Acadêmicos

Angelo da Cunha Pinto

Angelo da Cunha Pinto
Id 40
Nome Científico Pinto, A. C.
E-mail angelocpinto@gmail.com; angelo@iq.ufrj.br
Profissão Pesquisador , Professor universitário
Área de Especialização Ciências Químicas
Categoria Titular
Data de ingresso na ABC 05/03/1997

Nascimento

Data 02/12/1948
Cidade Marco de Canavezes
Estado/Província ,

Endereço

Rua Doutor Nilo Peçanha, 125 - apto. 1402
Ingá - Niterói - RJ - 24210-480 - Brasil

Pesquisas

Plantas medicinais.
Síntese de heterociclos.
Determinação estrutural de substâncias naturais e atividade biológica.
Desenvolvimento e aplicação de técnicas analíticas na caracterização de constituintes de extratos brutos vegetais.

Títulos

Farmacêutico - Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ - 1971.
M.Sc. - Instituto Militar de Engenharia, IME - 1974.
D.Sc. - UFRJ - 1985.
Professor titular - UFRJ - 1993.

Biografia

Infância de menino de bairro, sem ficar mais tempo na rua, porque os pais, imigrantes portugueses, obrigavam ao trabalho diário. Horas livres só para as missas dominicais, para o tempo de escola e obrigações escolares. Os livros eram o melhor álibi para não trabalhar no comércio dos pais.
A entrada na universidade foi a carta de alforria. Nada melhor do que mostrar aos pais um diploma de nível superior. Estes, como bons portugueses, desejavam um filho médico, porque padre era certo que não teriam. Mas como ser médico com todo aquele medo de sangue? Vermelha, só a cor das anilinas... O jeito foi enganar os pais e prestar concurso para a faculdade de Farmácia. Na época, a Escola de Farmácia tinha tradição em química orgânica, que permanece até hoje.
Era 1968, o planeta fervilhava. O mundo abria suas portas para um jovem de 19 anos. Podia-se escolher a porta da frente ou a dos fundos. Política, cinema e outros prazeres eram o cotidiano dos universitários. A dúvida para seguir uma carreira de ator de teatro, iniciada na Escola Villa Lobos na Praia do Flamengo, levou à conclusão do curso, e ao ingresso imediato na pós-graduação do Instituto Militar de Engenharia, recém-criada.
Com o fim do Mestrado veio o convite para trabalhar no Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e a concretização do sonho de ser Professor universitário.
As discussões cientificas no NPPN se iniciavam nas manhãs das segundas-feiras no laboratório e se prolongavam nos encontros no bar da Praia Vermelha, depois do jogo de futebol das sextas-feiras. Respirava-se Química.
Em l986, veio a transferencia para o Instituto de Química, e o começo de uma nova fase, primeiro como Diretor Adjunto de pós-graduação do Instituto, e depois como vice e, em seguida, presidente da Sociedade Brasileira de Química.
Nestes anos de atividade cientifica ininterrupta o convívio diário com os orientandos de Mestrado, Doutorado e Iniciação Científica proporcionaram grandes alegrias. Foram quase cinqüenta entre mestrandos e doutorandos. Com cada orientando sempre aprende-se algo; gratificante é ter a certeza de que muitos serão melhores do que o mestre.
Este resumo biográfico termina com a constelação MMM - Maria, Mariana e Manuel, e a certeza de que com eles a vida é ótima e mais fácil, pena que seja uma só. Se outras houvesse, a opção seria estudar Química, o relicário que esconde o segredo da vida.

Posições

Professor Titular
Instituto de Química
Universidade Federal do Rio de Janeiro
jan/1993 - presente

Prêmios

Condecorações

Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - mar/1998

Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - jun/2004

Homenagens

Químico do Ano e Retorta de Ouro - Sindicato dos Químicos e dos Engenheiros Químicos do Rio de Janeiro - 1995

Medalhas

Medalha Simão Mathias - Sociedade Brasileira de Química - 1997

Publicações Selecionadas

PINTO, A. C. , GONÇALVES, M. L. A , BRAZ FILHO, R. , NESZMELYI, A. and LUKACS, G. 1982 . Natural abundance 13C-13C coupling constants observed via double quantum coherence: Structural elucidation of velloziolide, a diterpene with a novel skeleton. J. Chem. Soc. Chem. Commun. p. 293 - 295

PINTO, A. C. , PATITUCCI, M. , DA SILVA, R. S. , QUEIROZ, P. P. S. and KELECOM, A. 1983 . Pimarane and cleistanthane diterpenes from Velloziaceae: absolute configuration and biomimetic conversion. Tetrahedron Letters. vol. 39 , p. 3351 - 3354

PINTO, A. C. , FIGUEIREDO, M. R. and EPIFANIO, R. A. 1992 . Diterpenes from Vellozia patens. Phytochemistry. vol. 31 , p. 1681 - 1686

AZEVEDO, D. A. , AQUINO-NETO, F. R. , SIMONEIT, B. R. T. and PINTO, A. C. 1992 . Novel series of tricyclic aromatic terpanes characterized in Tasmanian Tasmanite. Organic Geochemistry. vol. 18 , p. 9 - 16

PINTO, A. C. , EPIFANIO, R. A. and CAMARGO, W. 1993 . Synthesis of enantiomeric gibberellin analogs from natural isopimaranes. Tetrahedron Letters. vol. 49 , p. 5039 - 5046

PINTO, A. C. 1995 . O Brasil dos viajantes e dos exploradores e a química de produtos naturais brasileira. Química Nova. vol. 18 , p. 608 - 615

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