*Tradução nossa do original em inglês disponível no site Nature.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, venceu a disputa pela reeleição no dia 25 de outubro, para alívio de muitos cientistas que temiam pelo futuro da pesquisa brasileira caso o candidato de direita Flávio Bolsonaro saísse vitorioso.
Nas últimas semanas, algumas das principais organizações científicas do Brasil, incluindo a Academia Brasileira de Ciências, no Rio de Janeiro, divulgaram uma carta aberta em apoio a Lula, ex-líder sindical de esquerda. O documento reuniu mais de 20 mil assinaturas. “É difícil expressar o tamanho da alegria da comunidade científica e da sociedade brasileira com a vitória de Lula”, afirma Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo.
Muitos temiam que, caso fosse eleito, Bolsonaro pudesse reduzir drasticamente o apoio à ciência brasileira e enfraquecê-la, tal como fez seu pai, Jair Bolsonaro. Jair foi presidente do Brasil de 2019 a 2023; durante esse período, ele cortou verbas destinadas à ciência e adotou uma retórica anticientífica ao longo da pandemia de COVID-19, colocando em dúvida a eficácia das vacinas e promovendo tratamentos sem comprovação científica. O ex-presidente não pôde se candidatar novamente, pois foi condenado à prisão por seu envolvimento em uma tentativa de golpe — articulada por ele após sua derrota para Lula na disputa pela reeleição em 2022. Atualmente, ele cumpre a pena em regime domiciliar, devido a questões de saúde.
(…)