34ª Sessão da ABC em Recife

Nos dias 10 e 11 de setembro foi realizada a 34ª Sessão Ordinária da Academia Brasileira de Ciências em Recife, no auditório Ivaldo Pontes do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia (i-LITPEG) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O evento integrou as atividades da vice-presidência regional da ABC para o Nordeste e Espírito Santo e foi coordenado pelos membros titulares da ABC Alcides Nobrega Sial e Valderez Pinto Ferreira.

Além da coordenadora, a mesa foi composta pelo vice-reitor da UFPE, Moacyr Araújo Filho; a presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), Maria Fernanda Pimentel; o pró-reitor de Pesquisa e Inovação (Propesqi-UFPE), Pedro Valadão Carelli; o representante dos membros titulares da ABC na UFPE, Gilberto Fernandes de Sá; e a diretora do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG-UFPE), Yeda M. B. de Almeida.

Maria Fernanda Pimentel, Gilberto Fernandes de Sá, Valderez Pinto Ferreira, Moacyr Araújo Filho, Pedro Valadão Carelli e Yeda M.B. de Almeida

O chairman do dia 10, que teve caráter multidisciplinar, foi o professor emérito da UFPE Cid Bartolomeu de Araújo, membro titular da ABC. Dentro do tema das mudanças climáticas e aquecimento global, o presidente da Granex S.A., professor Ricardo Jorge Lobo Maranhão, apresentou uma visão geológica e o professor do Departamento de Oceanografia da UFPE Moacyr Araújo Filho falou sobre a relação entre as mudanças do clima e a crise hídrica global.

A seguir, a vice-presidente da ABC Regional MG e CO, Mercedes Maria da Cunha Bustamante, professora e pesquisadora do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília, abordou as mudanças de clima do ponto de vista da biodiversidade.

Encerrando a manhã, o professor José Luiz de Lima Filho, do Instituto Keizo Asami- LIKA, fez uma palestra intitulada “Uma parceria japonesa para ajudar o mundo”, dentro do tema das ciências da saúde.

O segundo dia de reunião teve a professora Valderez P. Ferreira como chairman. O professor Igor Hamid, do Laboratório de Biogeoquímica Costeira da Universidade Federal do Ceará (LBC-UFC), falou sobre as anomalias de irídio no Jurássico da Bacia do Araripe e uma perspectiva global. Ainda dentro do tema da geoquímica e quimioestratigrafia elemental e isotópica, o professor Natan S. Pereira, da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), apresentou a palestra “Registros geoquímicos de razões metal/Ca em corais: acesso ao histórico ambiental de ecossistemas costeiros brasileiros.”

Em seguida, duas palestras focaram o que há de mais moderno no estudo e aplicação de isótopos estáveis não tradicionais. A primeira, pronunciada pelo membro afiliado da ABC Boniek Gontijo Vaz, do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás, intitulou-se “Lendo o passado através de isótopos estáveis e agrupados: moléculas como registros”. Já Daniel Ferreira Araújo, do Instituto Francês de Pesquisa para Exploração do Mar (IFREMER), em Nantes, explorou o estado atual do conhecimento sobre isótopos não-tradicionais, conectando geociências, ecologia e saúde humana.

Dois temas de muito interesse para o público da área das geociências finalizaram o evento.  O professor Miguel Angel S. Basei, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), tratou da zirconologia – o estudo científico do zircão como indicador de transformações da crosta terrestre. Finalmente, a origem e evolução dos dinossauros no Mesozóico foi o tema de Geovane Souza, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em substituição às palestras previstas do professor Alcides Sial e da professora Gerta Geller, impedidos de comparecer, a coordenação do evento organizou uma visita ao Laboratório de Isótopos Estáveis (Labise) do Departamento de Geologia da UFPE, que passou recentemente por uma reforma física e por uma importante expansão com a aquisição de um NEOMA, equipamento que permitirá a análise de isótopos radiogênicos, usado em datações de rochas e minerais, e isótopos estáveis não tradicionais.

(GCOM ABC)