Leia artigo do Acadêmico Marcelo Viana, diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France, publicado na Folha de S.Paulo em 5 de maio:
Como dispor balas de canhão no porão do navio de tal modo que caiba o maior número possível? Essa preocupação prática da marinha britânica deu origem ao problema matemático do empacotamento de esferas, formulado pela primeira vez em 1611 por Johannes Kepler: qual arranjo de bolas (idênticas) permite armazenar mais bolas por unidade de volume?
Kepler acreditava que a resposta seria o empacotamento hexagonal em camadas, que é justamente o modo como laranjas costumam ser exibidas na feira. Mas ele não sabia provar, e praticamente não houve progresso até meados do século 20.
Em 1953, o húngaro László Tóth reduziu o problema a um número finito (mas enorme!) de cálculos. Em 1998, o norte-americano Thomas Hales anunciou ter completado esses cálculos. Mas seu artigo era muito longo (250 páginas mais 3 gigabytes de código): os especialistas responsáveis por revisá-lo jogaram a toalha após quatro anos de trabalho.
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Guilherme Silveira, empresário brasileiro com formação em matemática me comunicou como usou automação com IA para obter resultados de pesquisa na área da minha tese de doutorado. Regularmente, os colegas me relatam como a assistência da inteligência artificial está mudando o modo como fazem matemática, e eu vejo o mesmo acontecendo comigo e com meus alunos. Gostemos ou não, a IA chegou para ficar e a matemática nunca mais será a mesma.
Leia o artigo na íntegra na coluna do autor na Folha de S. Paulo