Francisco teve seu interesse pela ciência despertado ainda muito jovem, por meio de brinquedos infantis que continham experiências químicas e que eram, segundo ele, “coloridos e misteriosos”. Graduou-se em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1970 e concluiu o doutorado em Química Orgânica pela mesma instituição em 1978. Realizou estágios de pós-doutorado na Universidade Louis Pasteur de Strasbourg, na França, entre 1979 e 1980, e na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, entre 1981 e 1982.
É Professor Emérito do Instituto de Química da UFRJ. Ao longo de sua trajetória acadêmica, esteve vinculado ao Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (LADETEC) e aos Laboratórios Associados (LA) do Instituto de Química da UFRJ.
Atuou como professor visitante na Universidade Louis Pasteur de Strasbourg, em 1986, e na Universidade de Baltimore, em Maryland, Estados Unidos, entre 1995 e 1997. Suas áreas de interesse em pesquisa concentram-se em cromatografia gasosa de alta resolução, espectrometria de massas, geoquímica orgânica molecular, prospecção geoquímica de petróleo, meio ambiente interno e externo, qualidade do ar em ambientes fechados, controle de dopagem e outros problemas analíticos relacionados à química de produtos naturais, ambiental, forense, toxicológica, farmacológica, clínica, fina e industrial, além do controle de processos, matérias-primas e produtos, bem como da caracterização e remediação de emissões, resíduos e efluentes.
Recebeu diversos prêmios e distinções, entre os quais se destacam a Medalha Simão Mathias (2000), da Sociedade Brasileira de Química (SBQ); o Certificado de Apreciação (2001), da International Academy of Indoor Air Science (IAIAS); o Troféu Parceiros em Ação (2004), da Secretaria Especial de Prevenção à Dependência Química da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro; o Prêmio Petrobras de Tecnologia (2007); o título de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico (2010); a Medalha Walter Baptist Mors (2011), da SBQ; a Medalha Lavoisier (2011), do Conselho Regional de Química da 3ª Região; o título de Professor Emérito da UFRJ (2013); e a Placa e o Diploma Angelo da Cunha Pinto (2016), concedidos pelo Instituto de Química da UFRJ.
Para o acadêmico, é gratificante poder fazer da Química algo útil não apenas do ponto de vista teórico e acadêmico, mas também do ponto de vista prático. Por essa razão, sempre direcionou seu trabalho para a solução de problemas concretos da sociedade, buscando resultados com impacto e retorno mais imediatos.