juntas elas foram responsáveis pelo sequenciamento do genoma do SARS-CoV-2 apenas 48 horas após o primeiro caso confirmado de covid-19 no Brasil em 2020. Membra titular da ABC desde 2022, Sabino tem uma extensa carreira na pesquisa com doenças infecciosas e de potencial epidêmico, como o HIV, arboviroses, Chagas, além da própria covid-19.
Médica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com doutorado pela mesma instituição e pós-doutorado pelo Oregon Graduate Institute, dos EUA, Alicia Kowaltowski é membra titular da ABC desde 2018. Suas principais áreas de atuação estão na bioquímica, em bioenergética, transporte e regulação redox da função mitocondrial. É professora do Departamento de Bioquímica da Unicamp e vencedora internacional do L’Oréal Para Mulheres na Ciência em 2024. Mais recentemente, tem sido uma voz ativa no alerta sobre o crescimento dos preços para publicação de artigos nas grandes revistas internacionais, com efeitos proibitivos para países em desenvolvimento.

