Leia artigo de opinião do diretor da ABC Álvaro Prata, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e Marcelo Prim, diretor de operações da Embrapii, publicado em O Globo em 14 de julho:
Há uma percepção consolidada de que o hidrogênio verde, produzido a partir de fontes renováveis como energia solar e eólica, é o principal combustível da descarbonização global. Governos, empresas e investidores anunciaram centenas de projetos e comprometeram recursos expressivos nessa direção.
Segundo o Hydrogen Council, os investimentos em projetos de hidrogênio de baixo carbono já superam US$ 110 bilhões em todo o mundo. Ainda assim, a Agência Internacional de Energia observa que grande parte dos projetos permanece em estágios iniciais e enfrenta desafios relacionados a custos, infraestrutura e criação de demanda. Cresce, assim, a percepção de que não haverá uma rota única capaz de conduzir a transição energética.
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Nesse contexto, o Brasil reúne condições favoráveis. O país dispõe de uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, abundância de gás natural e disponibilidade de biometano e biomassa sustentável. Essas características ampliam as possibilidades de inserção competitiva do país na nova economia energética.

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Em uma economia continental como a brasileira, a competitividade futura dependerá menos da adoção de uma tecnologia específica e mais da capacidade de combinar diferentes soluções de forma eficiente. O desafio não é escolher entre cores, mas construir uma estratégia nacional de descarbonização que transforme recursos naturais, conhecimento científico e capacidade industrial em vantagens competitivas.