Doenças Negligenciadas

Introdução

O termo "doença negligenciada" data da década de 70 e refere-se a doenças causadas por agentes infecciosos e parasitários, como Doença de Chagas, Doença do Sono, Leishmanioses, Malária, Febre Amarela, Tuberculose, entre outros. Tais doenças tendem a ser endêmicas em populações de baixa renda, representando, portanto, um problema latente na África, Ásia e nas Américas. A adoção do adjetivo "negligenciada" tomou como base o fato de que tais enfermidades não despertam o interesse das grandes empresas farmacêuticas para a produção de medicamentos e vacinas. Além disso, a pesquisa neste setor não conta recursos suficientes, o que gera a escassez dos métodos de profilaxia disponíveis em todo o mundo.

No Brasil, as doenças negligenciadas também sofrem com uma disponibilidade de recursos muito aquém do necessário ao seu combate. Nesse sentido, é um desafio para a comunidade científica brasileira criar meios de se diagnosticar, tratar e superar tais doenças com os orçamentos destinados ao setor.

Visando prover subsídios para políticas governamentais relativas ao combate às doenças negligenciadas, a ABC criou, em 2009, um Grupo de Estudos sobre doenças infecto-contagiosas, coordenado pelo Acadêmico Wanderley de Souza, que resultou, em 2010, na publicação Doenças Negligenciadas, mais um volume da série Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Nacional: Estudos Estratégicos, editada pela ABC.


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