Acadêmicos

Paulo de Tarso Alvim

Paulo de Tarso Alvim
Id 423
Nome Científico Alvim, Paulo De T.
E-mail pauloalvim@uol.com.br
Profissão Engenheiro agrônomo , Professor universitário
Área de Especialização Ciências Agrárias
Categoria Titular
Data de ingresso na ABC 16/02/1971

Nascimento

Data 23/02/1919
Cidade Ubá
Estado/Província Minas Gerais , MG
Pais Brasil

Endereço

Rua Marquês de São Vicente, 225
Gávea - Itabuna - BA - 22453-900 - Brasil

Pesquisas

Fisiologia vegetal aplicada à agricultura.
Estudo dos fatores ecofisiológicos que determinam a produtividade das plantas, especialmente cultivos tropicais como cacau e café e essências florestais.
Sistemas de produção agrícola para regiões tropicais úmidas (especialmente Amazônia e Mata Atlântica).




Títulos

Engenheiro agrônomo - Universidade Federal de Viçosa, UFV - 1940.
Ph.D.- Cornell University Ithaca, N.Y.- 1948.

Biografia

Paulo de Tarso Alvim passou sua infância e adolescência em sua cidade natal, Ubá (MG), onde fez seus cursos primário e secundário no Colégio Brasileiro e no Ginásio Mineiro Raul Soares, respectivamente. Órfão de pai aos dois anos de idade, sua educação, assim como a de seus três irmãos maiores, ficou sob a responsabilidade de sua mãe, que para tanto exerceu por muitos anos a profissão de costureira. Em 1937, prestou vestibular para o curso de agronomia na Escola Superior de Agricultura e Veterinária do Estado de Minas Gerais (ESAV), hoje Universidade Federal de Viçosa (UFV), sendo aprovado em 3º lugar entre 130 candidatos. Formado Engenheiro Agrônomo em dezembro de 1940, foi convidado para ser Professor Assistente de Botânica na ESAV onde, com o apoio de Octávio de Almeida Drumond, ministrou em 1943 o primeiro curso de Fisiologia Vegetal oferecido no Brasil para estudantes de Agronomia. Em 1945, por indicação da própria ESAV, foi agraciado com uma bolsa de estudos do "International Institute of Education" para fazer curso de pós-graduação na Universidade de Cornell (EUA), onde, em janeiro de 1948, obteve o título de PhD em Fisiologia Vegetal com tese sobre o tema "Studies on the mechanism of stomatal behavior". Ao retornar, iniciou pesquisas sobre fsiologia de plantas cultivadas e sobre a ecologia dos cerrados. Demonstrando a estreita correlação entre esse tipo de vegetação e as características químicas do solo, contribuiu para as técnicas de manejo do solo que permitiram a expansão da agricultura na região dos campos cerrados. Em 1949, por ocasião do 2º Congresso Sul-Americano de Botânica, em Tucumán, Argentina, coordenou o movimento que resultou na criação da Sociedade Botânica do Brasil, atualmente com mais de 2000 associados.
Seu pioneirismo no campo da Fisiologia Vegetal foi logo reconhecido, tendo resultado em convite formulado pelo Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas (IICA/OEA), o que o levou a trabalhar por 12 anos em diversos países da América Latina, principalmente na Costa Rica e no Peru. Entre 1951 e 1955, foi pesquisador e professor da Escola de Pós-Graduação do IICA em Turrialba, Costa Rica, onde realizou pesquisas sobre fisiologia da produção do cacaueiro e do cafeeiro e orientou cinco teses de mestrado. Suas pesquisas contribuíram significativamente para aumento da produtividade dos cafezais daquele país. Entre 1955 e 1962 atuou no IICA de Lima (Peru), onde colaborou com a Universidad Nacional Agrária "La Molina" no ensino de Fisiologia Vegetal e na implantação de sua escola de pós-graduação. Nesse período orientou cerca de trinta estudantes na redação de teses de graduação e/ou mestrado. Suas pesquisas com cultivos irrigados permitiram-lhe descobrir o fenômeno a que denominou "hidroperiodismo", relacionado com o mecanismo da floração do cafeeiro e de outras espécies tropicais, além de ter inventado o primeiro porômetro portátil para avaliar o grau de abertura dos estômatos em condições de campo, conhecido na literatura especializada como "Porômetro de Alvim".
Em 1963, colaborou com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) nos trabalhos de planejamento e implantação do Centro de Pesquisas do Cacau (CEPEC). Foi o principal dirigente técnico da CEPLAC durante 25 anos (1963 a 1988), período em que a produção brasileira de cacau registrou o maior aumento de sua história, passando de uma média anual de 130 mil t/ano em 1961-1965 para 380 mil t/ano em 1983-1988. Na Amazônia, a produção que era de 2 a 3 mil t/ano, elevou-se para 50 a 60 mil t/ano. Aposentado da CEPLAC em 1989, atualmente (1995) é Presidente da Fundação Pau-Brasil (ONG), dedicada a atividades conservacionistas e a estudos sobre agricultura sustentável em regiões tropicais úmidas. Como Professor Honorário da UFBA, orienta estudantes de mestrado nos laboratório de Fisiologia Vegetal do CEPEC. Publicou cerca de duas centenas de trabalhos técnico-científicos (em revistas, capítulos de livros, anais de conferências), cinco livros (como editor e co-autor), e pronunciou centenas de conferências em Congressos nacionais e internacionais.
Casado em segunda núpcias com Simone Maria Cerqueira Alvim, é pai de seis filhos (Marília, Paulo Cesáreo, Heloisa, Leonardo, Alexandre e Fátima) e tem três netos (Daniel, Chantra e Nanda). Seu principal "hobby" é a fotografia.

Comissões

Presidente - Comissão Organizadora do Simpósio sobre Ecologia e Agricultura Sustentável - 1992.

Posições

Pesquisador Emérito
Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas
Organização dos Estados Americanos
jan/1979 - presente

Prêmios

Condecorações

Comendador da Ordem do Mérito da Bahia - Governo do Estado da Bahia - 1975

Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidencia da República do Brasil - jun/1995

Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidencia da República do Brasil - ago/2002

Distinções

Diploma de Honra ao Mérito - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - 1978

Diploma de Honra ao Mérito - Sociedade Argentina de Fisiologia Vegetal - 1978

Pesquisador emérito - Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas - 1979

Homenagens

"Gold Award" - Aliança dos Países Produtores de Cacau - out/2002

Medalhas

Medalha do Mérito Agronômico do Brasil - Federação de Engenheiros Agrônomos do Brasil - 1973

Medalha Jubileu de Prata - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - 1973

Medalha Agrícola Interamericana - Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas - 1979

Medalha da Ordem do Mérito do Ex-aluno - Universidade Federal de Viçosa - 1980

Prêmios

Prêmio "Frederico de Menezes Veiga" - Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias - 1973

Prêmio Agricultura de Hoje - Editora Bloch - 1976

Prêmio Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia - Governo Brasileiro - 1994

Prêmio Internacional de Ciências "Bernardo A. Houssay" - Organização dos Estados Americanos - 1995

Títulos Honoríficos

Doutor honoris causa - Universidade Federal da Bahia - 1985

Publicações Selecionadas

ALVIM, PAULO DE T. 1960 . Moisture stress as a requirement for flowering of coffee. Science. vol. 32 , p. 354 -

ALVIM, PAULO DE T. 1962 . A new type of porometer for measuring stomatal opening and its use in irrigation studies. Symposium on Methodology of Eco-Physiology. p. 325 - 329

ALVIM, PAULO DE T. 1975 . A new dendrometer for monitoring cambium activity and changes in the internal water status of plants. Turrialba. vol. 25 , p. 445 - 447

ALVIM, PAULO DE T. 1977 . Cacao. Ecophysiology of Tropical Crops. p. 219 - 313

ALVIM, PAULO DE T. 1980 . Comparação entre os cerrados e a região amazônica em termos agroecológicos. Simpósio sobre o Cerrado, 50. p. 141 - 160

ALVIM, PAULO DE T. 1990 . Agricultura apropriada para o uso contínuo dos solos na Região Amazônica. Espaço, Ambiente e Planejamento. vol. 2 , p. 1 - 72

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