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Ciências Biomédicas | MEMBRO TITULAR

Anita Dolly Panek

(PANEK, A. D.)

01/09/1930
Brasileira
16/02/1971

Nasceu na Polônia e chegou ao Brasil em 1940. Fez o curso de química na Escola de Química da antiga Universidade do Brasil já visando estudar as reações químicas nas células vivas. A Bioquímica sempre foi sua meta e teve oportunidade de ingressar em 1955 como Instrutora de Ensino na Cadeira de Microbiologia Industrial e Tecnologia das Fermentações de onde saiu quando da criação do Instituto de Química da UFRJ. A oportunidade que teve de permanecer, durante 24 anos, como membro do Conselho de Ensino para Graduados permitiu que ela participasse da implantação do regime de trabalho em dedicação exclusiva e da elaboração do regimento da pós-graduação da UFRJ. Esta experiência foi muito valiosa nos anos em que se dedicou também a atividades administrativas, sendo 13 anos na Diretoria Adjunta de Pós-Graduação do Instituto de Química e 17 anos na Coordenação da Pós-Graduação do Departamento de Bioquímica. Seu interesse pela pesquisa aliava-se ao seu desejo de ensinar e já em 1962 iniciava a orientação de teses de pós-graduação. Desde então, 38 alunos obtiveram seus títulos de mestre e doutor sob sua orientação e mais 10 estão trabalhando em suas teses no momento (setembro 1995). Recebe também nos seus laboratórios, em média, 10 alunos de iniciação científica por ano, oriundos de diferentes universidades brasileiras. Espera assim estar contribuindo para a formação de recursos humanos com alto grau de excelência e de profissionalismo. Sua pesquisa foi sempre direcionada ao estudo do metabolismo energético usando a célula de levedura como modelo experimental. De especial interesse internacional foram os estudos sobre o metabolismo de trealose, composto considerado hoje não apenas como fonte de energia, mas principalmente, como substância protetora de membranas e de proteínas quando a célula é submetida a estresses ambientais. Estas investigações já proporcionaram ao grupo que coordena cerca de 120 publicações em revistas internacionais e o registro de 3 patentes. As aplicações tecnológicas que derivam desta pesquisa básica têm tido ampla divulgação e a trealose vem sendo utilizada na preservação de materiais biológicos desidratados ou liofilizados. Cumpre-se assim outro objetivo seu, o de aliar a pesquisa básica à Biotecnologia a serviço da comunidade.