Dia Mundial do Meio Ambiente: a floresta em pé e os rios livres como patrimônios da vida

*Leia artigo da farmacêutica e Acadêmica Vanderlan Bolzani, professora da Unesp e especialista em química dos produtos naturais da biodiversidade brasileira. Publicado em 8 de junho de 2026, no Jornal da Ciência

Celebrado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, durante a Conferência histórica ocorrida em Estocolmo, que se tornou um marco da governança ambiental global, fundamental para o meio ambiente do planeta terra. Mais do que uma data comemorativa, representa um chamado à consciência coletiva sobre a necessidade urgente de proteger os recursos naturais que sustentam a vida no planeta. Em um mundo cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas, pela perda da biodiversidade e pela degradação dos ecossistemas, esta data assume um significado ainda mais profundo: o de reafirmar o compromisso da humanidade com um futuro sustentável. No Brasil, com 6 biomas detentores de uma biodiversidade inigualável, é mais que um dever cidadão lutar pela nossa natureza, é um compromisso com as futuras gerações – incluindo filhos, netos, bisnetos!

Como cientista dedicada ao estudo dos produtos naturais de plantas, tenho convicção do papel da natureza não só no que diz respeito as mudanças climáticas, mas também devido ser o mais extraordinário laboratório químico da Terra, uma fonte rica de modelos moleculares de enorme valor agregado. Ao longo de milhões de anos de evolução, os organismos vivos desenvolveram uma imensa diversidade molecular, responsável não apenas pela manutenção dos ecossistemas, mas também pela geração de medicamentos, alimentos, cosméticos, bioinsumos e de outras inúmeras inovações que beneficiam a sociedade. A biodiversidade não é apenas um patrimônio biológico; é também um patrimônio científico, tecnológico, econômico e cultural.

(…)

Leia o artigo completo no Jornal da Ciência.

(Jornal da Ciência, 08/06/2026 | Foto: Léo Ramos)