Cérebros literalmente iluminados: o Nobel e a ciência brasileira

Leia artigo de Alicia Kowaltowski, médica e professora titular do Departamento de Bioquímica, do Instituto de Química da USP, para o Nexo:

A semana passada foi intensa para nós, cientistas brasileiros, oscilando entre a extrema preocupação e o total encantamento.

Por um lado, como comunidade científica, estamos enormemente preocupados. O resultado do primeiro turno traz a ameaça de retorno de lideranças políticas que, no passado, promoveram o desmonte e a perda sem precedentes de recursos e reconhecimento do valor da ciência e das universidades. Por outro, foram anunciados os laureados com o Nobel, uma linda celebração internacional da importância da ciência, dando visibilidade a ideias ilustres que impulsionaram para frente o conhecimento e as capacidades da humanidade.

Numa coincidência quase poética, o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina foi anunciado para uma descoberta que envolve cérebros iluminados – não como descrição figurativa dos laureados (Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel), mas sim como descrição literal da descoberta, que ilumina cérebros para estudar como eles funcionam, através da optogenética. A técnica parece ficção científica, uma ideia certamente “iluminada”: usar luz para ligar e desligar neurônios individuais com precisão, podendo assim estudar o que fazem.

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Leia o artigo na íntegra no site do Nexo.

 

(Alicia Kowaltowski para Nexo | Foto: Wikipedia)