A Parceria InterAcademias (IAP, na sigla em inglês) foi criada formalmente na África do Sul, em março de 2016, e passou a reunir três organizações de academias de ciências, medicina e engenharia já existentes – a Rede Global de Academias de Ciências (IAP), o Painel Médico InterAcademias (IAMP) e o Conselho InterAcademias (IAC) –, que passaram a se chamar IAP for Science, IAP for Health e IAP for Policy, respectivamente.

Neste cenário, mais de 140 academias nacionais e regionais trabalham em conjunto para fortalecer o papel da ciência e seus esforços na busca por soluções que atendam os mais desafiadores problemas globais. Em particular, a IAP se aproveita da expertise dos principais cientistas, médicos e engenheiros do mundo para avançar políticas sólidas, melhorar a saúde pública, promover excelência na educação científica e alcançar outros objetivos críticos ao crescimento.

IAP for Science, IAP for Health e IAP for Policy possuem seus próprios Comitês Executivos, cada um liderado por dois co-presidentes (co-chairs) – um de um país desenvolvido e o outro de uma nação em desenvolvimento. Juntos, os seis co-presidentes compõem o Comitê Diretor da Parceria InterAcademias. Eles se somam a representantes das quatro redes regionais (IANAS, das Américas; NASAC, da África; EASAC, da Europa; e AASSA, da Ásia/região do Pacífico) e formam o Conselho.

Atualmente, a Academia Brasileira de Ciências, confirmando seu protagonismo no cenário internacional, ocupa assentos nos Comitês Executivos da IAP for Health e da IAP for Policy – os mandatos se referem ao intervalo de 2019 a 2022. No momento, a ABC cumpre um período de interstício (obrigatório após dois mandatos consecutivos) no Comitê Executivo da IAP for Science, para o qual foi eleita em 2013 e em 2016.

Para acompanhar a participação da Academia Brasileira de Ciências na IAP, acesse os Relatórios de Atividades da ABC.

 

Saiba mais sobre os braços da IAP:

IAP for Science

A IAP for Science, antiga Rede Global de Academias de Ciências (IAP, na sigla em inglês – fundada em 1993), tem como objetivo principal contribuir para que seus membros desenvolvam as ferramentas adequadas para aconselhar cidadãos e governos, com fundamentação científica, em questões críticas globais. A organização desenvolve programas para capacitação, educação e comunicação científica, além de outros assuntos relacionados à ciência.

Os membros da IAP for Science partilham a convicção de que têm muito a aprender uns com os outros e de que as comunidades científicas nacionais podem, através das redes de comunicação criadas pela organização, aumentar tanto a sua capacidade de agir em seus respectivos países, quanto a sua presença e participação em importantes foros internacionais.

IAP for Health

A IAP for Health, anteriormente chamada Painel Médico InterAcademias (IAMP, na sigla em inglês – criado em 2000), tem o compromisso de melhorar a saúde em todo o mundo e facilitar a comunicação e a colaboração entre as Academias em questões de importância global relativas à área médica. A ABC e a Academia Nacional de Medicina (ANM) compartilham a representação do Brasil na organização.

Os principais objetivos da IAP for Health são: fortalecer a capacidade das academias no aconselhamento de base científica aos governos, apoiar a criação de novas academias e de projetos que fortaleçam a pesquisa e a educação nos diferentes países, e emitir declarações de consenso em questões importantes para a saúde global. Em 2010, a IAP for Health passou a integrar o World Health Summit, um dos principais eventos sobre saúde do mundo.

IAP for Policy

A IAP for Policy, antigamente chamada Conselho InterAcademias (IAC, na sigla em inglês – criado em 2000) mobiliza os principais especialistas de todo o mundo para fornecer aconselhamento de alta qualidade a governos nacionais, instituições internacionais e outras organizações. A ciência e a tecnologia são fundamentais para muitas questões críticas e tomar decisões políticas sábias tornou-se cada vez mais dependente de bons pareceres científicos.

A IAP for Policy atua por meio de projetos e desenvolveu mecanismos e procedimentos para garantir a qualidade científica de seus relatórios, a relevância política de suas recomendações e a ausência de vieses regionais ou nacionais. Os relatórios da IAP for Policy têm como parâmetros a formação de uma capacidade científica e tecnológica no mundo, a responsabilidade científica na pesquisa e o papel da comunidade científica para que objetivos globais sejam alcançados.