
| Id | 381 |
| Nome Científico | Peixoto, M. M. |
| peixoto@impa.br | |
| Profissão | Professor de Matemática |
| Área de Especialização | Ciências Matemáticas |
| Categoria | Titular |
| Data de ingresso na ABC | 21/09/1949 |
| Data | 15/04/1921 |
| Cidade | Fortaleza |
| Estado/Província | Ceará , CE |
Rua Senador Vergueiro, 185 apto. 1102
Flamengo - Rio de Janeiro - RJ - 22230000 - Brasil
Sistemas dinâmicos.
Geometria dos números.
Engenheiro civil - Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, ENE/UB - 1943.
Professor (Cálculo e Mecânica racional) - ENE/UB - 1947.
Doutor - ENE/UB - 1947.
Professor - Brown University, Providence, R.I., EUA - 1964/1968.
Professor aposentado - Instituto de Matemática Pura e Aplicada, IMPA/CNPq - 1991.
Pesquisador emérito - Instituto de Matemática Pura e Aplicada, IMPA/CNPq - 2003.
1. Nasci em 1921 em Fortaleza (CE), filho de José Carlos de Matos Peixoto e de Violeta Rodrigues Peixoto. Tive sete irmãos e, de dois casamentos, tenho quatro filhos.
2. Formei-me em Engenharia Civil em 1943 pela antiga Escola Nacional da Universidade do Brasil. Nessa mesma Escola fiz em 1947 o concurso de Livre-Docência de Mecânica Racional em 1952 para a mesma disciplina, o de Cátedra.
3. No período de 1949 - 1951 visitei a "University of Chicago (USA)" pelo período de um ano e meio e em 1957 a "Princeton University (USA)" pelo período de um ano.
4. Em 1953 juntamente com Leopoldo Nachbin ajudei a fundar o IMPA/CNPq, ao qual me mantenho associado desde então e de onde me aposentei aos 70 anos.
5. Durante o período 1964 - 1968 fui Professor na "Brown University (USA)". Durante o período 1973 - 1978 fui Professor no IME/USP. Orientei 11 doutorados, no Brasil e nos Estados Unidos.
6. Exerci os seguintes cargos administrativos: Vice-Presidente do CNPq durante três anos (1971-1974); Presidente da Sociedade Brasileira de Matemática durante dois anos (1975-1977); Presidente do CNPq durante um ano (1979-1980); Presidente da Academia Brasileira de Ciências durante dez anos (1981-1991).
Seguem-se três comentários sobre etapas decisivas na minha formação como matemático.
7. Terminei o primeiro ano do curso secundário em 1932 no Ceará, transferindo-me em seguida para o Rio de Janeiro. O curso de Matemática do segundo ano do Colégio Pedro II, onde me matriculei, foi para mim um verdadeiro suplício. Não entendia nada nas aulas e certamente não estava em condições de seguir aquele curso. Fui reprovado em Matemática mas ainda assim poderia passar de ano desde que fosse aprovado num exame, chamado de segunda época, a ser realizado um pouco antes do começo do novo ano letivo, dentro de três meses.
Para preparar-me tomei como professor particular um amigo de família, Nelson Chaves, aluno da Escola Politécnica, posteriormente Escola Nacional de Engenharia.
Foi durante esses três meses de aula particular, visando a preparação de um exame específico, que pela primeira vez comecei a perceber o que era Matemática. Fiquei deslumbrado com as explicações e o entusiasmo do Nelson Chaves e pouco depois do sucesso no tal exame decidi que iria seguir alguma profissão que dependesse de Matemática.
8. Em 1939 matriculei-me na Escola Nacional de Engenharia onde tive como colegas de turma Leopoldo Nachbin e Marília de Magalhães Chaves. Esta, posteriormente, tornou-se minha esposa.
Ambos foram influências importantes no sentido de eu me tornar um matemático. Isso no sentido de procurar viver para e de Matemática. Para mim, naquela época, mais do que ninguém, Leopoldo Nachbin personificava esse ideal.
9. Uma outra influência formativa fundamental na minha carreira de matemático foi a de Solomon Lefschetz.
Conheci-o em 1957 quando passei um ano na Universidade de Princeton com a intenção de trabalhar com ele em Estabilidade Estrutural de Equações Diferenciais.
Eu próprio, há cerca de dois anos refletia sobre esse assunto e logo de saída verifiquei que Lefschetz via nele um grande futuro. E melhor ainda, ficou muito interessado no que eu estava querendo fazer.
Ofereceu-me Lefschetz uma mesa no seu espaçoso gabinete e praticamente todos os dias úteis, durante um ano, conversávamos sobre Matemática e matemáticos e sobre tudo o mais debaixo do sol. Tornamo-nos grandes amigos, tanto quanto poderiam permitir sua eminência e o fato de que, aos 73 anos ele tinha mais do dobro de minha idade.
Desse grande matemático e desse grande homem aprendi grandes lições de Matemática e de vida, não raro expressas de uma maneira encantadora. Certa vez disse eu a Lefschetz: "The trouble with structural stability is that nobody cares for it". Ao que ele respondeu na hora: "No Mauricio, this is no trouble, this is your luck. Try to work as hard and as fast as you can on this subject because the day will come when you will not understand a single word of what they will be saying about structural stability; this happened to me in topology".
Diretoria:
Secretário-Geral da ABC - 1969/1977.
Vice-Presidente da ABC no biênio 1977/1979.
Vice-Presidente da ABC no biênio 1979/1981.
Presidente da ABC - 1981/1991.
Comissão de Seleção - 1992 até abril de 1998.
Membro
Conselho de Ciência e Tecnologia
jan/1996 - presente
Presidente
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
jan/1979 - jan/1980
Professor Honorário
Instituto de Matemática Pura e Aplicada
jan/1972 - jan/1978
Vice-Presidente
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
jan/1971 - jan/1974
Membro
Conselho Deliberativo
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
jan/1971 - jan/1974
Conselheiro
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
jan/1971 - presente
Membro
Conselho Técnico-Científico
Instituto de Matemática Pura e Aplicada
jan/1968 - presente
Diretor
Setor de Matemática
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
jan/1959 - jan/1964
Pesquisador Titular
Instituto de Matemática Pura e Aplicada
jan/1952 - jan/1972
Membro Fundador
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas
jan/ - presente
Condecorações
Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - set/1994
Prêmios
Prêmio Moinho Santista - Fundação Moinho Santista - 1969
Prêmio TWAS (Matemática) - Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento - 1987
PEIXOTO, M. M. 1959 . On structural stability. Annals of Mathematics. vol. 69 , p. 199 - 222
PEIXOTO, M. M. and PEIXOTO, M. C. 1959 . Structural stability in the plane with enlarged boundary conditions. Anais da Academia Brasileira de Ciências. vol. 31 , p. 135 - 160
PEIXOTO, M. M. 1962 . Structural stability on two-dimensional manifolds. Topology. vol. 1 , p. 101 - 120
PEIXOTO, M. M. 1982 . On end-point boundary value problems. Journal of Differential Equations. vol. 44 , p. 273 - 280
PEIXOTO, M. M. 1988 . Le point de vue énumératif dans les problèmes aux limites pour les équations différentielles ordinaires. I- Quelques exemples. Comptes Rendus des Académies des Sciences. vol. 307 , p. 197 - 198
KUPKA, I. and PEIXOTO, M. M. 1993 . On the enumerative geometry of geodesics. Proceedings of the Smalefest. p. 243 - 253
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