A noite de 6 de outubro de 2021 foi palco da Sessão Solene conjunta da Academia Brasileira de Ciências (ABC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Conrado Wessel (FCW) e da Marinha do Brasil.

A mesa de honra virtual foi composta pelo ministro de CT&I e astronauta Marcos Pontes; o diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha do Brasil, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, representando o Comandante da Marinha, almirante de esquadra Almir Garnier Santos; o presidente do CNPq, Acadêmico Evaldo Ferreira Vilela; o presidente da ABC, Luiz Davidovich; e o presidente da Diretoria Executiva da FCW, Acadêmico Erney Plessmann de Camargo.

CNPq: menções especiais de agradecimentos e novos pesquisadores eméritos

Pioneiro na concessão prêmios a pesquisadores, personalidades e instituições que atuam com destaque em prol da ciência, tecnologia e inovação no país, o CNPq fez suas principais homenagens no evento. 

As menções especiais de agradecimentos foram para a Delegação da União Europeia no Brasil, representada pelo embaixador Ignacio Ybáñez; para o Fórum Nacional de Pró-reitores de pesquisa e Pós-graduação (Foprop), representado pelo presidente Carlos Henrique de Carvalho (UFU); José Moscogliatto Caricatti, diretor-financeiro da FCW; Marcos César Pontes (MCTI); e Mário Neto Borges (UFSJ). 

Já os novos pesquisadores eméritos são José Galizia Tundisi (UFScar/Feevale), Adelaide Faljoni Alario (UFABC), Ana Maria Giulietti Harley (USP), Erney Plessmann de Camargo (Unifesp/FCW), Josildeth Gomes Consorte (PUC-SP), Magda Becker Soares (UFMG), Djairo Guedes Figueiredo (Unicamp), Fernando Galembeck (Unicamp), Carlos Américo Pacheco (Unicamp) e Guiherme Ary Plonsky (USP). 

Saiba mais na matéria do CNPq.

Outorga do Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia e do Farol da Marinha 

A Acadêmica Maria Manuela Carneiro da Cunha foi a grande homenageada da noite. Ela foi a escolhida para, em 2021, receber a mais importante honraria em ciência e tecnologia do país, atribuído ao pesquisador ou pesquisadora que tenha se destacado pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor para o progresso de sua área. A área do conhecimento contemplada nesta edição foi a de Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. 

Manuela é antropóloga, doutora em ciências sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), graduada em matemática pela Faculté des Sciences de Paris, com pós-doutorado na Universidade de Cambridge. Foi professora doutora da Unicamp e professora titular da Universidade de São Paulo (USP), onde, após a aposentadoria, continua ativa. É, ainda, professora emérita da Universidade de Chicago. Sua atuação envolve as áreas etnologia, história e direitos dos índios, escravidão negra, etnicidade, conhecimentos tradicionais e teoria antropológica. Foi bolsista de Produtividade em Pesquisa na categoria 1A. É membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Mundial de Ciências, a TWAS. Recebeu várias distinções, entre as quais a Ordem do Mérito Cientifico na Classe Grã Cruz, a Légion d´Honneur da França, a medalha Roquette-Pinto da ABA e a medalha da Francofonia da Academia Francesa. Em 2018 recebeu o Prêmio de Excelência Gilberto Velho para Antropologia conferido pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs). 

Ao agraciado com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto são concedidos diploma e medalha do CNPq e MCTI; premiação em espécie concedida pela FCW; e viagem em navio de Assistência Hospitalar, na Amazônia, e uma viagem à Antártica, oferecidas pela Marinha do Brasil. 

Prof. José Caricatti e Prof. Erney Camargo entregam o prêmio em espécie à Profa. Maria Manuela

Seguindo uma tradição da Marinha do Brasil, Manuela Carneiro da Cunha foi agraciada também com “o símbolo inequívoco de luz, que indica ao navegante o caminho seguro a trilhar”: o Farol. A honraria foi entregue pelo vice-almirante Paulo Cesar Colmenero Lopes, diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo.

O Prof. Evaldo Vilela, presidente do CNPq e o ministro de Estado do MCTI, Marcos Pontes, fizeram uma entrega simbólica do diploma e medalha do Prêmio.

O diretor-presidente da Fundação Conrado Wessel, Acadêmico Erney de Camargo, acentuou o significado muito especial do Prêmio Alvaro Alberto, “porque premia uma indigenista. Conheço a carreira da Maria Manuela desde a Constituinte e considero uma obrigação premiá-la pela dignificação de seu trabalho e pela competência apresentada ao longo de todos esses anos”, afirmou.

O almirante Marcos Olsen destacou a trajetória de Maria Manuela, “que a distingue na academia pela sua excelência na produção bibliográfica na área da antropologia”. Destacou que a parte do prêmio oferecida pela Marinha são as viagens à Amazônia e à Antártica, o que provocou o entusiasmo da premiada. Relatou que “o Prêmio Almirante Álvaro Alberto leva o nome do experimentado marinheiro, cientista e acadêmico, cuja tenaz dedicação ao serviço e aos interesses nacionais baliza até hoje as atividades de ciência, tecnologia e inovação no país”.

“Precisamos resistir todos juntos ao desmonte do Brasil”

A premiada agradeceu o prestigioso prêmio Almirante Álvaro Alberto, declarando de imediato que não o tomava como mérito pessoal. “Entendo que se trata sobretudo de uma manifestação de apoio à luta pelo Estado Democrático de Direito e, em particular aos povos tradicionais no Brasil.”

Ela relatou que há 33 anos e um dia, em 1988, os indígenas tiveram seus direitos originários reconhecidos na Constituição Federal. Mas 21 anos mais tarde, se tentou implantar a teoria do Marco Temporal, que desvirtua esses direitos. A palavra continua com o Supremo Tribunal Federal, que recentemente suspendeu um julgamento muito aguardado e que é esperado que seja retomado em breve. “Estamos vivendo uma época de grilagem e de devastação sem freios. As terras indígenas estão sendo invadidas tanto física quanto cartorialmente”, apontou a homenageada.

Maria Manuela destacou que os garimpeiros ilegais entram em massa nas áreas indígenas e envenenam com mercúrio os rios, os peixes e os humanos. “Decisões do Supremo para a extrusão dos invasores não chegam a ser obedecidas. Pedidos de pesquisa mineral cercam os territórios interditados que protegem os indígenas isolados, onde madeireiros também já avançam.  A violência e o desmatamento só aumentam. A biodiversidade, que os povos tradicionais sabidamente conservam e ampliam, está em risco. Acaba de ser anunciado que até patrimônios ambientais da humanidade como Fernando de Noronha e o Atol das Rocas serão afetados por leilões de petróleo e gás”, exaltou. E terminou sua fala com um apelo: “Precisamos resistir todos juntos ao desmonte do Brasil”.

Leia aqui seu discurso na íntegra. 

“Ciência é um caminho de resultados valiosos para o país”

O presidente do CNPq, Acadêmico Evaldo Ferreira Vilela, destacou ser aquele um dia de celebrar a excelência da ciência brasileira “e mostrar como nossa pesquisa científica e tecnológica é sólida e importante”. Lembrou que 2021 também é o ano em que o CNPq completa 70 anos de criação.

Vilela destacou que a trajetória exemplar da premiada, nos estudos e na luta pela valorização da história indígena e pelos direitos indígenas no Brasil, é uma referência mundial e que representa a importância da pesquisa científica para o desenvolvimento do país. “Nomes como o da professora Maria Manuela nos enchem de orgulho, pelo trabalho árduo e incansável de fazer ciência nem sempre nas melhores condições”, ressaltou. Ele completou ressaltando importância de referências como ela, “fundamentais para que possamos motivar novos pesquisadores, estimular os jovens a fazer ciência, reconhecer que é um caminho de resultados valiosos para o país”.

O presidente aproveitou para anunciar que o CNPq irá investir mais de R$ 150 milhões de reais em jovens pesquisadores, com bolsas para jovens doutores no país e no exterior.

Leia aqui seu discurso na íntegra.

Ciência gera desenvolvimento

Terminada a cerimônia do CNPq, chegou o momento do lançamento do novo vídeo de animação da ABC da série “Ciência gera Desenvolvimento”. Esta oitava produção da série homenageou o médico e pesquisador Sérgio Henrique Ferreira , que estudando os efeitos do veneno da jararaca, na década de 1960, identificou o fator de potencialização da bradicinina (BPF, na sigla em inglês), que seria precursor do captopril, potente medicamento anti-hipertensivo utilizado até hoje para controle da pressão alta em todo o mundo.

Apresentação dos novos membros da Academia Brasileira de Ciências

Eleitos na Assembleia Geral de 4 de dezembro de 2020 e empossados no dia 1º de janeiro deste ano, os novos membros se dividem em titulares, correspondentes e colaboradores.

Os membros titulares são eleitos por área. Os novos membros das ciências matemáticas são Daniel Marinho Pellegrino (UFPB) e Dessislava Hristova Kochloukova (Unicamp). Nas ciências físicas, Elisabete Maria de Gouveia dal Pino (USP) e Osvaldo Novais de Oliveira Junior (USP). Em ciências químicas, Adriana Raffin Pohlmann (UFRGS), Maria Valnice Boldrin Zanoni (Unesp) e Paolo Di Mascio (USP). As ciências da Terra elegeram Maria de Fatima Andrade (USP). Já na área das ciências biológicas, foram eleitos Fabiano Lopes Thompson (UFRJ) e Sonia Nair Báo (UnB). Nas ciências biomédicas, Erna Geessien Kroon (UFMG), Marcelo Marcos Morales (UFRJ) e Milena Botelho Pereira Soares (Fiocruz). Nas ciências da saúde, Arnaldo Lopes Colombo (Unifesp) e Fernando Celso Lopes Fernandes de Barros (UCPel). Nas ciências agrárias, Luiz Roberto Guimarães Guilherme (UFLA). As ciências da engenharia elegeram Fabio Bellot Noronha (INT), Oswaldo Luiz do Valle Costa (USP) e Roberto Schaeffer (UFRJ). Já na área das ciências sociais, foram eleitos Luiz Fernando Dias Duarte (UFRJ) e Nísia Verônica Trindade Lima (Fiocruz).

Os dois membros correspondentes eleitos foram Antônio Hélio de Castro Neto (Universidade Nacional de Cingapura) e Keith Gull (Universidade de Oxford/RU).

Os dois membros colaboradores foram Abílio Baeta Neves (UFRGS) e Davi Kopenawa Yanomami.

Assista ao vídeo com uma breve apresentação de cada um.

“No Brasil não fazemos pesquisa, fazemos milagre”

Convidada para saudar os novos membros da ABC, a Acadêmica Mariangela Hungria da Cunha destacou o milagre que é fazer ciência de excelência nesse país e ressaltou a confiança que a ABC deposita nos seus membros.

“Estamos capacitados para brilhar. Mas só chegaremos a esse futuro se conseguirmos atravessar o presente. Estamos preparados intelectualmente, mas sucateados na infraestrutura, nos recursos. Um presente incoerente. Como podemos contribuir para mudar isso?” perguntou a professora.

Hungria listou os conflitos do presente. “Nossas pesquisas levaram o Brasil a ser uma potência agrícola tropical e de segurança alimentar, país que produz alimentos para 800 milhões de pessoas, mas que tem alguém com fome, pedindo comida em cada esquina. País que anseia e já tem várias soluções tecnológicas e startups prontas para atuar via 5G, mas no qual milhões de crianças estão há meses sem conseguir acessar as aulas e tarefas online. Um país com um dos maiores quadros de cientistas especializados em mitigação na emissão de gases de efeito estufa e recuperação de áreas degradadas, mas onde biomas ardem e a floresta cai. Vamos fazer a ciência que o presente precisa e lutar pelo direito de nos prepararmos para a ciência disruptiva do futuro”, afirmou.

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“Caminhemos de mãos dadas, em busca de um futuro melhor para todos”

O novo Acadêmico Arnaldo Colombo falou em nome dos novos membros, agradecendo a eleição pra a ABC.  Ele elencou todos os fatores que levaram a sociedade contemporânea a enfrentar sua pior crise sanitária e econômica dos últimos 100 anos. Citou como grande obstáculo para estabelecer soluções de curto prazo “as bolhas sociais de intolerância que dificultam o diálogo e construção de ações coletivas, bem como pelo desprezo à Ciência e seus benefícios manifesto por várias lideranças e gestores públicos”.

Apesar das dificuldades, no entanto, Colombo enfatizou a necessidade fundamental de resgatar e reafirmar a capacidade dos cientistas “de reafirmar nossa capacidade de transformação da condição humana, o nosso compromisso com a geração de novos conhecimentos que agreguem valor ao desenvolvimento social e econômico e, sobretudo, o nosso entusiasmo em contribuir para a educação de futuras gerações.”

Colombo finalizou com um apelo para que todos caminhem “de mãos dadas em busca de um futuro melhor para todos, de um modelo econômico compromissado com o desenvolvimento cientifico, cultural e estado de bem estar social, assim como com a sustentabilidade do planeta.”

Leia aqui seu discurso na íntegra.

Medalha Henrique Morize 2021

A Medalha Henrique Morize foi criada em 2014 pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) com o propósito de homenagear indivíduos ou instituições que realizem ou tenham realizado contribuições expressivas para a ABC, bem como para o desenvolvimento da ciência brasileira. Os agraciados são selecionados pela Diretoria da ABC.

Em 2021, o homenageado foi o professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ildeu de Castro Moreira. Ele também é professor do Programa de Pós-graduação em História das Ciências, Ensino de Física e História da Física na UFRJ, e do Programa de Mestrado em Divulgação Científica da Fiocruz. Coordenou a Comissão Executiva do Ano Mundial da Física no Brasil (2005) e foi membro da Comissão Interministerial do Centenário do Voo do 14-Bis (2006).

Moreira era o diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do MCTI quando foi criada a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, e coordenou as edições de 2004 a 2012. É vice coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT). Foi um dos responsáveis por coordenar a pesquisa histórica do centenário da ABC, junto com José Murilo de Carvalho, e foi o responsável pela digitalização e disponibilização de todo o acervo dos Anais da Academia Brasileira de Ciências, desde sua criação em 1929, na Hemeroteca da Biblioteca Nacional.

Como presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) de 2017 a 2021, foi incansável na luta pela defesa do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. Conseguiu fortalecer ainda mais a colaboração da SBPC com a ABC e com várias outras instituições importantes de C&T. Moreira foi um dos protagonistas na criação da Iniciativa de Ciência e Tecnologia para o Parlamento, o ICTP.br

ABC tem por finalidade mostrar que a ciência é fator de prosperidade nacional

Ildeu Moreira agradeceu a honra de receber a Medalha Henrique Morize da ABC, que tem como outros medalhistas “pessoas de grande destaque na ciência brasileira, e que admiro muito, como Helena Nader, Jacob Palis e Jorge Guimarães”.  Também se disse feliz, emocionado e honrado pelo fato de a medalha levar o nome de Henrique Morize, “um dos fundadores e primeiro presidente da ABC, um cientista que prestou serviços muito relevantes para a ciência brasileira.”

O físico e historiados da ciência destacou duas frases de Morize, lá do início do século passado que, ao seu ver, ainda são plenamente atuais, em função do quadro grave da ciência brasileira. “Ele dizia que a base da riqueza nacional é a ciência pura, desinteressada, da qual nascem as aplicações práticas, tal como da semente resultam a planta e o fruto. As nações que a abandonam ficarão condenadas a serem países de segunda classe. E dizia também que a finalidade da ABC, na época denominada ‘Sociedade Brasileira de Sciencias’, consiste em espalhar a noção da importância da ciência como fator da prosperidade nacional.” Assim, é muito importante para o Brasil que a ABC continue a cumprir, como tem feito, esta importante finalidade.

 

Celebrando a vida, a diversidade, o conhecimento e a capacidade transformadora da ciência

O presidente da ABC, Luiz Davidovich, finalizou sua fala com uma mensagem de esperança. “A crise que atravessamos não impede que festejemos este grande momento na vida da Academia Brasileira de Ciências. Que festejemos também os 70 anos do CNPq. É um momento de reconhecimento da excelência da ciência brasileira, que nos dá esperança. Com nossa luta, com nosso trabalho, com nossa ciência, com a excelência hoje reconhecida, conseguiremos superar a crise e mudar o país.”

Antes disso, porém, destacou questões fundamentais. Em sua visão, a pandemia que atinge o mundo e o Brasil, em particular, é um alerta para repensarmos a sociedade humana e sua relação com o planeta. “Mais que nunca, a ciência, em uma perspectiva transdisciplinar, é necessária para enfrentar os grandes desafios globais, todos eles presentes em nosso país: as mudanças climáticas, a poluição do ar e do oceano, as pandemias, a destruição dos biomas, a crise energética, o esgotamento de recursos hídricos, a fome, a desigualdade e a miséria”, apontou o físico. Paralelamente aos desafios citados, Davidovich também apontou as novas tecnologias que têm o potencial de produzir mudanças profundas na sociedade humana, mas que trazem também preocupações éticas, “coexistem com a miséria, a fome e a desigualdade, e podem amplificar a desigualdade entre os que dominam e os que não dominam essas tecnologias”, alertou.

Para Davidovich, o Brasil não pode ficar alheio a essas questões. “O país necessita, com urgência, de uma mudança de rumo, de um projeto que vise superar suas fragilidades. Que esteja necessariamente ancorado na ciência e na inovação disruptiva, que aponte para uma sociedade democrática baseada no conhecimento e na igualdade de oportunidades, para um desenvolvimento sustentável nos âmbitos social, econômico e ambiental.”

O presidente da ABC parabenizou os novos membros pelo destaque que alcançaram em suas carreiras científicas, e convidou-os a participar das atividades da ABC, contribuindo para o desenvolvimento do país. “Precisamos de vocês, venham lutar conosco.”

Leia o discurso na íntegra.

Valorizando o passado, apostando no futuro

Finalizando o evento, o ministro astronauta Marcos Pontes cumprimentou todos da mesa de honra e destacou a parceria do CNPq, MCTI, a FCW e a Marinha do Brasil, “tão importante e inspiradora”. Ressaltou o prêmio à Maria Manuela Carneiro da Cunha, exaltando as novas instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz, reconstruída recentemente em função de um incêndio, que ela poderá visitar. Pontes afirmou que “este é um reconhecimento, não só pelo trabalho, mas pela capacidade de inspirar outros pesquisadores, sobretudo aqueles em início de carreira”.

O ministro observou que a pandemia mostrou o quanto a ciência é necessária e afirmou que “precisamos aprender com ela, porque certamente teremos outras pandemias.”

O astronauta declarou seu orgulho pelo trabalho dos cientistas brasileiros neste ano e meio da COVID-19 e reiterou as falas anteriores, no que diz respeito ao fato de que ciência não se faz sem dinheiro e da necessidade de que os recursos do FNDCT sejam integralmente liberados. “É através dessa liberação integral que vamos poder colocar um ponto de inflexão e reverter esse quadro de baixos recursos.” Ele defendeu a união de todos os setores da sociedade “para garantir a sobrevivência da humanidade e do próprio planeta.”


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