Aquecimento global se aproxima do limite definido pelo Acordo de Paris

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Leia matéria de Luigi Pinzetta para Extra Classe, publicado em 4 de fevereiro:

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou, em janeiro, que 2025 foi um dos anos mais quentes já registrados. A análise reúne oito conjuntos de dados climáticos globais, baseados em medições feitas por satélites e por estações meteorológicas desde 1850.

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Assinado em 2015, por diversos países, o Acordo de Paris estabelece o compromisso de manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2 graus Celsius e limitar o aquecimento global a 1,5 grau. Para isso, é necessário reduzir 50% das emissões dos gases do efeito estufa até 2070 e zerar totalmente até 2100.

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O climatologista [e Acadêmico] Carlos Afonso Nobre, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e um dos cientistas mais respeitados, afirma que os países não estão próximos das metas estabelecidas no Acordo de Paris.

Pelo contrário, desde 2023, as emissões de gases de efeito estufa e a elevação da temperatura bateram recordes anuais.

“Agora, o que a ciência diz com clareza é que iremos atingir permanentemente os 1,5 grau Celsius até 2030”, alerta. “Isso porque os países continuam com as emissões altas, mesmo com as metas revisadas de reduzir 46% delas até 2030”.

Em cada Conferência das Partes (COP), os países estabeleceram as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são os esforços de cada país para reduzir as emissões nacionais e adaptar-se aos impactos da mudança do clima.

Segundo Nobre, na COP30, realizada no Brasil no ano passado, a maior parte dos países não estabeleceu metas rigorosas. Entre os três maiores emissores, apenas a China apresentou metas revisadas. A Índia manteve compromissos anteriores. Os Estados Unidos não compareceram e ainda deixaram o Acordo de Paris pela segunda vez sob o Governo Trump.

Recentemente, Carlos Afonso Nobre foi o primeiro brasileiro eleito como “guardião planetário”, parte do grupo Planetary Guardians que reúne pesquisadores e ativistas engajados em estudos e análises sobre ação climática.

Calor acumulado nos oceanos atinge um novo recorde

Um estudo publicado na revista científica Advances in Atmospheric Sciences indica que a temperatura média da superfície do mar ficou, em 2025, 0,49 grau Celsius acima da média de referência.

Os oceanos cobrem 71% da superfície do planeta e concentram cerca de 97% de toda a água da Terra. Eles absorvem mais de 90% do excesso de calor do sistema climático e até 30% dos gases de efeito estufa presentes na atmosfera.

Carlos Nobre explica que o aumento da temperatura do oceano leva à uma menor absorção dos gás carbônico excedente produzido pela queima de combustíveis fósseis e à acidificação da água. O que gera um impacto enorme na biodiversidade marinha.

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Leia a matéria na íntegra no site do Extra Classe