Leia artigo dos Acadêmicos Jorge A. Guimarães, professor emérito da UFRGS e UFRJ, e João B. Calixto, diretor-presidente do Centro de Inovação e Ensaios Pré-clínicos (CIEnP) e professor-titular aposentado da UFSC, publicado no Jornal da Ciência em 18/2/2026:
As últimas décadas registraram extraordinários avanços científicos na pesquisa básica integrando química, computação e, especialmente, cobrindo temas da genética e da biologia molecular que resultaram na descoberta de diversas ferramentas tecnológicas. Em poucos anos, esses avanços científicos resultaram na integração da ciência básica com a pesquisa translacional gerando inovações tecnológicas que revolucionaram profundamente o processo de desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas e também de novos processos e procedimentos clínicos e terapêuticos com aplicabilidade nas avançadas formas de terapias genica e celular e uso da engenharia tecidual, abrindo possibilidades reais de tratar e, em alguns casos, curar doenças até então consideradas intratáveis.
A geração de inovações nessa área segue numa crescente complexidade como bem caracterizada no surgimento e aplicabilidade das diversas tecnologias ômicas, da química combinatória e computacional, das tecnologias de edição gênica como as técnicas CRISPR/Cas9 que possibilitam edição do DNA e CAR-T aplicável à terapia celular. Inclui-se ainda, a descoberta do RNA de interferência, o uso terapêutico de oligonucleotídeos anti-senso e, mais recentemente, as plataformas de produção de vacinas baseadas em RNAm, cabendo a adicionar a possibilidade de acoplar aos processos, técnicas de inteligência artificial. Esse conjunto de avanços colocaram em relevo a aplicabilidade das técnicas da biotecnologia na saúde humana, gerando também benefícios relevantes na área agrícola pela aplicação de processos e produtos da biotecnologia vegetal, responsável pelo crescimento ano após ano da produtividade mundial de alimentos.
(…)
Leia o artigo completo no Jornal da Ciência
_________________________________________________________________________
Os artigos de opinião assinados não refletem necessariamente a opinião da Academia Brasileira de Ciências, sendo de inteira responsabilidade de seus autores.