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Atuação Nacional

Grupos de Estudos

Amazônia

A Amazônia é uma questão global, regional, mas, sobretudo, nacional. Como tal, o desafio de promover o seu desenvolvimento é uma questão de Estado, a ser debatida pelo governo e por toda a sociedade brasileira. Partindo desta visão e compreendendo a Amazônia como uma região estratégica para o Brasil e para o planeta, no ano de 2007 a ABC instituiu o Grupo de Estudos sobre a Amazônia.

Constituído por alguns dos principais cientistas brasileiros que desenvolvem pesquisa na e sobre a região, este grupo busca colaborar para a construção de um novo horizonte para a Amazônia, a partir da contribuição que pode ser aportada pela ciência, tecnologia e inovação. O marco balizador da ação da ABC nesta área tem sido o documento Amazônia: Desafio Brasileiro do Século XXI - A Necessidade de uma Revolução Científica e Tecnológica, produzido pelo grupo e apresentado pela ABC à sociedade brasileira no ano de 2008.

Biocombustíveis

O Grupo de Estudos sobre Biocombustíveis, coordenado pelos Acadêmicos Carlos Henrique de Brito Cruz  e João Alziro Herz da Jornada , foi criado em 2008 com o objetivo de apresentar uma avaliação geral sobre o estado da arte das pesquisas em bBiocombustível, focando em seus aspectos científicos e estabelecendo uma agenda propositiva para o tratamento da questão.

Uma meta do grupo era a elaboração de um documento que deveria enfatizar a diversidade e as especificidades locais no que se refere à capacidade de produção de combustível, particularmente o etanol de cana-de-açúcar; a possibilidade do Brasil cooperar com outros países para o desenvolvimento da produção do etanol de cana-de-açúcar, como forma de diversificar os fornecedores desse combustível no cenário internacional.

O grupo atuou em uma série de atividades, dentre as quais se destacam:

- A preparação de uma sessão especial sobre o papel da pesquisa científica na área dos biocombustíveis que ocorreu durante a Conferência Internacional sobre Biocombustível (Biofuel 2008), no dia 18/11, contou com a presença de vários especialistas do Brasil, Índia e Inglaterra.

- A elaboração da apresentação do presidente da ABC Jacob Palis na reunião de Academias do G8+5, em Roma. O grupo reúne os países mais ricos e mais cinco nações com economias emergentes (África do Sul, Brasil, China, Índia e México) - que ocorreu entre 26 e 28 de março em Roma, na Itália.

- A preparação do Seminário Internacional Scientific Issues on Biofuels em cooperação com a Intenational Academy Panel (IAP) que ocorreu entre os dias 24 e 25 de maio de 2010.

Doenças Negligenciadas

O termo "doença negligenciada" data da década de 70 e refere-se a doenças causadas por agentes infecciosos e parasitários, como Doença de Chagas, Doença do Sono, Leishmanioses, Malária, Febre Amarela, Tuberculose, entre outros. Tais doenças tendem a ser endêmicas em populações de baixa renda, representando, portanto, um problema latente na África, Ásia e nas Américas. A adoção do adjetivo "negligenciada" tomou como base o fato de que tais enfermidades não despertam o interesse das grandes empresas farmacêuticas para a produção de medicamentos e vacinas. Além disso, a pesquisa neste setor não conta recursos suficientes, o que gera a escassez dos métodos de profilaxia disponíveis em todo o mundo.

No Brasil, as doenças negligenciadas também sofrem com uma disponibilidade de recursos muito aquém do necessário ao seu combate. Nesse sentido, é um desafio para a comunidade científica brasileira criar meios de se diagnosticar, tratar e superar tais doenças com os orçamentos destinados ao setor.

Visando prover subsídios para políticas governamentais relativas ao combate às doenças negligenciadas, a ABC criou, em 2009, um Grupo de Estudos sobre doenças infecto-contagiosas, coordenado pelo Acadêmico Wanderley de Souza , que resultou, em 2010, na publicação Doenças Negligenciadas, mais um volume da série Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Nacional: Estudos Estratégicos, editada pela ABC.

Educação Científica

A educação tem por propósito maior a preparação dos indivíduos para a vida, capacitando-os para a realização pessoal e instrumentalizando-os para uma existência dignificante. De sua parte, o ensino da Ciência - compreendendo os preceitos da Ciência, Matemática e Tecnologia - deve ajudar os alunos a desenvolverem os conhecimentos e hábitos da mente imprescindíveis para a formação de cidadãos capazes de pensar criticamente e enfrentar os desafios da vida. Deve também prover aos mesmos das condições necessárias para o pleno exercício da cidadania, visando a construção e defesa de uma sociedade justa e democrática. O futuro do Brasil - sua habilidade de promover o desenvolvimento social e econômico e de criar uma sociedade justa - depende, em grande parte, da capacidade de se garantir uma educação de qualidade para o conjunto das crianças em idade escolar.

Tendo por base esta visão, a ABC tem desenvolvido ao longo de sua história distintas iniciativas visando contribuir para a melhoria do ensino de ciências no país. O Grupo de Estudos sobre Educação Científica, coordenado pelo Acadêmico Luiz Davidovich , surge então como um esforço para melhor coordenar as diferentes ações da Academia nesta área, a partir da mobilização de Acadêmicos que se preocupam com o tema e têm investido parte de seu tempo neste enorme desafio nacional.

Mudanças Ambientais Globais

As causas e os impactos das mudanças ambientais globais têm sido um tema que tem mobilizado a comunidade científica internacional e gerado enorme interesse na mídia e na sociedade como um todo. A ABC tem se debruçado sobre esse tema já há alguns anos e, acompanhando uma tendência internacional, mais recentemente resolveu envolver os comitês dos programas International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP), International Human Dimensions Programme on Global Environmental Changes (IHDP), World Climate Research Programme (WCRP) e International Programme on Biodiversity Science (DIVERSITAS), sob sua supervisão no Brasil, em uma única articulação, instituindo o Grupo de Estudos sobre Mudanças Ambientais Globais. Com esse movimento a ABC se coloca em sintonia com o Earth System Science Partnership (ESSP), que representa um esforço internacional de integração dos quatro grandes programas relacionados às mudanças ambientais globais.

Constituído por alguns dos principais especialistas brasileiros que trabalham com áreas afins, e coordenado pelo Acadêmico Carlos Nobre, este Grupo de Estudos busca desenvolver a visão da Academia sobre o tema, gerando recomendações para o governo e a sociedade brasileira, identificando lacunas da ciência brasileira na área, e apontando uma agenda de pesquisa em áreas estratégicas onde investimentos se fazem necessários.

Mulheres para a Ciência

O progresso científico e tecnológico transforma o mundo contemporâneo e a vida na terra de forma cada vez mais acelerada. Para dar conta dos crescentes desafios enfrentados pelas sociedades - seja nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento - um crescente número de cientistas, engenheiros, tecnólogos, técnicos, profissionais da saúde e da educação científica e tecnológica, dentre outros, se faz necessário. Juntos, estes profissionais poderão contribuir para enfrentar os grandes desafios hoje colocados, buscando para os mesmos soluções sustentáveis que permitam o desenvolvimento humano e a sustentabilidade do planeta. Dadas estas necessidades, devem ser oferecidas aos homens - e às mulheres - amplas oportunidades para o ingresso e exercício pleno em carreiras nas áreas de ciência e tecnologia.

Mas ao tempo em que as mulheres constituem metade da humanidade, mesmo em países em que elas conquistaram acesso amplo ao ensino superior, o número de mulheres estudando matemática, física e engenharia - dentre outras carreiras tecnológicas - longe está de ser equitativo ao de homens. Mulheres talentosas e capazes acabam por ser, na maior parte das vezes, afastadas destas áreas e as que persistem, normalmente se vêem isoladas e marginalizadas. Como resultante, a participação das mulheres cientistas e engenheiras na força de trabalho global continua profundamente limitada, com as que labutam na área dificilmente chegando às posições de cume hierárquico na carreira.

A ABC tem de longa data se preocupado com esse tema. Para fortalecer sua atuação nesta área, a ABC constituiu o Grupo de Estudos sobre Mulheres na Ciência. Reunindo proeminentes cientistas brasileiras, este grupo tem como desafio realizar ações que contribuam para a construção de um ambiente mais inclusivo às mulheres na Ciência brasileira.

Recursos Hídricos

A crise da água no século XXI, além de ser uma crise de escassez e de estresse de água, é principalmente uma crise de gerenciamento. Novas e criativas possibilidades de gerenciamento e governança de água podem ser desenvolvidas a partir de uma interação de pesquisadores e gerentes, sob a forma de apoio a projetos de gestão e cursos de treinamento. Por outro lado, análises estratégicas permanentes e de prospecção tecnológica são cada vez mais necessárias para diminuir a vulnerabilidade e os riscos de desabastecimento, deterioração da qualidade da água e escassez.

Com base neste pressuposto e entendendo ser este um desafio que requer ação, em 2008 a ABC estruturou o Grupo de Estudos sobre Recursos Hídricos no Brasil, coordenado pelo Acadêmico José Galizia Tundisi . Este grupo tem por objetivo agregar renomados pesquisadores brasileiros que trabalham com o tema para estabelecer a visão da Academia sobre estratégias de otimização do uso dos recursos hídricos em nosso país.

Recursos Minerais

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) tem, de longa data, se preocupado com os gargalos e desafios da política e da pesquisa relacionadas à exploração mineral no Brasil. Tal preocupação tem relação com sua própria gênese, por ter sido fundada por um grupo de engenheiros, dentre outros cientistas, com interesses voltados para minerais e rochas de uso industrial. Ilustrativo desta relação é o fato de que Eusébio Paulo de Oliveira, diretor do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, veio a ser o quarto presidente da ABC, no período de 1931-1933.

Compreendendo que a exploração dos recursos minerais requer a utilização maciça do conhecimento científico que se tem do subsolo e da gênese dos depósitos minerais, e procurando desenhar cenários sobre a futura demanda de recursos minerais, inclusive os energéticos, a ABC decidiu instituir, no ano de 2011, um Grupo de Estudos sobre Recursos Minerais. Este grupo tem como objetivo congregar alguns dos principais pesquisadores brasileiros da área das Ciências da Terra para estabelecer a visão da ABC sobre estratégias de utilização da ciência para a promoção do uso sustentável dos recursos minerais em nosso país. Tais estratégias são determinantes para que o Brasil possa explorar sua potencialidade mineral, de forma eficiente e sustentável, em benefício da sociedade brasileira e em prol de uma inserção mais competitiva do país na economia global.

Programas Científicos

Programa Aristides Pacheco Leão

Promovido pela ABC em parceria com a Capes, o programa visa identificar futuros cientistas entre estudantes de graduação e incentivá-los a ingressar na área de pesquisa.

Programa L’Oréal-ABC-Unesco para Mulheres na Ciência

O Programa visa premiar o talento de jovens cientistas brasileiras de todas as regiões do país por suas pesquisas de excelência nas diversas áreas da Ciência.

Parcerias Nacionais


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