Artigo do cientista Mario Murakami, vencedor do Prêmio FCW 2026, para a The Conversation
A transição para uma economia de baixo carbono não será feita apenas com painéis solares, turbinas eólicas e carros elétricos. Ela também dependerá de outra mudança profunda: substituir parte dos produtos hoje derivados do petróleo por moléculas, materiais, combustíveis e insumos produzidos a partir de plantas e micro-organismos.
Essa é a promessa da bioeconomia. E poucos países reúnem tantas condições naturais, industriais e científicas para liderá-la quanto o Brasil.
Essa afirmação não se baseia apenas em otimismo. Ela se apoia em cinco vantagens comparativas muito concretas: biodiversidade, biomassa disponível, terras degradadas mas recuperáveis com potencial produtivo, eletricidade de baixo carbono e uma experiência acumulada em bioenergia que poucos países possuem.
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