
| Id | 1078 |
| Nome Científico | Rech, E. L. |
| Profissão | Biologista molecular , Engenheiro agrônomo , Pesquisador científico , Professor |
| Área de Especialização | Ciências Agrárias |
| Categoria | Titular |
| Data de ingresso na ABC | 08/06/2005 |
| Data | 15/11/1956 |
| Cidade | Rio de Janeiro |
| Estado/Província | Rio de Janeiro , RJ |
Parque Estação Biológica - PqEB
Brasília - DF - 70770-900 - Brasil
Biologia molecular
Biotecnologia
Economia
Genética
Nanotecnologia
Sociologia
Estudos sobre a manipulação genética de processos biológicos utilizando a tecnologia do DNA recombinante.
Desenvolvimento de processos e produtos da biotecnologia.
Estudos de genomas e sistemas de introdução e expressão de biomoléculas em plantas, animais e microrganismos.
Propriedade intelectual de processos e produtos da biotecnologia.
Estudos dos impactos socio-econômicos da tecnologia do DNA recombinante associados à agropecuária global e avaliação da interface da Ciência e objetivos comerciais.
Bacharel (Engenharia Agronômica) - Universidade de Brasília - 1980.
Mestre (Fitopatologia) - Universidade de Brasília - 1983.
Doutor ("Life Sciences") - University of Nottingham, Inglaterra - 1989.
Pós-doutorado - University of Nottingham /Oxford, Inglaterra - 1990.
Elibio L. Rech Filho nasceu em 15 de novembro de 1956 no Rio de Janeiro, filho de Elibio L. Rech e Maria Aparecida P. Rech. Cursou o 1º grau no Rio de Janeiro até o ano de 1969, quando se mudou para a cidade de Assunção no Paraguai, onde terminou o 1º grau. Em Brasília a partir de 1973, realizou o segundo grau no Colégio Pré-Universitário de Brasília. Em 1976, ingressou na Universidade de Brasília, onde obteve o título de Bacharel (B.Sc.) em Engenharia Agronômica pela Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, em 1980, com o projeto final intitulado: Estudo sócio?econômico da agropecuária dos Cerrados, sob orientação do Dr. Dante Scolari. Obteve o título de Mestre (M.Sc.) em Fitopatologia pela Universidade de Brasília, em 1983, com a dissertação: Efeito antagônico de Bacillus subtilis, Pseudomonas spp. e Trichoderma harzianum a fungos fitopatogênicos. Em 1989, sob orientação do Dr. Hassan Bolkan. Obteve o título de Doutor (Ph.D.) em "Life Sciences", pela University of Nottingham, Nottingham, na Inglaterra, com a dissertação: Electric fields and Agrobacteria for gene transfer into plants. Sobre orientação do Dr. Edward Cooking e Dr. Mike Davey. Realizou Pós-doutorado em 1990 na University of Nottingham /Oxford na Inglaterra, sobre a manipulação de cromossomos artificiais de levedura (YAC's), parte do projeto do genoma humano. Recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Científico em 2002 e foi eleito Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências em 2005. Na EMBRAPA, a partir de 1990, o Dr. Elibio Rech criou e lidera até hoje um grupo de pesquisas, que constitui uma referência nacional e internacional na expressão de proteínas heterólogas em vegetais. Estuda a expressão de biomoléculas de valor farmacêutico e industrial em plantas, animais e microrganismos, com a meta de desenvolver sistemas de produção de fármacos recombinantes, a um custo mais reduzido. Fato que deverá possibilitar uma maior camada da população ao acesso a diferentes medicamentos, como hormônio do crescimento humano, fator IX, vários anticorpos, entre outros. Estuda os processos de integração e expressão de seqüências regulatórias em genomas. Estuda o genoma das glândulas produtoras de sedas de aranhas e a produção de novos materiais, que deverão ter um impacto significativo em vários setores da indústria. Estuda os impactos associados à agropecuária global e avaliação da interface da Ciência e objetivos sociais e econômicos. Estuda a evolução e aplicação da ciência para o desenvolvimento de processos e produtos através da manipulação da tecnologia do DNA recombinante. Tem estado ativamente envolvido em diferentes segmentos do Governo Federal sobre a questão da elaboração da lei, atividades de biossegurança e políticas de Ciência e Tecnologia. Demonstrou a capacidade tecnológica da biotecnologia instalada no Brasil, de participar efetivamente para a solução de problemas associados demandas sociais e econômicas, através do desenvolvimento das primeiras plantas transgênicas de soja e feijão contendo genes de interesse, e de contribuir no desenvolvimento de uma plataforma tecnológica para a produção de bovinos transgênicos. Desenvolveu diferentes processos patenteados. Foi Coordenador da Área de Biologia Molecular da EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia. Realizou visitas de caráter científico e empresarial, às principais Universidades e Instituições de pesquisas dos Estados Unidos, Canadá e Europa. Realizou expedição de coleta de germoplasma na Amazônia. Foi Membro do Grupo Técnico do PADCT, durante duas gestões (1992 a 1996). Foi Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Genética, na gestão 2000-2002. Recebeu o Prêmio por excelência da EMBRAPA em 1997, o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, Invento Brasileiro, tendo obtido a 1a colocação. Tem participado ativamente de conferências e entrevistas, através dos principais meios de comunicações, sobre a importância da evolução da Ciência e do conhecimento no desenvolvimento da sociedade. É Professor Orientador, de Mestrado e Doutorado, do Curso de Pós-graduação em Biologia Molecular da Universidade de Brasília, desde 1991 e Professor Orientador do Curso de Mestrado em Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília, desde 2000; É consultor das principais agências de fomento à pesquisa do país, e de diferentes revistas científicas nacionais e internacionais. Depositou 1997, uma tecnologia brasileira patenteada pela EMBRAPA, envolvendo um novo processo para modificação genética de soja e outras leguminosas, que possibilita a introdução de genes e produção de plantas transgênicas em alta freqüência. Este fato posicionou o grupo de pesquisa liderado, como uma referência mundial na área de desenvolvimento de plantas transgênicas. A nível nacional, o produto desenvolvido permitirá à EMBRAPA manter a competitividade na geração de novas cultivares de soja, frente aos produtos desenvolvidos pelas grandes empresas transnacionais. Em adição, o impacto da soja transgênica desenvolvida transporá as fronteiras do país e possibilitará utilização da planta de soja como vetor para introgressão da característica introduzida em variedades adaptadas, em países como os Estados Unidos, China e outros, com significativos impactos econômicos para o Brasil. Os recursos humanos e a infraestrutura montados para desenvolver esse projeto propiciaram à Embrapa ter sua PRIMEIRA patente de processo biotecnológico. A partir do ano 2010 até 2017, a patente de transformação depositada pela EMBRAPA, pelo sistema PCT (Patent Cooperation Treaty), incluindo os Estados Unidos, vários países da Europa, Escandinávia, África do Sul, Argentina, e outros países que constituem os principais mercados para a soja, deverá ser a referência para comercialização de soja.
Sociedade Brasileira de Genética.
Corpo editorial da Genetics and Molecular Research.
Pesquisador
Recursos Genéticos e Biotecnologia
Laboratório de Transferência de Genes
EMBRAPA
abr/1981 - presente
Condecorações
Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico - Presidente da República do Brasil - ago/2002
Prêmios
Prêmio por excelência - Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias - 1997
Prêmio Governador do Estado de São Paulo - Invento Brasileiro. - Governo do Estado de São Paulo - 1999
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