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CIÊNCIA NA MÍDIA

Acadêmico fala ao G1 sobre grave risco a estudos na Antártica

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Publicado em 29/01/2018

Pesquisador polar há 30 anos com doutorado pela Universidade de Cambridge, o Acadêmico e vice-presidente do Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica, Jefferson Cardia Simões , falou ao Portal de Notícias da Globo, G1, que desde 2013 o governo federal não lança um novo edital para financiar projetos na Antártida.

Professor da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), Simões ressaltou que a falta de recursos ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), a partir de junho de 2018, ameaça as pesquisas de décadas realizadas na região. "De nada adiantará o investimento de dezenas de milhões de reais em uma nova Estação Antártica se não ocorrer um novo edital para pesquisa a ser realizada pelas universidades e institutos de pesquisa", afirmou.

"Hoje, o status de um país nos fóruns internacionais antárticos é dado pela qualidade da pesquisa de um país em uma região que representa quase 10% do Planeta Terra. O Brasil corre o risco de reduzir o seu status em uma região essencial para o meio-ambiente e para o futuro do Planeta Terra", acrescentou o pesquisador. Assista aqui ao depoimento.

Sobre o Proantar

Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) garante a presença da comunidade científica na Antártica desde o verão de 1982/83. O Brasil é membro pleno do Tratado da Antártica, assinado há 59 anos.

O Proantar apóia a execução de pesquisas que tenham por objetivo ampliar os conhecimentos dos fenômenos antárticos e suas influências sobre questões de relevância global e regional. Sua implementação logística está a cargo da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), vinculada ao Comando da Marinha (Ministério da Defesa - MD). Também são parceiros na execução do Programa o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), entre outros atores do setor público (Petrobras) e privado (Oi - empresa responsável pela transmissão de voz e dados de longa distância).

Ao CNPq cabe a responsabilidade pelo financiamento das pesquisas científicas na Antártida. Desde 1991, o CNPq participa da consecução dos objetivos científicos do Proantar. Durante estes anos o CNPq tem financiado, com recursos próprios ou em parcerias, projetos de pesquisa científica no continente Antártico. Neste período, as ações financiadas têm crescido no volume de recursos aplicados e na qualidade das pesquisas realizadas, o que culminou com o apoio a projetos brasileiros executados no âmbito do IV Ano Polar Internacional (API/2007-2009), com recursos dos Fundos Setoriais do MCTIC e do PPA do CNPq. O IV API, coordenado pelo ICSU, e pela Organização Meteorológica Mundial (WMO), foi um esforço conjunto, de mais de sessenta nações, para a realização de pesquisas científicas nos pólos da Terra.

No ano de 2009, com recursos do PPA do Proantar no CNPq e com aporte adicional de recursos por intermédio de Emendas ao Orçamento propostas no âmbito da Frente Parlamentar do Proantar, o CNPq lançou o Edital MCT/CNPq/PROANTAR nº 23/2010, com o objetivo de propiciar uma maior interação com pesquisadores de países sul americanos que tenham programas antárticos em andamento. Atualmente estão sendo executados 19 projetos aprovados do Edital nº 23/2009. Mais informações em www.cnpq.br.


(Ascom ABC)



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