Aron Simis

Aron Simis
Id 61
Nome Científico Simis, A.
E-mail aron@dmat.ufpe.br; aronsimis@superig.com.br
Profissão Pesquisador , Professor universitário
Área de Especialização Ciências Matemáticas
Categoria Titular
Data de ingresso na ABC 26/03/1974

Nascimento

Data 00/00/0000
Cidade Recife
Estado/Província Pernambuco , PE
Pais Brasil

Endereço

Universidade Federal de Pernambuco
Departamento de Matemática
Centro de Ciências Exatas
Instituto de Pesquisa Siderúrgica
Av. Prof. Luiz Freire, s/n
Recife - PE - 50740540 - Brasil

Pesquisas

Álgebras graduadas.
Estruturas geométricas de tipo tangente.

Títulos

Bacharel (Matemática) - Universidade Federal de Pernambuco, UFPE - 1964.
M.Sc.(Matemática) - Queen's University, Kingston, Ontario, Canada - 1969.
Ph.D. (Matemática) - Queen's University, Kingston, Ontario, Canada - 1972.
Post-Doctoral Fellow- Brandeis University, Waltham, Mass., USA - 1973.
Visiting Professor - Max-Planck-Institut für Mathematik, Bonn, Alemanha - 1991.

Biografia

Nascido em Recife, Pernambuco, durante o auge dos estragos nazistas. De genitores judeus, emigrados de Iednetz, um ponto minúsculo cerca de Kishinev, na Bessarábia (então Romênia, hoje Rússia).
Infância sem qualquer rasgo especial para ciências exatas - antes, uma certa vocação para desenho livre, almanaques e futebol de rua. Aos 10-11 anos, totalmente adicto à própria confecção de histórias em quadrinho, com heróis beijando as mocinhas e tudo mais. Aos treze anos, a descoberta de Beethoven, Mozart e Mendelssohn (Mahler só viria muito depois, por obrigação da moda). Depois, os ambientes sombrios de Dostoievski, Gogol, Gold, Gorki, as aventuras exóticas de Karl May e Jack London.
Durante todos esses anos, muita geometria plana e, depois, espacial. Entusiasmo pela Matemática? Mais para competir com os colegas. Digamos, mais para o Serrasqueiro do que para Malba-Tahan, se isto esclarece.
O incrível fascínio exercido pela aura dos vestibulares, lendas contadas pelos colegas do irmão mais velho. Trezentos problemas de Física, mais tantos de Geometria, e todos os dias era um tal de quem faz mais, fez este, fez aquele - era quase o Departamento de Matemática de Harvard, versão cabocla dos idos dos 50.
No exame vestibular, um examinador perguntando (sim, havia provas orais também) a definição de derivada. Na sua vez, sabia. Os olhinhos do engenheiro brilharam: "É este! Pega!"
Arremessado contra um currículo de Matemática defasado, modelado num formato italiano do início do século, com Mecânica Racional e tudo mais. Um ano depois, a novidade: axiomas de conjuntos numéricos, álgebra linear e geometria diferencial de curvas e superfícies. Mas, a Geometria Analítica ainda era pelo Rey Pastor - aliás, que belíssimo livro!
Doutorado: era tanta álgebra para aprender nos ares gélidos de Kingston, Ontário! A teoria dos números algébricos, o Festschrift de Hilbert, a homologia de Cartan-Eilenberg, a teoria dos módulos realmente funcionando, todo mundo querendo verificar a trivialidade de fibrados. E grupos livres, abelianos e não-abelianos, escapando pelo ladrão dos "offices" dos alunos. E a Geometria Algébrica, que ninguém jamais lhe dissera existir, pulsando nas veias dos pesquisadores jovens recém-chegados, quase uma atmosfera de "Como é, você viu o Mestre pessoalmente? Que tal parece, é como dizem mesmo?..."
Tese de doutorado à mão e os volumes do EGA na cabeça, rumo a um pós-doutorado em Brandeis (Mass., US). 1976: Guggenheim Fellow! Brandeis e Harvard. Novamente, muita Geometria Algébrica. O reencontro com W. Vasconcelos. Um grande esforço de convergência para um tema comum. Eureka! E o início de uma longa colaboração que, com o tempo, envolveu algebristas alemães, americanos e italianos.
O advento gradual da Computação Algébrica, a invasão da Combinatória, o poderio de fogo da série de Hilbert-Poincaré. Nova reformulação na temática de pesquisa, esforço para redefinir grandes linhas em Álgebra Comutativa. Colaboração direta com cerca de 13 matemáticos estrangeiros e 3 brasileiros. Cooperação bilateral na forma de convênios (GMD, CNPq/NSF), organização de reuniões científicas internacionais.
O resto deve estar em Vita.

Comissões

Comitê Assessor do CNPq: 1985/1987
1994/1996 (Vice-Coordenador)
"Commission for Development and Exchange, International Mathematical Union" - 1986/1991. (Membro)
Conselho Técnico-Científico (CTC) do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) - 1997/....

Participações

Sociedade Brasileira de Matemática.
American Mathematical Society.
Academia de Ciências do Terceiro Mundo - 1994.
New York Academy of Sciences - 1996.

Prêmios

Bolsas

Bolsista - John Simon Guggenheim Memorial Foundation - 1976

Bolsista - Japan Society for Promotion of Science - 1990

Condecorações

Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidencia da República do Brasil - jan/2002

Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidencia da República do Brasil - nov/2006

Distinções

Graduate Students Honours Roll - Queen's University, Kingston, Ontario, Canada - 1972

Publicações Selecionadas

VASCONCELOS, W. and SIMIS, A. 1981 . The syzygies of the conormal module. American Journal of Mathematics. vol. 103 , p. 203 - 224

SIMIS, A. , ULRICH, B. and VASCONCELOS, W. 1993 . Jacobian dual fibrations. American Journal of Mathematics. vol. 115 , p. 47 - 75

SIMIS, A. , VASCONCELOS, W. and VILLARREAL, R. 1994 . The ideal theory of graphs. Journal of Algebra. vol. 167 , p. 389 - 416

SIMIS, A. , ULRICH, B. and VASCONCELOS, W. 1995 . Cohen-Macaulay Rees algebras and degrees of polynomial relations. Mathematische Annalen. vol. 301 , p. 421 - 444

SIMIS, A. and BRUMATTI, P. 1995 . The module of derivations of a Stanley-Reisner ring. Proc. Amer. Math. Soc. vol. 123 , p. 1309 - 1318

SIMIS, A. , ULRICH, B. and VASCONCELOS, W. 1997 . Tangent star cones. Journal für die Reine und Angewandte Mathematik. vol. 483 , p. 23 - 59


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