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Crise orçamentária atinge a física brasileira

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Publicado em 19/09/2017

A revista mensal "Physics World" traz na edição de outubro reportagem sobre a mobilização dos cientistas brasileiros contra os cortes no orçamento para pesquisa, desenvolvimento e inovação, realizada em 2 de setembro. A publicação dá destaque para os impactos diretos da crise de recursos na física brasileira.

A matéria, assinada pelo jornalista Henrique Kugler, mostra que os cientistas no Brasil se reuniram para protestar contra os cortes na ciência, que colocam em risco institutos e agência de fomento em todo o país. "Em setembro, cerca de 900 pessoas foram para as ruas no Rio de Janeiro para protestar contra a redução de orçamento, que tem abalado a ciência este ano. Ao mesmo tempo, cerca de 80 mil pessoas no Brasil assinaram uma petição online, iniciada em agosto, solicitando que o presidente do Brasil, Michel Temer, reverta os cortes", diz a reportagem.

O texto destaca também que em 2014 os investimentos em pesquisa no Brasil chegavam a R$ 10 bilhões, mas que a situação mudou radicalmente e para pior. "Este ano, o orçamento inicialmente planejado chegava a 1,4 bilhões de libras (aproximadamente R$ 5,9 bilhões), mas o novo governo que assumiu em agosto de 2016 após o impeachment de Dilma Rousseff reduziu-o ainda mais para 807 milhões de libras (aproximadamente R$ 3,4 bilhões)". O resultado do corte, diz a matéria, é que as agências de ciência estão ficando sem dinheiro agora.

A reportagem ilustra a crise com o caso do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que pode não ter recursos para pagar empregados e pesquisadores neste mês. Também são ressaltadas as difíceis condições de outros importantes centros de pesquisa, tais como o Observatório Nacional (ON), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), "que vive sua pior crise da história".

"Este mês, é esperado que o instituto fique sem dinheiro e não seja possível manter a infraestrutura de laboratório, em 24 milhões de libras (cerca de R$ 100 milhões), e até mesmo despesas básicas como a eletricidade", diz a matéria, ressaltando que o CBPF conduz pesquisas nas áreas de nanotecnologia e física de alta energia, sendo um dos mais importantes institutos de pesquisa no país.

Veja a reportagem na íntegra aqui.


(Ascom ABC)


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