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Ciências Químicas | MEMBRO TITULAR

Carol Hollingworth Collins

(COLLINS, CAROL H.)

21/03/1931
Brasileira
08/06/2005

Depois do bacharelado em Química no Bates College, iniciou a sua carreira de pesquisadora na Iowa State University, onde se doutorou defendendo uma tese em Físico-Química e Química Orgânica. No seu primeiro trabalho publicado aplicou a recém descrita cromatografia gás-líquido, empregando um equipamento de construção caseira, para resolver uma controvérsia sobre quantificação. Fez um pós-doutorado na Universidade da Wisconsin, em Físico-Química Orgânica e iniciou as suas pesquisas na Química de Radiação no Brookhaven National Laboratory. Começou a trabalhar na linha de pesquisa sobre o comportamento do Cromo, tanto no estado sólido quanto em solução, durante um estágio no Centre de Physique Nucleaire, Louvain, Bélgica. A pesquisa na área da Química dos Átomos Quentes, com destaque para o Cromo, foi um dos assuntos estudados durante os anos subseqüentes, com diversos projetos completados (entre vários outros) no Western New York Nuclear Research Center, na State University of New York at Buffalo, no Roswell Park Memorial Institute e, durante três anos, em Centros de Pesquisa Nuclear na Ásia Sudeste (Taiwan, Filipinas e Indonésia).
A sua vida profissional perambulante cessou com a chegada ao Brasil em 1974 a convite do Diretor do IQ para integrar no programa de ensino, pesquisa e extensão da Universidade Estadual de Campinas. Nesta ocasião, iniciou a sua dedicação formal à área da cromatografia. A primeira disciplina ministrada no Brasil foi “Métodos de Separação”, a qual continua lecionando até os dias de hoje, tanto na pós-graduação quanto na graduação. A falta de um livro texto abrangente para graduação nesta área a induziu a coordenar a edição do livro “Introdução a Métodos Cromatográficos”, publicado em 1987 e revisado em 1990. Uma nova versão, com o título de “Fundamentos de Cromatografia”, será lançada em 2005.
Inicialmente a pesquisa na Unicamp deu mais ênfase às varias áreas da Radioquímica e Química Radioanalítica, para as quais o IQ possuía instrumentação. Estas pesquisas resultaram na defesa de quatorze teses e dissertações e vários trabalhos foram publicados e apresentados nas áreas gerais de química radioanalítica e radioquímica, quase sempre utilizando técnicas cromatográficas para especiação.
Com a aquisição de equipamentos para a cromatografia gasosa e líquida, a ênfase mudou para técnicas cromatográficas, inicialmente desenvolvendo métodos para a identificação e quantificação dos produtos de reações radioquímicas e da química da radiação. No decorrer dos anos, projetos na área de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência ganharam maior atenção e hoje as suas pesquisas são, principalmente, dedicadas à preparação de fases estacionárias para CLAE com propriedades diferenciadas das comercias. Trinta teses e dissertações já foram defendidas e inúmeros trabalhos foram publicados e apresentados, com destaque para as cromatografias.
Concluindo, no Brasil foram encontradas condições de trabalho e de vida que permitiram muitas realizações profissionais e pessoais, proporcionando várias contribuições ao Instituto de Química, à Universidade Estadual de Campinas, ao Brasil e às pessoas que compartilharam os seus ensinamentos ao longo destes anos.