pt_BR

Impa divulga edital de seu primeiro curso de graduação

*Matéria da Agência Brasil

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) divulgou nesta segunda-feira (27) o edital de seleção de estudantes para o IMPA Tech, seu primeiro curso de graduação. O bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação vai começar em 2024, no Porto Maravalley, polo de tecnologia desenvolvido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, na zona portuária da cidade.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de 29 de novembro a 28 de dezembro, no site do Impa. A matrícula também será gratuita e os estudantes terão moradia e apoio financeiro. A duração será de quatro anos, com um ciclo básico de quatro períodos letivos.

Numa etapa posterior, os alunos poderão escolher entre as ênfases em Matemática, Ciência de Dados, Ciência da Computação ou Física. Para o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, o novo curso vai capacitar os estudantes para entrar de forma efetiva no mercado de tecnologia e inovação, atuando em áreas como inteligência artificial, machine learning, big data, entre outras.

“Sabemos bem do potencial do conhecimento matemático para contribuir para o desenvolvimento da geração de riqueza. A criação do IMPA Tech é mais uma iniciativa, de grande envergadura, do Impa para colocar esse conhecimento a serviço da sociedade brasileira”, disse Viana, em nota.

A localização do curso também é estratégica. O Porto Maravalley vai abrigar, além do IMPA Tech, startups e empresas de tecnologia, criando um ambiente de inovação e colaboração.

Processo seletivo

Para 2024, o processo seletivo usará o desempenho dos estudantes em olimpíadas do conhecimento e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Serão ofertadas até 80 vagas para alunos medalhistas do nível 3 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, promovida pelo Impa, e da Olimpíada Brasileira de Matemática; premiados nas modalidades A e/ou B da Olimpíada Brasileira de Química; níveis 2 e/ou 3 da Olimpíada Brasileira de Física e nas modalidades programação dos níveis 1 e 2 da Olimpíada Brasileira de Informática.

Segundo o edital, cada medalha garantirá uma pontuação diferente no processo de seleção do IMPA Tech.

Outras 20 vagas serão disponibilizadas para candidatos com melhor desempenho em Matemática no Enem. A seleção contará ainda com atividades em grupo e entrevistas individuais on-line.

O IMPA Tech terá vagas destinadas à ampla concorrência e reservará um quantitativo aos candidatos distribuídos em diferentes grupos de cotas, conforme detalhado no edital.

O IMPA Tech é um curso de ensino superior financiado pelo governo federal por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). A graduação conta com a parceria da Prefeitura do Rio, responsável pelo Porto Maravalley.

Acesse o site do Impa para mais informações sobre o IMPA Tech.

5ª edição do Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) criou, em 2019, o Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia, visando reconhecer o legado de profissionais que, por meio de suas pesquisas e descobertas, abrem caminhos para transformações no Brasil e no mundo. No ano de 2023 está na sua quinta edição. O prêmio se consolidou como uma das maiores premiações do país nas respectivas áreas.

O troféu CBMM, entregue na noite de 13 de novembro, é acompanhado de R$ 500 mil para cada vencedor

Na categoria Tecnologia, o vencedor foi o Acadêmico Nivio Ziviani, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Essa categoria é voltada para profissionais que tenham gerado impactos relevantes ao país no desenvolvimento de aplicações práticas. Na Categoria Ciência, para pesquisadores que colocaram o Brasil em destaque no cenário científico mundial, o escolhido foi o Acadêmico Wanderley de Souza (UFRJ/Finep).

Saiba mais sobre os premiados aqui.

No dia 13 de novembro, foi realizada a cerimônia de premiação, na sala Minas Gerais, em Belo Horizonte. Na abertura, o CEO da CBMM, Ricardo Lima, comentou a difícil escolha dos premiados. “Este ano foram mais de 220 inscritos nas duas categorias. Depois de rigoroso processo, divulgamos o resultado, damos visibilidade aos vencedores, prestamos contas aos órgãos competentes e, por fim, chegamos ao dia da celebração. A CBMM sempre valorizou e fomentou a educação, a ciência e a tecnologia, por acreditar que esses pilares realmente são capazes de transformar vidas. A realização de pesquisas científicas e tecnológicas é essencial ao desenvolvimento da cultura da inovação no Brasil. É nisso que acreditamos.”

Antes da premiação propriamente dita, apresentou-se a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, que tocou trechos de clássicos conhecidos. A apresentação emocionou o público, no que muito a excelente acústica da bela Sala Minas Gerais.

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais tocando no evento

O conhecimento abre portas

O Acadêmico João Fernando Gomes de Oliveira, membro do conselho de administração da CBMM, agradeceu ao regente da orquestra, José Soares, e a Fabio Mechetti, diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Em nome da CBMM, fez um agradecimento especial aos profissionais notáveis que integram a comissão julgadora do prêmio desde 2019. Desta estavam presentes o próprio João Fernando, Álvaro Prata, Edgar Dutra Zanotto, Jorge Guimarães, Helio Graciosa e Mario Neto Borges. Dois membros da comissão não puderam comparecer, por estarem fora do país: a presidente da ABC, Helena Bonciani Nader, e o ex-presidente Luiz Davidovich.

Membros da comissão julgadora presentes: atrás, Helio Graciosa, Edgar Zanotto e Álvaro Prata. Na frente, Mario Neto Borges, João Fernando Oliveira e Jorge Guimarães

Depois de muitas discussões entre pesquisadores altamente qualificados, Oliveira relatou que foram selecionados 25 finalistas na categoria Ciência e 14 na categoria Tecnologia. Foi feita então uma seleção minuciosa para que se encontrasse de fato o candidato ideal para cada uma das categorias. “Por isso estou aqui simplesmente para agradecer e homenagear os membros da comissão julgadora, que é uma comissão independente, composta de personalidades de excelência e de prestígio em cada uma das suas áreas, que garantem a qualidade e imparcialidade do processo. Essa noite de celebração está sendo mais um marco na jornada de reconhecimentos e avanços para a ciência e tecnologia do Brasil.”

Oliveira observou que a CBMM quer fortalecer a figura dos “heróis da ciência”, pois considera que é muito importante para a cultura brasileira e para a sociedade de modo geral incorporar a divulgação científica ao seu cotidiano. “O Brasil precisa muito de heróis vivos na ciência. Assim, vamos agora conhecer nossos dois heróis desse ano: o professor Wanderley de Souza e o professor Nívio Ziviani.”

Wanderley de Souza, premiado na categoria Ciência

O primeiro premiado da noite foi Wanderley de Souza. Em seu discurso de agradecimento, contou que nasceu em Iguaí, cidade pequena no sudoeste da Bahia e que, quando criança, eu gostava de “mexer” com os animais, abrir lagartixas para ver o que que tinha dentro, ver o coração pulsar, coisas desse tipo. Já na faculdade de medicina, na UFRJ, tomou conhecimento da microscopia, no sentido profissional. “Me apaixonei pelo microscópio examinando os tecidos, as células, e isso segue até hoje”, contou.

Graduado em medicina, Wanderley fez mestrado em ciências biológicas e doutorado em biofísica, quando foi orientado pela professora Hertha Meyer. Foi então trabalhar no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, onde é professor titular, e também no Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem da mesma universidade.

Ao longo de sua carreira, Wanderley atuou em prol da ciência não só como pesquisador, mas também como gestor. Foi secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, quando criou o Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj), que deu origem à Universidade Aberta do Brasil. Foi também diretor do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), vice-diretor e diretor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas e primeiro reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) e da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO), em Campo Grande. Foi diretor e presidente da Finep e é membro das academias Nacional de Medicina, Brasileira de Ciências e da Mundial de Ciências (TWAS).

Suas pesquisas foram voltadas para o controle da doença de Chagas. Wanderley dedicou-se a conhecer profundamente a anatomia do Trypanosoma cruzi, tendo por objetivo final o controle do ciclo da doença. “É muito difícil tentar combater alguma coisa que não se conhece a fundo. Minha contribuição maior foi separar os componentes do protozoário. Agora, estamos trabalhando numa mutação para que ele não seja mais capaz de transmitir a doença de Chagas.”

Ele finalizou agradecendo a seus avós e pais, por terem criado condições para que o menino nascido em Iguaí pudesse realizar um curso superior no Rio de Janeiro, e a todos os membros da sua família – irmãs, esposa e filhos – pelo apoio constante. Registrou ainda agradecimentos especiais a todas as instituições públicas de ensino que frequentou, desde o então curso ginasial até a pós-graduação; aos mestres que lhe iluminaram o caminho e aos alunos que formou e que o ajudaram a construir essa trajetória de conhecimento.

Wanderley de Souza recebeu o prêmio das mãos de Ricardo Lima, sob intensas palmas da plateia

Assista o vídeo feito pela CBMM sobre Wanderley de Souza, apresentado na cerimônia de premiação

Nívio Ziviani: categoria Tecnologia

Foi então a vez do vencedor da categoria Tecnologia, o professor Nivio Ziviani. Ele contou que cursou engenharia mecânica porque gostava de automobilismo de competição. Começou então a estudar programação de computadores e nunca mais parou. Foi convidado a dar aula de programação na UFMG. A seguir, o Ministério da Educação resolveu criar um curso de processamento de dados. “Comecei logo uma disciplina e, ao mesmo tempo, assumi a coordenação do curso de pós-graduação em ciência da computação”, relatou. 

Começaram a criar mecanismos de busca e um aluno desenvolveu um robô que passeava pela internet em busca de servidores. “Tomamos a decisão de criar um empreendimento e o número de usuários dobrou. A beleza desse primeiro experimento foi criar empregos novos, criar riqueza”, ressaltou Ziviani.

Ziviani é professor emérito da UFMG, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e da Ordem Nacional do Mérito Científico, nas Classes Comendador e Grã-Cruz. Na UFMG, criou os cursos de graduação e de doutorado em computação, o Laboratório para Tratamento de Informação (LATIN) e o Laboratório de Inteligência Artificial.

Foi do LATIN que saíram as cinco empresas de tecnologia cofundadas por Nivio Ziviani e que atraíram investimento, gerando milhares de empregos. A Akwan Information Technologies, empresa vendida para o Google em 2005,  tornou Ziviani uma das figuras mais emblemáticas da inovação no Brasil.

Acadêmico internacionalmente reconhecido e empreendedor de sucesso, investiu sua vida na produção e transferência de conhecimento científico e geração de riqueza. Atualmente, se dedica ao uso da Inteligência Artificial na saúde, nas artes e na transformação digital de empresas. É membro do Conselho de Administração das empresas Kunumi Artificial Intelligence, Unidade Embrapii do DCC/UFMG e Falconi Participações e integra os Conselhos Técnico-Científico do Instituto Hercílio Randon e do Laboratório Nacional de Computação Científica.

É também autor da série de livros sobre Projeto de Algoritmos, utilizada por professores e estudantes em praticamente todos os cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação em computação no país. Além disso, é coautor de mais de 200 artigos científicos nas áreas de algoritmos, recuperação de informação e inteligência artificial. Foi responsável pela formação de 70 alunos de pós-graduação, sendo 58 mestres e 12 doutores.

Em seus agradecimentos, Ziviani destacou a importância da Sala Minas Gerais em sua  vida. “A música clássica repete minha infância. Sou frequentador assíduo deste espaço, onde tenho minha cadeira cativa, que foi cuidadosamente escolhida para que eu tenha a visão do teclado do piano”, relatou, emocionado.

“Hoje eu tenho a honra de receber um prêmio que celebra a ciência e a tecnologia, sem dúvida, que desempenham um papel que é crucial em nossa sociedade. São mais de 51 anos dedicados à universidade, à ciência, ao ensino, à pesquisa e à formação de recursos humanos”, disse ZIviani, agradecendo. Ele destacou que uma das maiores recompensas de pesquisar em grupo é poder transformar os resultados científicos em ações práticas, que beneficiam a sociedade. “Eu dediquei boa parte da minha vida para produzir e transferir conhecimento científico para a sociedade, por meio de empreendimentos inovadores. Nesse sentido, não posso deixar de agradecer muito aos colegas e os alunos que compartilharam comigo essa jornada. Estou certo  de que o prêmio inspira gerações futuras a seguir o caminho da pesquisa inovação”, celebrou.

Debaixo de muitas palmas, Nivio ZIviani recebeu o prêmio das mãos de Ricardo Lima

Assista o vídeo feito pela CBMM sobre Nivio Ziviani, apresentado na cerimônia de premiação.

Encerramento

O diretor de tecnologia da CBMM, Rafael Mesquita, fez o encerramento.  Elogiou a beleza da celebração, a qualidade dos premiados, “os nossos heróis da ciência”.  Avaliou que todos nós tomamos decisões na vida, temos pensamento próprio e devemos alimentar o espírito de boas diferenças, “que nos trazem energia para continuar”. Uma das coisas principais da ciência e da tecnologia, para Mesquita, é que ela não tem fronteiras. “Esse é o universo em que a gente vive, onde a gente tem que encontrar soluções para problemas que estão sempre mudando. Vivemos uma realidade dinâmica e para fazer diferente precisamos de referências. Estamos construindo referências para outras gerações.”

Ao final, Mesquita destacou que muito em breve serão abertas as inscrições para a 6ª Edição do Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia, que vão estar disponíveis também nas redes sociais. “Então não percam a chance de participar e de indicar às pessoas a oportunidade.”

Iniciativa Amazônia+10 lança a Chamada Expedições Científicas

Leia matéria de Bruna Bopp para Agência Fapesp, publicada em 17 de novembro:

A Iniciativa Amazônia+10 e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram ontem (16/11) a Chamada Expedições Científicas, que vai disponibilizar R$ 59,2 milhões para financiar pesquisas voltadas à expansão do conhecimento científico da sociobiodiversidade sobre áreas pouco conhecidas da maior floresta tropical do mundo. O prazo para submissão de propostas vai até 29 de abril de 2024, como detalha o edital.

A Iniciativa Amazônia+10 é liderada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e pelo Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e conta também com a parceria do CNPq.

“O programa Iniciativa Amazônia+10 visa viabilizar recursos para projetos científicos na região, articulando grupos de pesquisa que combinam pesquisadores locais com de outros Estados. O CNPq orgulha-se em participar dessa iniciativa, que certamente trará grandes benefícios científicos e tecnológicos para a região”, comenta [o Acadêmico] Ricardo Galvão, presidente do CNPq, ressaltando em seguida que a preservação da floresta amazônica e o desenvolvimento de sua economia de uma forma sustentável, não predatória, dependem fortemente do conhecimento científico local.

“A FAPESP participou ativamente da articulação da Iniciativa Amazônia+10. Na primeira chamada, pesquisadores paulistas se associaram aos de outras FAPs para o desenvolvimento de boa parte dos projetos que, atualmente, já estão em curso na região. A segunda chamada contribuirá para ampliar ainda mais a pesquisa em cooperação na busca de solução para uma região que é patrimônio do Brasil e de todo o planeta”, afirma [o Acadêmico] Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP.

Para [o Acadêmico] Odir Dellagostin, presidente do Confap, a Amazônia não interessa apenas aos Estados da região. “Ela diz respeito a todo o país e ao mundo. Pesquisadores de outras partes do Brasil também têm interesse em contribuir com os desafios da região e, por isso, a possibilidade de alocação de recursos por parte de outras fundações estaduais de amparo à pesquisa é muito bem-vinda. Isso fortalece a Iniciativa Amazônia+10 e estamos muito contentes que, no momento, nós temos 25 das 27 FAPs [Fundações de Amparo à Pesquisa] envolvidas no programa.”

Neste edital, 19 FAPs aderiram à chamada, sendo nove de Estados da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso), além de Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Paraná, São Paulo e Distrito Federal. Outras agências nacionais e internacionais ainda podem se somar à Chamada de Expedições Científicas até 31 de dezembro.

(…)

Leia a matéria completa no site da Agência Fapesp

LIneA oferece o serviço de Jupyter Hub para instituições

O Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA) é um instituto de ciência e tecnologia privado cuja missão é viabilizar a participação de pesquisadores e estudantes em colaborações internacionais, apoiar centros emergentes, fornecer acesso a acervos de dados astronômicos e a uma infraestrutura de processamento intensivo de dados, e desenvolver soluções para problemas de big data, em princípio para as áreas de astronomia e cosmologia, mas agora buscando diversificar o escopo do seu público.

Objetivos científicos

O LIneA é um laboratório multiusuário que veio para dar suporte à participação brasileira em levantamentos astronômicos internacionais que geram grandes volumes de dados. Para alcançar os objetivos científicos destes projetos, o LIneA gerencia toda uma infraestrutura de armazenamento, processamento, análise e distribuição de dados astronômicos e desenvolve tecnologia para lidar com os desafios de projetos envolvendo Big Data. Participam do LIneA pesquisadores e técnicos dos institutos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de professores de universidades.

Um dos objetivos do LIneA é preparar a comunidade astronômica brasileira para uma nova era e pesquisadores com um novo tipo de perfil, conhecidos atualmente como cientistas de dados. Este perfil profissional é cada vez mais procurado pelos grandes projetos internacionais. Em particular, para ser bem sucedido no projeto Legacy Survey of Space and Time os cientistas envolvidos têm que ter este tipo de formação. Integram esse projeto os membros titulares da ABC Thaisa Storchi Bergmann e Kepler de Souza Oliveira Filho, assim como o membro afiliado Rogemar Riffel (2019-2023). Também atuam no projeto os ex-afiliados da ABC Ana Chies, eleita para o período 2018-2022, Rogerio Riffel (2016-2020) e Marcos Vinicius Lima (2015-2019).

Abertura para outras áreas do conhecimento

Agora o LIneA está oferecendo para instituições e departamentos universitários seu serviço de Jupyter Hubuma ferramenta de código aberto, que pode conter tanto código executável quanto elementos textuais, gráficos e equações -, muito útil para trabalhos colaborativos. Essa é uma iniciativa do laboratório para colaborar na formação de jovens pesquisadores junto a departamentos universitários que queiram usar a ferramenta para cursos de computação científica, sejam para cursos intensivos, de pequena duração, ou durante o semestre – dentre outros casos. Desta forma, os usuários usufruem de todas as facilidades existentes da plataforma, têm livre acesso à dados, além do suporte. O serviço de Jupyter Hub está disponível para usuários individuais, instituições, professores e interessados em geral. 

Para sinalizar o interesse no uso do Jupyter, basta entrar em contato através do e-mail cde@linea.org.br.

Sobre o LIneA

Mais de 200 pessoas entre estudantes, pós-docs, pesquisadores e tecnologistas já fizeram parte deste laboratório que é, ao mesmo tempo, um laboratório multiusuário, um centro de desenvolvimento de software e uma rede de pesquisa multidisciplinar, com membros no Brasil e no exterior.

Em 2021, o LIneA foi selecionado pelo Vera C. Rubin Observatory para implantar e operar por 13 anos um dos centros regionais (Independent Data Access Center, IDAC) para hospedar os dados do projeto, parte de uma rede internacional em troca da participação de mais de 100 pesquisadores brasileiros no projeto.

Juntamente com a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o LIneA apoia a criação, a nível ministerial, de um e-Science Center, que poderia fornecer apoio a laboratórios semelhantes em outras áreas do conhecimento, ao mesmo tempo sendo um catalisador para o intercâmbio de soluções de desafios de Big Data enfrentados em diferentes áreas de conhecimento

Os Acadêmicos Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, Eliete Bouskela, Jailson Bittencourt de Andrade e Wanderley de Souza integram o Conselho Administrativo do LIneA. Já os Acadêmicos Beatriz Barbuy, Marcia Barbosa e Pedro Leite da Silva Dias atuam no Conselho Técnico-Científico. 

Relato de experiência

O ex membro afiliado da ABC Rogerio Riffel, eleito para o período de 2016 a 2020, é usuário do sistema. Ele explicou que o Jupyter Hub é um robô. “O pesquisador acessa on-line um cluster de computadores que têm uma série de ferramentas rodando e, através do navegador, ele pode utilizar essas ferramentas para fazer análise dos seus dados científicos, fazer gráficos, enfim, várias coisas.”

Mas o diferencial do Jupyter, em relação ao Colab do Google, por exemplo, é que o LIneA oferece suporte para o uso da ferramenta. “O pesquisador tem suporte do time de TI, que é super especializado em análise de grandes bancos de dados”, relata Riffel, que é astrônomo e atua na Universidade Federal do Rio Grande do  Sul (UFRGS). Ele explica que essa ferramenta é muito útil para todo tipo de ciência que envolva análise de dados, pois tem alto processamento por trás. “O pesquisador tem acesso a armazenamento, a processamento rápido dos dados, que podem ser estrelas, galáxias, bancos genéticos, bancos de informação de plantas, de clima, enfim, o que cada um estiver interessado em estudar”, finalizou Riffel. 

UFRA está com vagas abertas para doutorado em agronomia

A Coordenação do Programa de Pós-graduação em Agronomia (PgAGRO) da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), está com 22 vagas abertas para receber alunos de doutorado. As vagas são destinadas a candidatos com formação em Ciências Agrárias – Agronomia, Engenharia Cartográfica e de Agrimensura, Engenharia Florestal, Engenharia de Pesca, Medicina Veterinária e Zootecnia – Ciências Biológicas, Ciências Ambientais, ou áreas afins (Ciências Exatas, Engenharias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas).

As vagas estão atreladas a três linhas de pesquisa, são elas:  MANEJO E CONSERVAÇÃO DE RECURSOS AMBIENTAIS, PRODUÇÃO VEGETAL EM SISTEMAS AGRÍCOLAS e SOCIOECONOMIA, RECURSOS NATURAIS E DESENVOLVIMENTO DO AGRONEGÓCIO. O coordenador do PgAGRO é o membro afiliado da ABC Allan Klynger Lobato. As inscrições vão até 10 de novembro.

Inscreva-se.

Edital 04.2023 (PGAGRO)

ABC promoverá encontro com Prêmios Nobel em 2024

Os laureados do Nobel de 2023 foram anunciados na primeira semana de outubro. Nas áreas de Química, Física e Medicina, a premiação é a mais alta honraria para a carreira de um cientista. Os premiados deste ano se juntam a um rol de pesquisadores consagrados, que podem escolher participar de atividades junto à Nobel Prize Outreach, braço de comunicação da Fundação Nobel, para inspirar cientistas em todo o mundo.

Uma dessas atividades está marcada para o Brasil, em abril de 2024. O Diálogo Nobel Brasil 2024 será o terceiro evento da parceria entre a Academia Brasileira de Ciências e a Nobel Prize Outreach, o primeiro presencial.

O encontro principal será no Rio de Janeiro no dia 15 de abril de 2024 e espera contar com participação expressiva de estudantes e jovens, numa oportunidade única para um debate intergeracional de alto nível. Adicionalmente, também será promovido outro encontro, na cidade de São Paulo, no dia 17 de abril de 2024, ampliando o impacto da iniciativa no país e potencializando as possibilidades de intercâmbio científico.

Gravação do Unidos pela Ciência: Diálogo Nobel América Latina e Caribe, em 2021 (Foto: Nobel Prize Outreach / Clément Morin)

Confira como foram os outros dois Diálogos Nobel promovidos pela ABC:

Em 2020, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) foi procurada pela Nobel Prize Outreach, com o objetivo de organizar a primeira edição no país de um Diálogo Nobel. Esses eventos reúnem ganhadores do Prêmio Nobel com lideranças científicas, pesquisadores, políticos, empresários, intelectuais, e, sobretudo, jovens estudantes. O objetivo é promover discussões sobre questões globais a partir de uma abordagem interdisciplinar.

Em virtude da pandemia de covid-19, não foi possível promover a atividade presencial em 2020. No entanto, as instituições mantiveram-se juntas e realizaram duas edições virtuais do Diálogo Nobel em 2021:

08/04/2021 – O Valor da Ciência: Diálogo Nobel Brasil

O encontro promoveu um debate sobre a importância da ciência para a sociedade e de políticas públicas baseadas no conhecimento científico, com foco nos tempos de crise, como a pandemia de covid-19. O evento foi dividido em duas partes: a primeira apresentou um diálogo entre May-Britt Moser (Nobel de Medicina, 2014) e o membro correspondente da ABC Serge Haroche (Nobel de Física, 2012), além dos então presidente e vice-presidente da ABC. A segunda parte contou com duas mesas redondas, nas quais estudantes universitários de todo o Brasil, previamente selecionados, tiveram a oportunidade de se juntar aos laureados em uma sessão de perguntas e respostas. No processo de seleção dos 40 estudantes, foram recebidas mais de 170 indicações de 90 universidades públicas e privadas do Distrito Federal e de 23 Estados do Brasil.

16/11/2021 – Unidos pela Ciência: Diálogo Nobel América Latina e Caribe

O encontro contou com cinco vencedores do Prêmio Nobel, que se reuniram virtualmente com estudantes para um debate sobre o papel dos cientistas na sociedade e o impacto das mais recentes descobertas científicas. O evento contou com a presença de 80 estudantes de 24 países da região, tendo o Brasil o maior número de representantes (16 no total). A atividade foi organizada pela ABC, pelo Nobel Prize Outreach e pela Rede InterAmericana de Academias de Ciências (IANAS). Os laureados convidados foram Bernard Feringa (Nobel de Química, 2016), Elizabeth Blackburn (Nobel de Medicina, 2009), Emmanuelle Charpentier (Nobel de Química, 2020), May-Britt Moser (Nobel de Medicina, 2014) e Saul Perlmutter (Nobel de Física, 2011). Cada laureado comandou uma sessão de diálogo, na qual respondeu perguntas dos estudantes da América Latina e do Caribe.

VI Encontro da Rede Nacional de Ciência para Educação (Rede CpE) será em Brasília

Com a proposta de percorrer outras regiões do Brasil, o VI Encontro Anual da Rede Nacional de Ciência para Educação vai acontecer em Brasília em 2023. O evento será realizado de 19 a 21 de outubro, no Centro Cultural da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB). O membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Roberto Lent é coordenador-geral e um dos fundadores da Rede CpE.

Andréa Chiba, da Universidade da Califórnia San Diego (EUA), fará a palestra de abertura no dia 19 de outubro. Além dela, teremos a participação de duas autoridades do Ministério da Educação: a Acadêmica Denise Pires de Carvalho, Secretária de Educação Superior e Gregório Grisa, Diretor de Programas da Secretaria-Executiva.

Um dia antes do Encontro, será realizado o II Simpósio da Cátedra Unesco de Ciência para Educação como atividade satélite. Este será um evento gratuito que terá um espaço para o debate entre pesquisadores da Cátedra sobre ações que vem “Conectando Ciência e Educação” e “Desenvolvimento infantil” no Auditório da Finatec, Universidade de Brasília. Entre os palestrantes, teremos Renato Janine, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, presidente da ABC, Marlova Noleto, diretora e representante da UNESCO no Brasil; e Mercedes Bustamante, presidente da CAPES

Inscreva-se!


Programação

O VI Encontro terá palestras, mesas-redondas e sessões de divulgação científica com a proposta de diálogo entre pesquisadores associados e professores, incluindo o grupo de afiliados chamados Amigos da Rede. Também teremos apresentações de trabalhos em forma de pôsteres e apresentações orais, e uma sessão de premiação do II Prêmio CpE no espaço escolar.

Um dos temas que o evento irá debater é “Digitalização e Inteligência Artificial na Educação”. Para isso, contaremos com falas de pesquisadores importantes da área, como Seiji Isotani, professor visitante em Educação na Universidade de Harvard (EUA), e Maurício Garcia, que atua em projetos de inovação com foco em estratégias digitais e gestão do desenvolvimento de plataformas de análise de dados e de inteligência artificial.

Aproveite a oportunidade e participe das discussões atuais sobre a ciência para educação no nosso Encontro. Acesse o site e saiba mais.

Confira a programação completa.


Serviço:

VI Encontro Anual da Rede Nacional de Ciência para Educação

Data: 19 a 21 de outubro de 2023

Local: Centro Cultural da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB).

 

II Simpósio da Cátedra Unesco de Ciência para Educação

Data: 18 de outubro de 2023

Local: Auditório da Finatec da Universidade de Brasília

UnB sediará workshop internacional de matemática

De 2 a 6 de outubro, a Universidade de Brasília (UnB) será palco do 9º Workshop Temático Internacional de Matemática da Rede de Jovens Afiliados da Academia Mundial de Ciências (TYAN, sigla em inglês) e 1º Workshop TYAN-Humboldt em Matemática. O evento é organizado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) – cuja presidente é a Acadêmica Jaqueline Godoy Mesquita – em parceria com a TYAN, a UnB, a Academia Jovem da Argentina e a Sociedade Mexicana de Matemática. O workshop conta com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O encontro objetiva difundir o conhecimento sobre as diversas áreas da Matemática, com ênfase em especial nos países em desenvolvimento. A edição de 2023, na capital federal, reunirá cientistas e pesquisadores de todo o planeta e também será um ponto de aproximação com a Fundação Alexander von Humboldt, da Alemanha, que dá suporte a pesquisadores do mundo todo e promove ativamente a compreensão internacional, o progresso e o

programação será dividida ao longo dos dias entre manhã e tarde na UnB e contará com palestras plenárias por pesquisadores renomados internacionalmente, sessões especiais, painéis e apresentação de pôsteres, em que pesquisadores têm a oportunidade de expor seus trabalhos. Entre membros da ABC, estão confirmados no evento os titulares Celina Figueiredo, Gregório Pacelli, Keti Tenenblat, Paolo Piccioni e Pavel Zalesski; o afiliado Tiago Pereira; e os ex-afiliados Alexander Mendoza, Carolina Bhering, José Nazareno e Tiago Roux.

Para a Rede de Jovens Afiliados TWAS, promover a próxima geração de cientistas no mundo em desenvolvimento é uma das prioridades estratégicas. Desde 2013, a instituição seleciona cientistas promissores em vários países ao redor do globo. São escolhidos anualmente 25 profissionais de ciências abaixo de 40 anos exatamente no ápice de suas carreiras na academia. 

Inscreva-se!


Serviço:

Evento: 9º Workshop Temático Internacional de Matemática da Rede de Jovens Afiliados da Academia Mundial de Ciências (TYAN, sigla em inglês) e 1º Workshop TYAN-Humboldt em Matemática

Data: 02/10/2023 a 06/10/2023

Local: Universidade de Brasília (UnB)

teste