Em seu 20º ano no Brasil, o Para Mulheres na Ciência, programa do Grupo L’Oréal no Brasil, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a Unesco no Brasil, segue fortalecendo sua missão de impulsionar trajetórias científicas femininas e ampliar a representação das mulheres em campos essenciais para o desenvolvimento do país. Na edição de 2025, oito pesquisadoras foram reconhecidas com bolsas-auxílio de R$ 50 mil em áreas como Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática, além da inclusão inédita de Ciências da Engenharia e Tecnologia, que marca a expansão do programa e reafirma seu compromisso com a diversidade e a qualificação da produção científica no Brasil.
Ao longo de duas décadas, o programa tem consolidado seu impacto na sociedade e na ciência nacional. Desde sua criação, mais de 140 pesquisadoras foram premiadas, totalizando mais de R$ 7 milhões investidos em projetos que contribuem para o avanço científico do Brasil.
“Neste ano que celebramos 20 anos do Para Mulheres na Ciência no Brasil, reafirmamos o compromisso histórico do Grupo L’Oréal com o avanço da ciência e com o protagonismo feminino. A ciência é uma das ferramentas mais poderosas que temos para enfrentar desafios sociais, ambientais e tecnológicos. E, quando mulheres lideram essas pesquisas, ganhamos diversidade de perspectivas e inovação. As nossas laureadas mostram, ano após ano, que apoiar mulheres cientistas é investir em conhecimento confiável, em impacto social e no combate à desinformação. Isso é muito inspirador”, afirma Cristina Garcia, diretora de Pesquisa Avançada e Comunicação Científica do Grupo L’Oréal para a América Latina.
Na categoria Ciências da Vida, as vencedoras deste ano foram Jaqueline Sachett, Juliana Hipólito, Sonaira Silva e Luana Rosatto. Já na categoria Ciências da Engenharia e Tecnologia, quem ganhou foi Paula Maçaira. Renata Guerra foi reconhecida na categoria Ciências Matemáticas e Thaís Azevedo na categoria Ciências Físicas. Por fim, Vanessa Nascimento ganhou na categoria Ciências Químicas.
O prêmio foi entregue no dia 4 de dezembro, em cerimônia realizada no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte de um programa global que contempla anualmente mais de 350 jovens cientistas pelo mundo em 110 países por meio das iniciativas regionais e nacionais.

Conheça abaixo as vencedoras:
Ciências da Vida
O projeto da pesquisadora Jacqueline Sachett, professora da Universidade do Estado do Amazonas, aborda um problema crítico para populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas: os acidentes por animais peçonhentos, especialmente picadas de jararaca. Sua pesquisa investiga duas frentes complementares, a eficácia da fotobiomodulação – terapia com luz de baixa intensidade – como apoio ao tratamento com antiveneno, buscando reduzir infecções e acelerar a recuperação e o mapeamento das incapacidades físicas e neurossensoriais decorrentes do envenenamento, fundamentais para compreender sequelas de longo prazo e reforçar a necessidade de políticas públicas.
Já o projeto da professora do Instituto Nacional da Mata Atlântica, Juliana Hipólito, dedica-se a compreender com mais precisão a dinâmica entre polinizadores e plantas, um serviço ecológico essencial para a biodiversidade e a segurança alimentar global. Para revelar interações invisíveis aos métodos tradicionais, ela utilizará DNA ambiental coletado na Bacia do Rio Doce, técnica capaz de identificar material genético deixado no ambiente por diferentes organismos. O estudo analisará áreas com variados níveis de perturbação e restauração, permitindo mapear redes de polinização, desenvolver ferramentas inovadoras para avaliar a recuperação de serviços ecossistêmicos e orientar estratégias de conservação.
Outra vencedora da categoria Ciências da Vida foi a professora da Universidade Federal da Grande Dourados, Luana Rossato. A cientista investiga como a exposição a agrotóxicos e incêndios florestais no Pantanal pode favorecer o surgimento de fungos ambientais resistentes a antifúngicos e capazes de causar doenças graves em humanos. Seu estudo analisará fungos presentes em solo, água e vegetação sob diferentes níveis de contaminação, examinando seu material genético em busca de genes ligados à virulência e à resistência a medicamentos. Com isso, Luana busca apoiar estratégias de vigilância sanitária e alerta precoce para populações rurais e indígenas, reforçando a importância de enxergar a saúde humana, animal e ambiental de forma integrada.
Por fim, o projeto da pesquisadora Sonaira Silva, professora da Universidade Federal do Acre – Campus Floresta, investiga soluções para aprimorar o monitoramento das queimadas na Amazônia, prática ainda usada no manejo agrícola tradicional, mas que, com o avanço do desmatamento, da renovação de pastagens degradadas e de atividades ilegais, tem levado a incêndios cada vez mais frequentes e descontrolados. Seu projeto analisará áreas queimadas no Acre, combinando sensoriamento remoto, estudos de poluição do ar e inventários florestais para diferenciar queimadas agrícolas de incêndios florestais e compreender seus impactos na floresta, no clima e no uso da terra.
Engenharias e Tecnologia
A cientista Paula Maçaira é professora na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e estuda como o Brasil pode conduzir uma transição energética segura e eficiente em um contexto em que, apesar do avanço das fontes renováveis, a produção de petróleo e gás ainda é expressiva. Utilizando modelos de inteligência artificial e aprendizado de máquina, ela analisa riscos e incertezas envolvidos no descomissionamento de plataformas de petróleo e na substituição de combustíveis fósseis por alternativas sustentáveis. Seu trabalho busca apoiar decisões mais inteligentes e alinhadas ao futuro do planeta, em um momento em que o Brasil será um dos países que mais desativará plataformas no mundo, um processo que pode proteger os oceanos, gerar empregos qualificados e impulsionar a inovação nacional na transição energética.
Ciências Matemáticas
A professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Renata Rojas Guerra desenvolve métodos estatísticos capazes de analisar e prever dados que variam dentro de limites fixos – como proporções entre 0% e 100% – e que se modificam ao longo do tempo, fundamentais para acompanhar indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Seu trabalho utiliza imagens de satélite para monitorar os impactos de queimadas e desmatamento em biomas como Amazônia e Cerrado, contribuindo para políticas públicas ambientais mais eficazes, além de analisar indicadores educacionais para compreender desigualdades regionais. Renata também se dedica à divulgação científica por meio do StatUFSM, aproximando a sociedade da ciência e incentivando novas gerações, integrando teoria, análise estatística e aplicações práticas em prol do desenvolvimento sustentável.
Ciências Físicas
A pesquisadora Thais Azevedo Enoki Liarte é professora da Universidade de São Paulo (USP) e estuda como a assimetria das membranas celulares, que possuem composições diferentes em suas camadas interna e externa, influencia o funcionamento das células e pode estar relacionada a doenças. Focada em entender a distribuição do colesterol nessas camadas, ela busca identificar como alterações estruturais distinguem células saudáveis de células doentes, abrindo caminho para novos métodos de diagnóstico e, no futuro, para o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes, como antivirais e anestésicos.
Ciências Químicas
A professora da Universidade Federal Fluminense, Vanessa Nascimento, busca desenvolver um novo tratamento para a esporotricose, micose que cresce rapidamente no Brasil e tem no Rio de Janeiro seu principal foco. Diante das limitações das terapias atuais, ela pretende criar uma única molécula que combine o fármaco Itraconazol, com um outro composto químico, a naftoquinona e ao elemento selênio, visando um medicamento mais eficaz, acessível e com baixo impacto ambiental. Com materiais de baixo custo e alto rendimento, sua pesquisa alia inovação, sustentabilidade e impacto social, contribuindo para oferecer soluções nacionais para doenças negligenciadas que afetam principalmente populações vulneráveis.
Sobre o Grupo L’Oréal
O Grupo L’Oréal se dedica à beleza há 115 anos. Com seu portfólio internacional único de 38 marcas diversas e complementares, o Grupo gerou vendas no valor de 43.48 bilhões de euros em 2024 e conta com mais de 90 mil colaboradores em todo o mundo. Como líder mundial em beleza, a empresa está presente em todas as redes de distribuição: mercados, lojas de departamento, farmácias e drogarias, cabeleireiros, varejo de viagens, varejo de marca e e-commerce. Pesquisa & Inovação, e uma equipe de pesquisa dedicada de 4.000 pessoas, estão no centro da estratégia da L’Oréal, trabalhando para atender as aspirações de beleza em todo o mundo. Reforçando seu compromisso de sustentabilidade, a L’Oréal anunciou o programa L’Oréal Para o Futuro e estabeleceu metas ambiciosas de desenvolvimento sustentável em todo o Grupo para 2030, visando capacitar seu ecossistema para uma sociedade mais inclusiva e sustentável.
No Brasil, o quarto maior mercado de beleza do mundo, a companhia completou 65 anos em 2024 e é uma das líderes entre as empresas de beleza, com um portfólio de 22 marcas no país, como L’Oréal Paris, Maybelline, Garnier, Niely, Colorama, Kérastase, L’Oréal Professionnel, Matrix, RedKen, La Roche Posay, Vichy, SkinCeuticals, CeraVe, Lancôme, Giorgio Armani, Yves Saint Laurent, Ralph Lauren, Cacharel, Prada, Azzaro, Valentino e Mugler.
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