Quando rios aquecem, peixes morrem e impacto chega à mesa

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Leia artigo dos Acadêmicos Carlos Nobre e Adalberto Val publcado no site ECOA UOL em 17/2:

Durante muito tempo, falamos das mudanças climáticas olhando para o céu. Mas um alerta igualmente duro vem da água. Quando rios e lagos aquecem além do limite, a vida aquática entra em colapso. E isso já está acontecendo. Na Amazônia, peixes estão morrendo não por falta de adaptação, mas porque a água ficou quente demais. Esse não é apenas um problema ambiental: é um sinal claro de que a crise climática já está afetando a pesca, o alimento e a vida de milhões de pessoas.

Nos ecossistemas aquáticos tropicais, onde a estabilidade sempre foi a regra, pequenas elevações de temperatura produzem efeitos desproporcionais. Peixes vivem próximos de seus limites fisiológicos, sem margem para acomodações. Quando esses limites são ultrapassados, o impacto é imediato, visível e silencioso ao mesmo tempo – e o preço não fica restrito à natureza. Ele chega à mesa, ao mercado e às comunidades que dependem do peixe para sobreviver.

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Leia o artigo na íntegra no site ECOA UOL


Os artigos de opinião assinados não refletem necessariamente a opinião da Academia Brasileira de Ciências, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.