Leia artigo do Acadêmico Celso Pinto de Melo, professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para o Le Monde Diplomatique Brasil
“Devemos nos precaver contra a aquisição de influência injustificada, buscada ou não, pelo complexo industrial-militar.”
Dwight D. Eisenhower, Farewell Address to the Nation, 1961 [1]
Não é apenas uma notícia curiosa. É um sinal dos tempos. Executivos do núcleo do capitalismo digital – dirigentes de empresas que controlam plataformas, dados e algoritmos – passam a receber patentes militares e a integrar, em caráter formal, o corpo do Exército dos Estados Unidos. O anúncio do Detachment 201 – Executive Innovation Corps, em 2025, torna explícito esse movimento: aproximar, dentro da instituição militar, a cultura corporativa da Big Tech e as rotinas do poder armado1.
À primeira vista, o episódio pode ser lido como uma atualização administrativa. Mas o ponto central é outro. Quando executivos de plataformas passam a compor – com patente e tudo – a estrutura militar, a relação deixa de ser apenas contratual. A fronteira entre a esfera civil e a esfera militar se rarefaz. A inovação não é apenas aplicada à guerra: passa a integrar sua própria arquitetura.
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Leia o artigo completo no Le Monde Diplomatique.
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