Leia artigo do Acadêmico Hernan Chaimovich, professor emérito do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente do CNPq, publicado no Jornal da USP em 22 de janeiro:
Há tempos que políticas públicas coerentes na área de ciência, tecnologia e inovação estão ausentes das estratégias de desenvolvimento no Brasil.
Há alguns anos, um seleto grupo de compatriotas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o Conselhão, apresentou ao presidente da República um documento intitulado A economia do futuro precisa de foco e metas claras. Na sequência, em junho de 2024, a presidência da República, pelo Decreto no 12.081, instituiu a Iniciativa Nacional de Projetos Tecnológicos de Alto Impacto. Logo em setembro do mesmo ano, pela Portaria Conjunta SRI-PR/MCTI no 113, os ministérios criaram o Conselho Nacional de Projetos Tecnológicos de Alto Impacto.
Supunha-se então que as propostas do documento original tivessem tido ampla repercussão, a ponto de fazer com que o Executivo e seus ministérios tivessem decidido colocá-las em prática de forma célere. Ledo engano. Depois das rápidas respostas a uma inteligente proposta, tudo ficou no Decreto e na portaria conjunta, sem que nenhuma ação prática fosse implementada.
O conteúdo da proposta inicial foi exibido no Conselhão pelo grupo de trabalho. Passo a comentá-la sumariamente, usando a forma verbal do presente, pois a inação burocrática torna esse procedimento necessário.
A criação de Polos Tecnológicos de Alto Impacto (PAI) tem como objetivo desenvolver soluções testadas e auditadas para desafios tecnológicos estratégicos, mediante articulação entre governo, setor privado e acadêmico. Os PAIs devem ter gestão profissional e agilidade. Os resultados esperados são aplicações econômico-industriais que elevem a produtividade e capacidade de agregação de valor da economia brasileira.
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Leia o artigo na íntegra no Jornal da USP
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